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- mell280
28/09/2026 09h56
Cuidado que chega mais perto: saúde e proteção social mudam a vida em Campo Grande
Leonardo Rocha
Incentivo aos agentes, regionalização do atendimento e ações contra a extrema pobreza marcam agenda de Eduardo Riedel na Capital
A agente de saúde Priscila Teodoro e a presidente do Instituto Maná do Céu, Carla Rodrigues, mostram como políticas públicas chegam à rotina de famílias em Campo Grande. Na gestão Eduardo Riedel, o Estado ampliou o incentivo aos agentes, investiu R$ 3,47 bilhões na regionalização da saúde e registrou queda de 60% da extrema pobreza em quatro anos, enquanto programas sociais apoiam mulheres e famílias em áreas vulneráveis.
Priscila Teodoro da Silva, 36 anos, percorre diariamente as ruas do Vila Nasser, em Campo Grande. Como agente de saúde, conhece as famílias do bairro, acompanha suas necessidades e vê de perto o caminho percorrido por quem depende da rede pública. Enfermeira de formação, ela também sabe o que acontece quando esse caminho termina em hospitais sobrecarregados.
“Eu, além de ser da saúde, também sou enfermeira. Então eu sei como é a superlotação, como a população sofre com isso”, conta.
É dessa experiência cotidiana que Priscila observa uma das mudanças promovidas pelo Governo de Mato Grosso do Sul na saúde: a regionalização do atendimento. A estratégia amplia a estrutura no interior para que parte dos pacientes possa ser atendida mais perto de casa e para reduzir a pressão sobre os hospitais de Campo Grande.
“Essa regionalização ajuda muito a população a conseguir ser mais assistida. Vai desafogar os hospitais daqui, a população de Campo Grande não vai sofrer tanto com a superlotação”, avalia.
Durante agenda na Capital, o governador Eduardo Riedel destacou essa política e encontrou também trabalhadores que estão na outra ponta do sistema — aqueles que entram nas casas, acompanham famílias e ajudam a evitar que muitos problemas cheguem aos hospitais.
Valorização de quem está na ponta
Para Priscila, a mudança não ocorreu apenas na estrutura do atendimento. Chegou também ao salário dos agentes.
O governo estadual elevou para até um salário mínimo o incentivo pago à categoria, em um processo escalonado até o fim de 2026. O benefício alcança agentes comunitários de saúde, de controle de endemias, indígenas e de saúde pública em todo Mato Grosso do Sul.
“Ele cumpriu rigorosamente o que prometeu na última campanha. É um governo que valoriza a nossa categoria, as portas são abertas, a gente consegue falar diretamente na Secretaria de Saúde”, afirma.
Priscila entregou uma carta ao governador pedindo a manutenção do incentivo. Riedel assumiu o compromisso de preservar o benefício.
Por trás da mudança percebida pela agente está um conjunto de investimentos. O Estado aplicou R$ 3,47 bilhões na regionalização da saúde. Desse total, R$ 2,478 bilhões foram destinados ao incentivo hospitalar. Outros R$ 682,4 milhões foram direcionados a repasses aos municípios e ao programa MS Saúde, R$ 188,6 milhões a equipamentos e veículos e R$ 127,8 milhões a obras.
Com a nova política hospitalar, o teto de incentivos, que variava entre R$ 50 milhões e R$ 70 milhões ao ano, chegou a R$ 198,5 milhões.
A rede conta com quatro hospitais regionais e 695 leitos de contrapartida estadual. Entre as unidades estão o Hospital Regional de Dourados, responsável pelo atendimento a 34 municípios do Cone Sul, o hospital de Três Lagoas e o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, na Capital, com 362 leitos. O governo também pretende dar ordem de início de serviço ao quinto Hospital Regional, em Corumbá.
No primeiro semestre de 2026, o interior respondeu por 37,7% dos pacientes regulados. Em 2022, eram 31,9%. O Estado também realizou 44.682 atendimentos de telessaúde nos 79 municípios e alcançou nota 100 em cobertura vacinal.
Quando o cuidado também significa renda
A poucos quilômetros das ruas percorridas por Priscila, outra realidade ajuda a mostrar como políticas públicas interferem no cotidiano das famílias.
Carla Rodrigues, 42 anos, presidente do Instituto Maná do Céu, trabalha com crianças, adolescentes, empreendedorismo feminino e segurança alimentar em áreas de extrema vulnerabilidade de Campo Grande.
Por meio de um fomento estadual no projeto Família Protegida, o instituto passou a acompanhar famílias e desenvolver ações voltadas à redução das desigualdades.
“O governo do Riedel tem feito a diferença, é um governador presente na periferia. As mães conhecem o bairro, conhecem, e todo mundo está apoiando”, afirma Carla.
Foi nesse contato direto com as famílias que o instituto encontrou uma realidade particularmente difícil na região do Canguru. Um diagnóstico territorial apontou que 87% das mulheres eram mães solo com mais de quatro filhos e não conseguiam sair de casa para trabalhar.
A resposta buscou levar oportunidades até onde essas mulheres estavam. Programas como o Cuidar de Quem Cuida e cursos de empreendedorismo realizados na periferia, com capacitação junto ao Sebrae, passaram a permitir que parte delas desenvolvesse atividades sem abandonar os cuidados com os filhos.
“As mulheres estão empreendendo dentro de casa, podem cuidar dos filhos e trabalhar, fortalecendo o território. São programas que têm transformado a realidade de quem mais precisa”, diz Carla.
A queda da extrema pobreza
A experiência dessas famílias está inserida em uma mudança mais ampla nos indicadores sociais de Mato Grosso do Sul.
Em quatro anos, a extrema pobreza caiu 60%, passando de 4% da população em 2021 para 1,6% em 2024/2025. O índice coloca o Estado com a terceira menor taxa do país, diante de uma média nacional de 3,5%.
Mais de 70,5 mil pessoas deixaram a extrema pobreza até 2025. O programa Mais Social, segundo os dados apresentados, retira 63,2 mil pessoas da linha de pobreza.
Entre indígenas cadastrados, a proporção em situação de pobreza passou de 64,1% para 4,6%, uma redução de 92,8%. Entre crianças de zero a seis anos, o número abaixo da linha de pobreza caiu de 109,6 mil para 8,6 mil.
Para Riedel, as duas áreas precisam caminhar juntas.
“Cuidar das pessoas é cuidar da saúde e da assistência social ao mesmo tempo. Por isso regionalizamos o atendimento, para que ninguém precise sofrer na fila de um hospital na Capital para ser atendido — e, junto disso, valorizamos quem cuida, como os agentes de saúde, que agora recebem incentivo de um salário mínimo. O mesmo cuidado chega a quem mais precisa, com programas que tiram famílias da extrema pobreza e devolvem dignidade”, afirmou o governador.
Na rotina de Priscila e Carla, esses números assumem outra escala. Para uma, aparecem nas casas visitadas e na expectativa de uma rede de saúde menos pressionada. Para a outra, estão nas mulheres que conseguem buscar renda sem deixar de cuidar dos filhos.
São duas histórias diferentes na mesma cidade, ligadas por uma ideia simples: quando a política pública consegue chegar até a ponta, seus resultados deixam as planilhas e entram na vida cotidiana.
#11 Progressistas


