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Trabalho, renda e proteção social colocam MS entre primeiras posições de indicadores nacionais


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18/09/2026 12h15

Trabalho, renda e proteção social colocam MS entre primeiras posições de indicadores nacionais

Leonardo Rocha


 Levantamento do IMDS compara os 27 estados em 228 indicadores; Mato Grosso do Sul se destaca em mercado de trabalho, redução da pobreza, assistência social e habitação

 

 

 

Levantamento do IMDS com 228 indicadores coloca Mato Grosso do Sul em posições de destaque em mercado de trabalho, renda, combate à pobreza, assistência social e habitação. No Governo Riedel, Mato Grosso do Sul se posiciona entre os dez primeiros em todos os 14 indicadores classificados de trabalho e entre os três primeiros em dez indicadores de renda e pobreza.
 
Um levantamento divulgado na quinta-feira (17) pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) mostra Mato Grosso do Sul em posições de destaque nacional em áreas que se encontram no caminho de quem precisa de mais atenção por parte do Estado: proteção social, emprego, renda e redução da pobreza. São resultados registrados durante a gestão do governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição.
 
O painel do IMDS reúne 228 indicadores e compara as 27 unidades da Federação em 12 grandes áreas, entre elas mercado de trabalho, assistência social, distribuição de renda e pobreza, habitação, atividade econômica, saúde, educação e segurança. Não há um ranking geral dos estados: cada indicador deve ser analisado separadamente, a partir do dado mais recente disponível. Nesse recorte, Mato Grosso do Sul aparece entre os dez primeiros em todos os 14 indicadores classificados de mercado de trabalho e ocupa posições de destaque também em pobreza, renda e assistência social.
 
“Esses números mostram que Mato Grosso do Sul está conseguindo transformar crescimento econômico em oportunidade para as pessoas. Quando você vê o Estado entre os primeiros do país em emprego, redução da pobreza e renda do trabalho, não estamos falando apenas de estatística. Estamos falando de famílias que conquistaram uma renda melhor, de jovens que entraram no mercado de trabalho e de pessoas que precisaram da proteção do Estado em algum momento, mas conseguiram recuperar sua autonomia”, afirma Riedel.
 
Trabalho aparece entre os principais destaques
 
É no mercado de trabalho que os números apresentam uma das maiores regularidades. Dos 16 indicadores reunidos pelo IMDS nessa área, 14 recebem classificação nacional. Mato Grosso do Sul está entre os dez primeiros em todos eles, entre os cinco primeiros em nove e entre os três primeiros em seis.
 
Em 2025, 75,95% das pessoas de 18 a 64 anos consideradas pelo indicador estavam ocupadas e tinham rendimento do trabalho, colocando Mato Grosso do Sul na terceira posição nacional. Entre os jovens de 18 a 29 anos que faziam parte da força de trabalho, 95,72% estavam ocupados, novamente o terceiro resultado na comparação entre as unidades da Federação.
 
Na outra ponta da mesma equação, a proporção de desocupados entre a população de 18 a 64 anos era de 2,28%, resultado que levou MS à quarta posição no indicador. Entre os jovens de 18 a 29 anos, a taxa era de 3,45%, terceira melhor colocação na classificação do instituto.
 
Os dados do IMDS convergem com outra fotografia recente do mercado de trabalho. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, registrou taxa de desocupação de 2,4% em Mato Grosso do Sul no último trimestre de 2025, uma das menores do país. Na média de todo o ano, a taxa estadual ficou em 3%, também entre as menores registradas entre as unidades da Federação.
 
A inserção dos jovens chama atenção. Apenas 14,43% dos sul-mato-grossenses de 18 a 24 anos estavam simultaneamente fora do trabalho e dos estudos, percentual que coloca o Estado na segunda posição nacional do indicador. Quando o dado é separado por sexo, MS também ocupa a segunda posição tanto entre homens quanto entre mulheres.
 
A informalidade, um dos problemas históricos do mercado de trabalho brasileiro, atingia 32,15% dos trabalhadores do Estado, sexta posição na comparação nacional feita pelo IMDS. Entre os jovens de 18 a 29 anos, a proporção recuava para 29,28%, colocando Mato Grosso do Sul no quarto lugar.
 
A movimentação continuou em 2026. Segundo dados do Novo Caged compilados pela Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul, o Estado acumulava saldo de 14.527 novos empregos formais entre janeiro e abril deste ano. Somente naquele mês, o estoque de trabalhadores com carteira assinada alcançou 679,4 mil pessoas.
 
