PUBLICIDADE

Rota Bioceânica pode transformar logística do agro brasileiro e aproximar produção nacional dos mercados asiáticos


PUBLICIDADE
  • mell280

04/09/2026 10h00

Rota Bioceânica pode transformar logística do agro brasileiro e aproximar produção nacional dos mercados asiáticos

Luciano Noronha


Corredor de mais de 3 mil quilômetros conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile e será o tema central do Agrotalk Business, em 15 de setembro, em Ribeirão Preto

 

 

A Rota Bioceânica, corredor rodoviário que conecta o Brasil aos portos do norte do Chile por meio de Paraguai e Argentina, entra em uma nova fase de consolidação e começa a ganhar espaço nas discussões sobre o futuro da logística, do agronegócio e do comércio exterior brasileiro. Com mais de 3 mil quilômetros de extensão, a ligação cria uma alternativa terrestre entre o Oceano Atlântico e o Pacífico e pode reduzir distâncias, tempo de transporte e custos para produtos destinados aos mercados da Ásia. O tema ganha ainda mais relevância no evento Agrotalk Business que reunirá, em 15 de setembro, produtores, executivos e autoridades para debater os impactos da nova infraestrutura sobre a logística, os investimentos e o comércio exterior brasileiro.

 

 

Mais do que uma estrada, o projeto representa um novo corredor de integração econômica entre quatro países sul-americanos. A iniciativa ganhou forma institucional em 2015, quando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile assinaram a Declaração de Assunção e criaram um grupo de trabalho para viabilizar o Corredor Rodoviário Bioceânico Porto Murtinho–Portos do Norte do Chile.

Um dos principais marcos físicos do projeto é a ponte internacional sobre o Rio Paraguai, ligando Porto Murtinho (MS), no Brasil, a Carmelo Peralta, no Paraguai. A estrutura, com 1.294 metros, teve suas extremidades conectadas em julho de 2026, representando uma etapa importante para a implantação do corredor.

Como funciona a Rota Bioceânica

O trajeto tem como porta de entrada no Oceano Atlântico o Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina e um dos maiores do mundo. A rota passa pela região Centro-Oeste brasileira e segue até Porto Murtinho, na fronteira com o Paraguai. Depois de atravessar o rio Paraguai, entra em território paraguaio, cruza a Argentina e chega ao norte do Chile, conectando-se a portos como Antofagasta, Iquique e Mejillones.

Na prática, a nova conexão permitirá que cargas brasileiras tenham uma alternativa ao caminho tradicional marítimo utilizado para chegar aos mercados asiáticos. Entre os potenciais ganhos da ligação rodoviária entre os oceanos Atlântico ao Pacífico, estão a redução do tempo de transporte, dos custos logísticos e a diversificação das rotas de exportação.

Entretanto, para que esses benefícios se concretizem, não basta concluir as obras rodoviárias. A operação também dependerá da integração entre os sistemas aduaneiros, procedimentos sanitários, fiscalização e estruturas de apoio nos quatro países.

O que muda para o agronegócio e avanço na obra

O agronegócio está entre os setores que podem ser mais beneficiados pela nova conexão. Produtos como soja, carnes, açúcar, celulose e outros itens da pauta exportadora brasileira têm forte demanda nos mercados asiáticos, que poderão ser alcançados por uma nova alternativa logística.

Para produtores e empresas exportadoras, a possibilidade de utilizar diferentes corredores prevê uma otimização de 14 a 20 dias no prazo de entrega, além de reduzir a dependência de determinados portos e trajetos e permitir uma gestão mais eficiente de custos e riscos logísticos. A infraestrutura também pode estimular investimentos em armazenagem, transporte, terminais, serviços de apoio e outras atividades ao longo do trajeto, movimentando as economias das regiões atravessadas pela rota.

A infraestrutura física já apresenta avanços importantes, mas a consolidação da Rota Bioceânica como corredor internacional depende de etapas complementares.

