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Parceria entre Governo Riedel e municípios muda a vida de quem mora no interior


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05/09/2026 14h45

Parceria entre Governo Riedel e municípios muda a vida de quem mora no interior

Em Vicentina e Fátima do Sul, moradores e gestores relacionam avanços em saúde, educação e infraestrutura à presença do Governo Riedel

Leonardo Rocha


 


Em Vicentina e Fátima do Sul, moradores e gestores apontam os efeitos da parceria entre prefeituras e Governo Riedel sobre serviços e infraestrutura. Os investimentos estaduais nas duas cidades ultrapassam R$ 316 milhões e alcançam saúde, educação, saneamento, rodovias, habitação e assistência social. Para a professora Vilma Leal e a secretária Ludelça Dorneles, a continuidade dessas ações é fundamental para que municípios pequenos mantenham serviços e avancem no desenvolvimento.

Aos 57 anos, a professora Vilma Brito da Silva Leal não separa o desenvolvimento de uma cidade daquilo que acontece dentro da escola. Natural de Fátima do Sul e moradora de Vicentina há nove anos, ela se emocionou ao falar sobre o futuro dos pequenos municípios e resumiu sua expectativa a partir da experiência de quem fez da educação a própria profissão.

 

 

“Eu, como professora, sempre digo que a educação é a base. Não adianta ter outras coisas se você não tiver a educação para te sustentar”, afirmou. Para Vilma, obras e investimentos ganham sentido quando chegam às pessoas e ajudam cidades pequenas a continuar avançando.

É essa lógica que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, coloca no centro da política de municipalismo adotada pelo Governo de Mato Grosso do Sul. Em Vicentina e Fátima do Sul, duas cidades ligadas pela história e pela dinâmica regional, os investimentos estaduais ultrapassam R$ 316 milhões e alcançam áreas que interferem diretamente no cotidiano da população: saúde, escolas, pavimentação, estradas, saneamento, moradia e assistência social.

Vilma acompanha essas mudanças a partir de Vicentina e defende a continuidade da parceria entre prefeitura e Governo do Estado. “Temos que acolher e apoiar quem tem um olhar voltado para a população, que tem o pensamento de ajudar na saúde, na educação”, disse. Para ela, municípios pequenos precisam dessa articulação para continuar se desenvolvendo.

Riedel sustenta que é justamente aí que está a essência do modelo adotado pelo Estado.

“O municipalismo é a base do nosso projeto. Nenhum município se sustenta sozinho, e é por isso que o Estado está presente, levando recursos para a saúde, a educação, a assistência social, a habitação e todos os segmentos. Quando o prefeito e o governador caminham juntos, quem ganha é a população”, afirmou.

Na saúde, parceria significa atendimento mais perto

Em Vicentina, a secretária municipal de Saúde e diretora de Comunicação Social do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul, Ludelça Dorneles dos Santos, conhece essa dependência pelo lado mais sensível da administração pública: manter atendimento, hospital e atenção básica funcionando todos os dias.

“A gente precisa de continuidade para que os programas continuem a caminhar, para que os repasses continuem a chegar”, afirmou.

Segundo ela, a participação do Estado é decisiva tanto no financiamento hospitalar quanto na atenção primária. “Sem o Estado, a gente não caminha. Precisamos dar certo o tempo todo”, resumiu.

A expectativa agora está também sobre o novo hospital previsto para ser inaugurado no município ainda este ano. Ao mesmo tempo, Ludelça destaca que a ampliação da rede hospitalar regional ajuda cidades menores a resolver demandas que não conseguiriam absorver sozinhas.

Ela cita como exemplo o Hospital Regional de Dourados, para onde são encaminhados moradores da região. “Ele veio para acelerar a fila, para resolver. Os hospitais regionais vieram para desafogar mesmo. Temos uma demanda grande de pacientes que são atendidos no Hospital Regional de Dourados e ter uma unidade de saúde lá era um sonho”, afirmou.

Só na saúde, os repasses estaduais destinados a Vicentina ultrapassam R$ 7,3 milhões.

Vicentina: investimento que atravessa a cidade

No conjunto das áreas, os investimentos do Governo do Estado em Vicentina superam R$ 55,2 milhões.

Na educação, R$ 18,2 milhões foram destinados a reformas, ampliações e melhorias em escolas estaduais das áreas urbana e rural. As unidades atendem, juntas, 759 estudantes — crianças e jovens que, na prática, representam o alcance cotidiano de um investimento que poderia parecer distante quando expresso apenas em milhões de reais.

Outra frente é o saneamento. Com R$ 2,1 milhões aplicados, Vicentina chegou a 67% de cobertura de esgotamento sanitário.

