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Senado, Câmara Federal e Assembleia: 6 candidatos à reeleição ficam pelo caminho


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  • mell280

05/10/2026 11h13

Senado, Câmara Federal e Assembleia: 6 candidatos à reeleição ficam pelo caminho

Resende vê alta do "voto ideológico", enquanto Mochi diz que perder faz parte da política

Por Aline dos Santos


 As Eleições 2026 frustraram os planos de seis candidatos de Mato Grosso do Sul de permanecerem no poder. No Senado, a senadora Soraya Thronicke (PSB) não conseguiu a reeleição.

 
 
 
Eleita em 2018 com 373.712 votos e conhecida como a "Senadora do Bolsonaro", em alusão ao ex-presidente, a parlamentar agora apoiava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.  Soraya recebeu 340.788 votos no domingo (dia 4).
 
Na Câmara Federal, Geraldo Resende (União Brasil) e Luiz Ovando (PP) não conseguiram a reeleição. Com 31.714 votos nas Eleições 2026, o deputado federal Geraldo Resende analisa que houve avanço do voto ideológico em Mato Grosso do Sul.
 
"Recebo o resultado com profundo respeito e, como democrata convicto, saúdo o governador Eduardo Riedel, os senadores eleitos Reinaldo Azambuja e Renan Contar, os deputados federais eleitos e os 24 deputados estaduais. Desejo a eles um bom trabalho e que possam fazer o melhor para Mato Grosso do Sul. Tínhamos convicção que poderíamos entrar novamente lá, mas o povo quis outros parlamentares", diz Resende.
 
Na eleição de 2022, o parlamentar foi eleito com 96.519 votos. "Foi uma redução expressiva de votos. A gente tem que fazer uma análise desse resultado. Fizemos um trabalho exaustivo, com temas importantes como saúde e educação. Mas a população colocou o voto ideológico acima dessas questões. O voto ideológico se sobrepôs a tudo isso".
 
Sobre o futuro político, ele, que ficou com a suplência, afirma que ainda vai analisar. "Tenho três meses pela frente. Vamos discutir isso com a família, amigos e aqueles que nos acompanham". Geraldo Resende é médico e foi titular da SES (Secretaria Estadual de Saúde) durante a pandemia.
 
Candidatos à reeleição na Assembleia Legislativa, Junior Mochi (MDB), Lia Nogueira (PSDB) e Antonio Vaz (Republicano) foram barrados pelas urnas. Mochi conta que fez uma campanha intensa e percorreu mais de 17 mil quilômetros pelo Estado em 40 dias.
 
 
 "Até 90% das urnas apuradas, estava eleito. Falo que eleição não tem empate, ou ganha ou perde. Infelizmente não consegui. Foi por pouco, mas estou tranquilo. Tenho que entender o momento e adequar a vida, faz parte do processo. Se você não quer perder, não dispute".
 
Mochi é suplente e avalia que ainda é prematuro avaliar se por um rearranjo político possa voltar à Casa de Leis. "É preciso assimilar o resultado, organizar as coisas e esperar. Essa discussão não dá para antecipar agora". Mochi recebeu 23.721 votos na última eleição. Em 2022, quando foi eleito para a Assembleia, o resultado foi de 26.108 votos.
 
O deputado estadual Jamilson Name (PP) não foi incluído nessa lista porque seus votos continuam sub judice.  A reportagem entrou em contato com os demais citados e aguarda retorno.
 
Rearranjos - Após as posses dos eleitos, não é incomum surgirem rearranjos políticos que alterem a composição da Assembleia Legislativa. Eleito deputado estadual em 2022, Pedro Arlei Caravina (PSDB), por exemplo, se tornou secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica e só voltou para a Assembleia no ano de 2024. Ontem, Caravina foi reeleito.
 
Outro caso foi o de Eduardo Rocha. Em 2021, o então deputado estadual deixou a cadeira no Poder Legislativo para assumir cargo no primeiro escalão do governo estadual.
 
 




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