Menos pessoas abaixo das linhas de pobreza
 
O segundo bloco de resultados mais expressivo está na distribuição de renda e pobreza. Dos 19 indicadores dessa área que permitem classificação, Mato Grosso do Sul está entre os três primeiros em dez, entre os cinco primeiros em 12 e entre os dez primeiros em 16.
 
Em 2025, cerca de 46,6 mil sul-mato-grossenses viviam em situação de extrema pobreza, equivalentes a 1,64% da população. O percentual coloca Mato Grosso do Sul na terceira posição nacional no indicador do IMDS.
 
Quando considerada uma linha de renda mais ampla, aproximadamente 111,3 mil pessoas estavam em situação de pobreza, ou 3,9% da população estadual. Novamente, Mato Grosso do Sul aparece na terceira posição entre as unidades da Federação.
 
A posição se repete quando o olhar se volta para crianças e adolescentes. Entre os moradores de até 17 anos, 6,58% estavam abaixo da linha de pobreza, terceiro resultado na comparação nacional. Na extrema pobreza, eram 2,12%, colocando MS na quarta posição.
 
Os números ajudam a contextualizar a história de milhares de outras pessoas que passaram pelos programas de transferência de renda. Dados administrativos divulgados pelo Governo do Estado apontam que 27,6 mil beneficiários deixaram o Mais Social desde 2023 após aumento da renda familiar. Como se trata de informação produzida pelo próprio Executivo, ela deve ser lida como dado administrativo do programa, e não como medida independente do impacto da política.
 
O Mais Social paga atualmente R$ 450 mensais para famílias que atendem aos critérios de vulnerabilidade, com uso destinado a alimentos, gás de cozinha, produtos de higiene e limpeza. A legislação também estabelece mecanismos para evitar que a entrada no mercado de trabalho provoque a retirada imediata da proteção: quando um beneficiário consegue emprego formal e sua renda familiar aumenta, o benefício pode ser mantido por mais seis meses antes do desligamento.
 
Renda vem cada vez mais do trabalho
 
Há outro número que ajuda a ligar os dois lados desse cenário. Em Mato Grosso do Sul, 76,32% da renda domiciliar considerada pelo IMDS vinha do trabalho em 2025. O percentual coloca o Estado na terceira posição nacional nesse indicador.
 
A desigualdade medida pelo Índice de Gini também aparece em posição relativamente favorável. O índice estadual era de 0,457 — quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade na distribuição da renda —, terceiro resultado na classificação do instituto.
 
Já o chamado Índice de Palma, que compara a parcela da renda apropriada pelos 10% mais ricos com aquela recebida pelos 40% mais pobres, ficou em 2,49. Mato Grosso do Sul aparece em quinto lugar nesse indicador.
 
Esses números não significam que a pobreza tenha desaparecido. O próprio levantamento mostra que, entre aqueles que permanecem em situação de extrema pobreza, ainda existe uma distância relevante até a linha mínima de renda adotada pelo estudo. Mas a combinação entre menor incidência da pobreza, participação elevada da renda do trabalho e um mercado de trabalho com níveis reduzidos de desocupação coloca MS em posição relativamente favorável na comparação nacional.
 
Assistência social: presença no topo em quatro indicadores
 
Na assistência social, Mato Grosso do Sul também aparece entre os primeiros colocados em diferentes dimensões. Dos sete indicadores que recebem classificação, quatro posicionam o Estado entre os três primeiros e cinco entre os cinco primeiros.
 
O principal destaque é o acompanhamento de famílias e indivíduos pelo Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI). Em 2025, a média anual de acompanhamentos correspondia a 16,75% do número estimado de famílias em situação de pobreza, resultado que colocou MS na primeira posição nacional.
 
No Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), voltado à proteção social básica e desenvolvido principalmente nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), a relação chegou a 27,58%, terceiro resultado entre as unidades da Federação.
 
O Estado também aparece na segunda posição em dois indicadores relacionados ao desalento entre beneficiários do Bolsa Família. Apenas 0,23% das pessoas de 18 a 64 anos fora da força de trabalho eram beneficiários classificados como desalentados segundo a metodologia empregada, e os desalentados correspondiam a 1,46% dos beneficiários considerados na força de trabalho ampliada.
 
