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Asaas mostra que Pix domina 64% das transações de PMEs em 2026, contra 12% em 2021


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  • mell280

28/09/2026 09h48

Asaas mostra que Pix domina 64% das transações de PMEs em 2026, contra 12% em 2021

Isabela Perroni


Mesmo com queda após 2023, o pagamento instantâneo segue sendo a forma de pagamento mais usada entre empresas no Brasil, mostra estudo da plataforma financeira

Um novo estudo do Asaas, plataforma financeira e operacional para empresas, analisou pagamentos processados na plataforma entre 2021 e 2026 e mostra a virada do Pix. O método de pagamento instantâneo amplamente adotado pelos brasileiros assume a liderança em quantidade de transações desde 2022, consolida escala a partir de 2023 e chega aos primeiros nove meses de 2026 mantendo ampla vantagem sobre o boleto, mesmo após recuar do pico de 2023.

O Pix segue como o principal meio de pagamento nas transações para PMEs no Brasil. Na base do Asaas, ele responde por 64% da quantidade dos pagamentos feitos até a última semana de setembro de 2026 para os mais de 300 mil clientes ativos da plataforma. A conclusão vem de um estudo com a evolução dos pagamentos processados entre 2021 e 2026, período em que o Pix sai de 12% das transações em 2021 para virar maioria já em 2022.

O ponto de virada é rápido e ajuda a explicar por que o Pix deixou de ser apenas uma conveniência do consumidor final. Em 2022, ele já respondia por 60% das transações, e em 2023 alcança o pico de 80%, evidenciando uma troca estrutural na forma de cobrar e pagar no dia a dia das empresas. Em 2024, o pagamento instantâneo foi a forma escolhida em 78% das transações, e em 2025 fechou em 69%, uma acomodação gradual, não uma reversão da tendência.

O movimento não é só tecnológico, mas de processo, já que com liquidação imediata e confirmação automática, o Pix reduz atrito em conciliação e encurta o ciclo entre "aprovação" e "pagamento", algo que em alguns setores sempre foi visto caro e lento. Em 2026 já é mais claro como as vantagens do pagamento instantâneo viram uma infraestrutura crítica para diversos setores.

Mesmo com a participação menor do que o pico de 2023, o Pix continua com folga à frente em quantidade de pagamentos, enquanto o boleto preserva relevância por razões típicas de empresas, como rotinas de contas a pagar mais formais, necessidade de vencimento e instrumentos de cobrança que se encaixam em processos tradicionais. Na base do Asaas, o boleto responde hoje por 19% das transações das empresas analisadas, concentrado principalmente em associações e organizações sem fins lucrativos, onde chega a responder por 30% e 46% dos pagamentos.

"Quando o Pix passa a ser a principal forma de pagamento, o que muda não é só a velocidade do pagamento, é a velocidade do caixa de empresas e das decisões dos negócios", afirma Israel Guerra, VP de Finanças do Asaas. "A PME que recebe mais rápido muda o capital de giro, reduz a dependência de antecipação e ganha previsibilidade. Ao mesmo tempo, isso exige mais governança e automação, porque o dinheiro entra e sai num ritmo que o operacional manual não acompanha", completa.

Os dados também dimensionam a transformação do ecossistema observado pelo Asaas ao longo do período. A base de clientes ativos cresceu, e o volume total transacionado na plataforma, somando todos os meios de pagamento, passou de R$5 bilhões em 2021 para R$67 bilhões em 2025, um avanço de mais de 1.200%. Mas o Pix isoladamente cresceu bem mais rápido que a base como um todo: o volume movimentado só em Pix saltou de R$237 milhões para R$38 bilhões no mesmo intervalo, um aumento de 162 vezes, contra 13,3 vezes da base inteira. 

"É difícil imaginar hoje, quase seis anos depois do lançamento do Pix, negócios funcionando sem essa tecnologia tão presente na vida da população", afirma Guerra. "O debate, agora, é como as empresas desenham o mix entre Pix e boleto para reduzir custo e fricção sem perder controle”, completa o executivo.

O movimento observado pelo Asaas acompanha uma tendência nacional. Segundo o Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, divulgado pelo Banco Central em agosto de 2026, o país fechou 2025 com 920 milhões de chaves Pix cadastradas, sendo 44,7 milhões de pessoas jurídicas, quase o dobro das 25,2 milhões registradas em 2022. Em volume, o BC contabilizou cerca de 80 bilhões de transações em 2025, alta de 25,7% sobre 2024, e R$35 trilhões movimentados, alta de 33,8%.

Metodologia: o estudo considera os pagamentos processados pelo Asaas entre janeiro de 2021 e a última semana de setembro de 2026

 



 




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