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Riedel anuncia revisão da estrutura do governo e prioriza logística e educação no novo mandato


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  • mell280

05/10/2026 10h42

Riedel anuncia revisão da estrutura do governo e prioriza logística e educação no novo mandato

Riedel afirmou que os três meses restantes de 2026 serão utilizados para discutir mudanças e organizar a administração

Mariane Chianezi


 Reeleito governador de Mato Grosso do Sul com 67,07% dos votos, Eduardo Riedel (PP) afirmou nesta segunda-feira (5) que os próximos meses serão de reorganização da estrutura do governo e preparação para o novo mandato. Em entrevista ao Bom Dia MS, ele disse que mudanças administrativas podem ocorrer, mas descartou, por enquanto, a confirmação de cortes.

 

Segundo Riedel, a reeleição foi resultado principalmente do trabalho realizado nos últimos quatro anos e de uma campanha sem ataques aos adversários.

“Eu entendo que duas coisas, Fabiano. Primeiro, agradecer e cumprimentar a todos que depositaram esse voto de confiança, foram mais de 914 mil votos, mas eu entendo que o trabalho prestado nesses quatro anos foi fundamental para que a gente pudesse conquistar essa confiança”, afirmou.

O governador também destacou o tom adotado durante a campanha.

“Uma campanha propositiva, uma campanha sem ataques, sem agressões. Eu respeito os adversários, cada um com a sua posição, seu jeito de trabalhar, mas a gente sempre olhou as nossas propostas e transmitiu isso para o povo de Mato Grosso do Sul”, disse.

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Novo governo de Riedel

Para o início do segundo mandato, Riedel afirmou que os três meses restantes de 2026 serão utilizados para discutir mudanças e organizar a administração. Ele também lembrou que 2027 marcará os 50 anos de Mato Grosso do Sul.

“Esses três meses que faltam até o final do ano são muito intensos. É um período de transição, de muita discussão interna e organização para preparar os próximos quatro anos”, afirmou.

Sobre a composição do novo governo, Riedel disse que os partidos que participaram da aliança eleitoral poderão ter espaço, mas que a escolha não será feita apenas por critérios partidários.

“Eu nunca olho ao partido em si. A gente tem que pensar na estratégia de governo, nos nossos objetivos e em quem pode somar para que a gente alcance os nossos objetivos”, declarou.

O governador também admitiu a possibilidade de aproveitar integrantes do atual primeiro escalão que disputaram as eleições, mas não foram eleitos.

“São grandes nomes, grandes pessoas, deram uma grande contribuição para Mato Grosso do Sul. Agora cada um vai parar junto conosco para a gente discutir o assunto e ver as decisões individuais, e o governo pensar na sua estratégia”, afirmou.

Reforma administrativa

Riedel também confirmou que a estrutura administrativa será reavaliada antes do início do novo mandato. Segundo ele, não há definição sobre cortes, mas mudanças podem ocorrer em algumas áreas.

“Não sei se haverá cortes, mas mudanças estruturais é natural que ocorram daqui para o início do novo mandato”, disse.

Entre os setores que devem passar por avaliação estão o sistema prisional, a educação, a universidade e as políticas sociais.

“As grandes áreas que a gente chama estruturais, como educação, saúde, segurança pública, elas são mais distintas, mas robustas em termos de funcionamento. Mas você tem uma discussão em cima do sistema prisional, você tem uma discussão na educação com a universidade, você tem uma discussão nas políticas sociais como um todo, e a gente vai rever cada uma delas”, explicou.

Controle de gastos

O governador afirmou ainda que o Estado continuará adotando medidas de controle de despesas diante da queda de receitas e da transição para o novo modelo tributário.

“A gente está passando um momento de contingenciamento em função da queda de receita. Como eu falei, o Brasil não está bem, isso reflete nas receitas do Estado”, afirmou.

Apesar do cenário, Riedel disse que pretende manter a capacidade de investimento do Estado.

“Nós temos um estado muito na mão, é uma questão de realocação para a gente poder garantir a manutenção do investimento, porque é ele que vai ajudar a puxar o Estado para continuar o crescimento em alta, gerando oportunidade para as pessoas”, declarou.

Ferrovia e hidrovia

Entre as prioridades para os próximos quatro anos, o governador citou investimentos em infraestrutura, principalmente nos sistemas rodoviário e ferroviário.

“A gente tem que continuar um processo de investimento no sistema rodoviário”, afirmou.

Riedel também disse que pretende atuar junto ao governo federal para viabilizar novos investimentos em ferrovia.

“A ferrovia é um trabalho que a gente tem que estar muito próximo ao governo federal, independente de quem ganha a eleição, para que a gente possa fazer com que aconteça”, disse.

Segundo o governador, Mato Grosso do Sul transportou 170 milhões de toneladas de carga nos últimos dois anos, sendo a maior parte pelas rodovias.

“Nós temos que mudar essa realidade. E a ferrovia é o canal para que isso aconteça”, afirmou.

Na hidrovia do Paraguai, Riedel disse que o objetivo é ampliar a capacidade de transporte por meio da dragagem de pontos estratégicos.

“A hidrovia é uma realidade, a gente só precisa destravar na hidrovia do Paraguai os pontos de dragagem e ter autorização do governo federal para que se faça isso e a gente consiga ter maior capacidade de trânsito naquela hidrovia”, declarou.

Educação como prioridade

Ao falar sobre o principal projeto que gostaria de desenvolver no segundo mandato, Riedel destacou educação e desenvolvimento econômico como instrumentos para reduzir a pobreza.

“Eu quero continuar trabalhando para que a gente tenha esse crescimento do Estado e um projeto de educação cada vez mais forte”, afirmou.

“Essa equação é muito poderosa para que a gente possa incluir pessoas dentro do sistema de renda, diminuir a faixa de pobreza do nosso Estado e eliminar a pobreza extrema do nosso Estado”, completou.

Segundo turno presidencial

Riedel também confirmou que terá participação ativa no segundo turno da eleição presidencial. O governador afirmou que pretende se reunir com Flávio Bolsonaro (PL) e atuar pela candidatura do aliado.

“A gente deve se reunir essa semana. Vai ser ativa. Eu entendo que o Brasil está num momento que a gente precisa mudar o rumo do país”, disse.

“Nós vamos estar ativos, vamos conversar com o candidato Flávio, com toda a equipe de governo, de campanha dele, para ver como que nós aqui no Mato Grosso do Sul podemos colaborar ainda mais nessas três semanas que faltam para o segundo turno”, afirmou.

 

FA

 





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