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Mesmo com tarifaço de 25%, estaleiros brasileiros mantêm agenda de entregas nos Estados Unidos


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18/08/2026 16h10

Mesmo com tarifaço de 25%, estaleiros brasileiros mantêm agenda de entregas nos Estados Unidos



Créditos: Divulgação Triton Yachts

Taxação imposta pelo governo norte-americano aumenta custos e leva fabricantes a rever contratos e planos de expansão, mas embarcações produzidas no Brasil seguem com entregas programadas aos Estados Unidos até o fim do ano.

Em vigor desde 22 de julho, a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a uma ampla lista de produtos brasileiros já leva fabricantes da indústria náutica nacional a revisar contratos, margens e projetos de expansão no país. A medida afeta diretamente as embarcações de esporte e recreio, conforme a classificação aduaneira de cada modelo, mas, mesmo diante do novo cenário, o setor mantém negócios e entregas programadas ao mercado norte-americano até o fim deste ano, com unidades já vendidas, em produção ou em preparação para envio.

 

 

A Triton Yachts, estaleiro nacional com mais de 40 anos de atuação, destina atualmente cerca de 50% de sua produção ao mercado norte-americano e atua nos EUA por meio da sua linha internacional Hanover. Entre as embarcações já comercializadas e com entregas previstas estão modelos de 30 até 44 pés. 

“O cenário é desfavorável para o mercado e nos levou a frear alguns planos de expansão da marca nos Estados Unidos. Vamos seguir monitorando os desdobramentos da medida e avaliar seus impactos sobre contratos, margens e novos investimentos. Ainda assim, mantemos as entregas já programadas para este ano e seguimos comprometidos com os clientes, importadores e distribuidores no país”, afirma Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts.

Tarifa muda custos das operações

Na prática, a tarifa é cobrada do importador norte-americano quando a embarcação entra nos Estados Unidos. Embora o pagamento seja feito por ele, o impacto financeiro não fica necessariamente concentrado em uma única parte: durante a negociação, importadores, distribuidores e fabricantes podem dividir esse custo por meio de reajustes no preço final, descontos comerciais, revisão dos contratos ou redução das margens de lucro.

“Em uma simulação simplificada, tomando como referência a Triton Flyer 38, um dos modelos mais exportados pela marca e que custa em torno de R$ 2 milhões, uma tarifa adicional de 25% representaria cerca de R$ 500 mil. Esse impacto é ainda mais relevante no setor náutico porque a produção de uma embarcação pode levar vários meses, especialmente nos modelos personalizados. Assim, barcos negociados antes da mudança podem chegar ao momento da entrega submetidos a uma condição tributária diferente daquela prevista inicialmente”, explica Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts.

“Não existe uma única solução para todos os contratos. Cada barco possui configuração, valor, etapa de produção e condição comercial diferentes. Estamos trabalhando caso a caso, com transparência e proximidade dos nossos parceiros, para preservar os negócios e manter a confiança construída no mercado internacional”, acrescenta Cechelero.

Sobre Triton Yachts

A Triton Yachts é uma consagrada linha de barcos projetada e construída pelo estaleiro paranaense Way Brasil, com 40 anos de mercado. A marca é referência no segmento de lanchas de passeio e conta com modelos que variam de 23 a 52 pés, reconhecidos pela segurança, qualidade construtiva, suporte aos clientes e inovação constante em design e materiais. Nos Estados Unidos, os modelos são comercializados sob a marca Hanover, que vem conquistando cada vez mais espaço no mercado internacional.

https://www.tritonboats.com.br/

 





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