Já os investimentos em infraestrutura e obras somam R$ 34,8 milhões e aparecem de forma mais visível na paisagem urbana e rural: drenagem, pavimentação, recapeamento, recuperação de erosões, melhoria de estradas vicinais e construção do barracão destinado à Feira Central.

Entre os projetos estruturantes está a implantação e pavimentação de 5,56 quilômetros da rodovia vicinal de acesso à Central Energética Vicentina. A obra recebeu R$ 17,1 milhões e foi concluída em dezembro de 2023.

A presença do Estado também alcança famílias por outros caminhos. Foram entregues 42 lotes urbanizados no Loteamento Sonho do Meu Pai II, enquanto outras 22 unidades habitacionais estão previstas. Dados de março de 2026 mostram ainda 354 famílias atendidas pelo Mais Social e 143 pelo Energia Social — Conta de Luz Zero.

Para o prefeito Cleber Dias da Silva (MDB), a capacidade de pequenos municípios avançarem passa pela cooperação institucional mesmo quando existem diferenças políticas.

“As nossas divergências são sempre em prol de um município e de um Estado melhor”, afirmou. Cleber relacionou essa parceria também ao processo de industrialização de Mato Grosso do Sul e defendeu a continuidade de um projeto capaz de atrair investimentos e gerar desenvolvimento no interior.

Em Fátima do Sul, a mesma equação

A poucos quilômetros dali, Fátima do Sul enfrenta uma realidade semelhante: receita própria limitada diante de demandas que envolvem desde a conservação das ruas até obras rodoviárias de grande porte.

O prefeito Wagner Roberto Ponsiano (PL) afirma que, para cidades de menor porte, a parceria com o Governo do Estado não é apenas complementar.

“Se não fosse o Governo do Estado, os municípios de pequeno porte hoje não teriam sustentação para manter a máquina pública em pé. Os recursos são achatados, são poucos os que a gente gera dentro dos municípios pequenos. Então a ação do Governo é fundamental para que a gente possa dar as melhores condições de vida para quem mora aqui”, afirmou.

Segundo os dados apresentados pelo Governo Riedel, Fátima do Sul recebeu R$ 261 milhões em investimentos.

A maior frente está na infraestrutura, com intervenções que abrangem pavimentação no acesso à Usina Fátima do Sul Agro-Energética, conclusão do Parque de Eventos Beira Rio, drenagem e contenção de erosão na Estrada do Barreirinho, melhoria de estradas vicinais e recapeamento no Distrito de Culturama.

Também estão nesse conjunto obras de maior alcance regional, como a implantação e pavimentação da MS-278, a restauração do Contorno Rodoviário e da MS-276 e intervenções na MS-295. São investimentos que, além de reorganizar deslocamentos, interferem no transporte da produção, no acesso aos municípios e na rotina de quem precisa circular pelas rodovias.

Na educação, as quatro escolas estaduais atendem 1.803 estudantes. Entre as intervenções estão a instalação de sistema fotovoltaico na Escola Estadual Jonas Belarmino da Silva e a reforma geral da Escola Estadual Senador Filinto Muller.

O município registra ainda 40,5% de cobertura de esgotamento sanitário. Na habitação, 39 moradias estão em execução no Jardim dos Ipês IV e 53 títulos de regularização fundiária foram entregues. Pela rede de proteção social, 508 famílias recebem o Mais Social e outras 339 são contempladas pelo Energia Social — Conta de Luz Zero.

Municipalismo para reduzir distâncias

Ao defender o modelo, Riedel afirma que percorrer os 79 municípios do Estado significa também identificar diferenças entre eles e evitar que o desenvolvimento fique concentrado nos maiores centros.

“Estamos comprometidos com Vicentina, com Fátima do Sul e com todos os 79 municípios. Esse é o nosso compromisso”, disse o governador.

Nas pequenas cidades, entretanto, o desafio não termina com a entrega de uma obra. Hospitais precisam continuar recebendo recursos, escolas exigem manutenção, estradas se deterioram e programas sociais dependem de financiamento permanente. É por isso que, para gestores como Ludelça, a palavra “continuidade” aparece quase tão importante quanto investimento.

E é também aí que a fala da professora Vilma ganha outro significado. Quando ela diz que educação é a base e pede que os pequenos municípios continuem sendo vistos, não está falando apenas de números de um balanço governamental. Está falando da possibilidade de cidades como Vicentina e Fátima do Sul terem estrutura para oferecer serviços, criar oportunidades e continuar crescendo sem que seus moradores precisem encontrar tudo aquilo de que necessitam longe de casa.

 




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