A rede estadual mantém ainda programas que procuram atacar obstáculos concretos ao acesso ao trabalho. Um deles é o Criança na Creche, destinado a mulheres chefes de famílias monoparentais que precisam trabalhar e não dispõem de local para deixar os filhos pequenos. O benefício é de R$ 600 mensais por criança de até 3 anos e 11 meses e pode ter um adicional de R$ 300 quando a beneficiária frequenta o ensino regular ou a Educação de Jovens e Adultos.
 
Água e banheiro colocam habitação entre os melhores resultados
 
Outro bloco de indicadores em que Mato Grosso do Sul aparece nas primeiras posições é o de habitação. Dos quatro indicadores classificados, três deixam o Estado entre os dez primeiros e dois entre os três primeiros.
 
Em 2025, 99,81% da população sul-mato-grossense vivia em domicílios com serviços de água potável classificados pelo levantamento como gerenciados de forma segura. O resultado coloca MS na segunda posição nacional.
 
A proporção de pessoas vivendo em residências sem banheiro de uso exclusivo era de apenas 0,06%, a menor entre as unidades da Federação no indicador e, portanto, a primeira posição do país.
 
O acesso à internet também apresenta resultado relativamente elevado: 4,52% dos moradores viviam em domicílios sem conexão, sexta posição nacional. O resultado menos destacado dentro desse grupo é o adensamento excessivo das moradias, que atingia 4,21% da população e colocava o Estado no 13º lugar.
 
Mobilidade mostra possibilidade de subir na escala de renda
 
O levantamento do IMDS também trabalha com um conjunto de indicadores de mobilidade social, que tenta responder a uma pergunta mais profunda: qual é a possibilidade de uma criança nascida em uma família pobre ocupar uma posição econômica melhor quando chegar à vida adulta?
 
É preciso fazer uma ressalva importante nesse ponto. Os dados mais recentes dessa área são de 2019 e, portanto, antecedem o atual governo. Eles não podem ser apresentados como resultado da gestão Riedel, mas ajudam a mostrar características estruturais da sociedade sul-mato-grossense sobre as quais as políticas atuais atuam.
 
Nesse conjunto, uma criança nascida em uma família situada abaixo da mediana nacional de renda tinha probabilidade de 2,92% de chegar aos 10% mais ricos na vida adulta. Embora a chance absoluta seja pequena, o resultado colocava Mato Grosso do Sul na segunda posição nacional.
 
Entre as crianças nascidas nos 25% mais pobres, a possibilidade de alcançar os 10% de maior renda era de 2,15%, terceiro resultado do país. A chance de chegar ao grupo dos 25% mais ricos subia para 15,15%, colocando o Estado na quinta posição.
 
Já 68,52% dos nascidos abaixo da mediana conseguiam chegar, na vida adulta, a uma posição relativa de renda superior à de seus pais. Entre quem nasceu no quarto mais pobre da população, essa proporção alcançava 81,6%.
 
Uma fotografia que vai além de um único indicador
 
O levantamento do IMDS é especialmente relevante porque impede que a situação de um estado seja reduzida a um único número. Mato Grosso do Sul não lidera todas as áreas — e o próprio painel revela problemas relevantes em saúde, educação, segurança e situação fiscal —, mas algumas tendências aparecem de maneira consistente quando se observam dezenas de indicadores diferentes.
 
No recorte de maior destaque, mercado de trabalho, distribuição de renda e pobreza, assistência social e habitação formam um conjunto em que Mato Grosso do Sul aparece repetidamente na parte superior da comparação nacional. São seis indicadores de mercado de trabalho entre os três primeiros, dez de renda e pobreza, quatro de assistência social e dois de habitação.
 
Primeiro vem a necessidade de uma rede de proteção. Depois, a qualificação e a retomada da renda pelo trabalho. Por fim, a saída do programa social quando a família entende que já consegue seguir sem o benefício.
 
Para o governador Eduardo Riedel, que disputa a reeleição em outubro, esse é um dos temas centrais do debate sobre os próximos anos: como transformar crescimento econômico e geração de empregos em aumento de renda e redução permanente da vulnerabilidade.
 
“Esse é o caminho que buscamos desde o início: um Estado que cresce, que atrai investimentos e gera empregos, mas que não deixa ninguém para trás. Temos resultados importantes, mas ainda existem desafios e muito a fazer. Nosso compromisso é continuar avançando, qualificando as pessoas para as novas oportunidades que estão surgindo e garantindo que o desenvolvimento chegue a quem mais precisa”, conclui o governador.

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