No Brasil, as obras de acesso à ponte, em Porto Murtinho, incluem 13,1 quilômetros de rodovia, seis pontes, um viaduto e um Centro Integrado de Fronteira. O cronograma do acesso brasileiro é atualmente apontado para o início de 2027, enquanto a ponte e os acessos paraguaios possuem cronogramas próprios. Além das obras, questões como burocracia nas fronteiras, integração digital, segurança, capacidade de transporte, mão de obra e serviços de apoio serão determinantes para que o corredor funcione de forma eficiente.

Agrotalk Business coloca a Rota Bioceânica em debate em Ribeirão Preto

A nova realidade logística também mobiliza o setor. Em Ribeirão Preto, o Agrotalk Business terá a Rota Bioceânica como tema central em 15 de setembro, no Hangar Fontoura, reunindo produtores, executivos e convidados internacionais para discutir impactos em logística, investimentos e comércio exterior. Para Aryane Garcia, presidente do Agrotalk Meeting e CEO da AGX Estratégias de Comunicação, o debate ajuda a preparar o setor produtivo para as transformações da nova infraestrutura. “Mais do que reduzir distâncias, a Rota Bioceânica aproxima economias, fortalece cadeias produtivas e cria oportunidades”, afirma.

Para aprofundar o debate sobre a integração regional, o Agrotalk Business já confirmou a participação de duas lideranças com atuação direta na articulação da Rota Bioceânica.

Jaime Verruck, economista e gestor público com mais de 30 anos de atuação, é doutor em Desenvolvimento e Planejamento Territorial e secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc) desde 2015. Ao longo da carreira, construiu uma trajetória marcada pelo desenvolvimento econômico, pela atração de investimentos e pela criação de empregos no estado, e estará no evento para contribuir com sua experiência e visão estratégica sobre o projeto.

Já João Carlos Parkinson de Castro, economista e diplomata de carreira do Ministério das Relações Exteriores, atua como coordenador nacional dos Corredores Rodoviário e Ferroviário Bioceânicos. Nessa função, lidera as articulações internacionais entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile em torno da Rota Bioceânica e também estará presente no evento.

Também já estão confirmados como painelistas do evento Charles Tang, Hugo Cagno Filho e Selma Nunes. A mediação do painel ficará a cargo do empresário Chaim Zaher, referência no setor educacional e líder do Grupo SEB, hoje um dos maiores complexos de ensino do país. Sua ligação com o agronegócio se consolidou com a criação da Harven Agribusiness School, em Ribeirão Preto, primeira instituição de ensino superior do Brasil dedicada exclusivamente à formação de líderes para o setor, fruto de parceria com a consultoria Markestrat

O Agrotalk Business tem apoio institucional de UDOP — União Nacional da Bioenergia, Tereos, Orplana, Camarbra, Brazil Korea Conference, Sindicato Rural de Araraquara, Sindicato Rural de Presidente Prudente, CEAL — Conselho Empresarial da América Latina, Aprosoja São Paulo e Aprosoja Brasil. Realização AGX Estratégias.

A Tereos, uma das empresas líderes na produção de açúcar, etanol e energia do país, será a responsável pela compensação das emissões de carbono provenientes da energia elétrica consumida ao longo do evento Agrotalk Business. A compensação é feita por meio de créditos de energia renovável, obtidos com a certificação I-REC (da sigla em inglês International Renewable Energy Certificate). A ferramenta é reconhecida internacionalmente e comprova a geração de energia limpa a partir da rastreabilidade de sua origem.

O campo paulista também estará presente no Agrotalk Business. Em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Turismo e Viagens, o evento recebe uma seleção especial de produtores rurais paulistas, valorizando a força, a tradição e a diversidade dos produtos que representam o nosso estado.

 


Rota Bioceânica pode transformar logística do agro brasileiro e aproximar produção nacional dos mercados asiáticos
Toninho Ruiz


 

Rota Bioceânica pode transformar logística do agro brasileiro e aproximar produção nacional dos mercados asiáticos
Divulgação/JCR Content
 
 




PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
  • academia374
  • Nelson Dias12
PUBLICIDADE