- mell280
29/08/2025 14h25
5 motivos importantes para conhecer o passado e não repetir sistemas de opressão
Ao refletir sobre a história, descobrimos lições valiosas para resistir à opressão e preservar a liberdade
A história recente do Brasil guarda feridas que ainda ecoam na sociedade. Entre elas, estão os episódios de violência e silenciamento vividos durante a ditadura militar. Revisitar esse período não significa apenas relembrar dores, mas compreender os mecanismos que sustentaram um sistema de opressão — e que, de diferentes formas, podem ressurgir se não houver vigilância crítica.
Em Quase-romance nos pomares da eternidade, Silvio Damasceno recria, em forma de ficção, a morte de um estudante dentro da universidade. Inspirado em fatos reais, o livro expõe a brutalidade da repressão e a luta de jovens que ousaram sonhar em meio ao autoritarismo. A partir dessa obra, elencamos cinco razões pelas quais conhecer o passado é essencial para não repetir os mesmos erros coletivos. Confira:
- Preservar a memória coletiva
A memória histórica é um patrimônio social. Conhecer episódios de violência e resistência permite que a sociedade mantenha viva a lembrança daqueles que lutaram e sofreram com a opressão.
- Reconhecer mecanismos de repressão
Estudar o passado ajuda a identificar como funcionam as engrenagens de regimes autoritários — censura, perseguição política, manipulação da informação. Esse conhecimento é fundamental para não deixar que essas práticas sejam normalizadas novamente.
- Fortalecer a democracia
Ao refletir sobre períodos de ditadura, aprendemos a valorizar a importância da liberdade de expressão, do voto e das instituições democráticas. Esses direitos, muitas vezes, só são percebidos em sua plenitude quando ameaçados.
- Dar voz às vítimas silenciadas
Recontar as histórias interrompidas, como a de Zé Luiz no livro de Damasceno, é uma forma de justiça simbólica. Honrar essas trajetórias contribui para que as vítimas não sejam esquecidas e suas lutas permaneçam como referência.
- Estimular pensamento crítico nas novas gerações
O contato com narrativas históricas inspira jovens a questionar, refletir e se posicionar diante das injustiças do presente. Assim, o passado cumpre seu papel pedagógico: servir de alerta para um futuro mais justo.
Sobre o autor: Silvio Damasceno é paraense, nascido em Ourém e morador de Ulianópolis. Aos 70 anos, é formado em Direito e atua como tabelião. Como escritor, publica o livro Quase-romance nos pomares da eternidade, inspirado em César Moraes Leite, um estudante que foi morto enquanto assistia às aulas na Universidade Federal do Pará.