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Riedel destaca economia diversificada, obras nos municípios e nova rede de saúde em MS


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18/08/2026 13h34

Riedel destaca economia diversificada, obras nos municípios e nova rede de saúde em MS

Em entrevista ao Jornal Ronda do MS, governador aponta avanço da produtividade no campo, expansão da indústria, parcerias com municípios e descentralização da saúde

Assessoria


Em entrevista ao Jornal Ronda do MS Eduardo Riedel destacou a diversificação da economia, o aumento da produtividade agropecuária e os investimentos do Estado em municípios, saúde e segurança. O governador, que é candidato à reeleição, lembrou que o PIB de MS passou de 90 bilhões para 220 bilhões em dez anos, enquanto a pavimentação urbana avançou em todos os municípios. Riedel também apontou a regionalização da saúde e o enfrentamento ao crime organizado como frentes que continuarão exigindo investimentos.
 
 
 
Mato Grosso do Sul diversificou sua produção agropecuária nos últimos 15 anos, ampliou a produtividade do rebanho e viu seu Produto Interno Bruto passar de 90 bilhões para 220 bilhões em uma década. Para o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, os números ajudam a explicar uma transformação que não ficou restrita ao campo: avançou sobre a indústria, o comércio, os serviços, o emprego e a renda.
 
Em entrevista concedida nesta manhã ao jornalista Nelson Feitosa, no Jornal Ronda do MS, do Grupo J FM, Riedel apresentou um panorama das mudanças econômicas ocorridas no Estado e relacionou esse movimento a outras frentes de atuação do governo, como o MS Ativo, a regionalização da saúde e os investimentos em segurança pública.
 
O governador reconheceu que ainda existem problemas a serem enfrentados, especialmente na saúde e na necessidade de ampliar estruturas públicas em um Estado que cresce rapidamente. A avaliação é de que Mato Grosso do Sul construiu capacidade de investimento e um modelo de atuação que permite identificar esses gargalos e avançar sobre eles.
 
De duas grandes cadeias para uma economia mais diversificada
Durante muito tempo, a força do agronegócio sul-mato-grossense esteve concentrada principalmente na pecuária de corte e na produção de grãos. Segundo Riedel, uma das mudanças mais importantes dos últimos anos foi justamente ampliar essa matriz.
 
Dos 23 milhões de hectares ocupados por pastagens há 15 anos, o Estado passou para 18 milhões. Os 5 milhões de hectares que deixaram de ser utilizados pela pecuária foram incorporados por diferentes atividades produtivas.
 
Nesse período, avançaram a floresta plantada, os grãos, a laranja, o amendoim e outras culturas. Também ganharam espaço as cadeias de proteína animal ligadas à produção de suínos, frangos e peixes.
 
A redução da área de pastagem também veio acompanhada de uma transformação dentro da própria pecuária. Mato Grosso do Sul, que chegou a possuir 25 milhões de cabeças de gado, hoje tem 19 milhões. Isso não significou uma retração da atividade.
 
O número de abates e as exportações aumentaram.
 
A explicação está na produtividade. O ciclo entre a recria, a engorda e o envio dos animais para o abate ficou menor, enquanto houve avanço na produção de bezerros e no ganho de peso.
 
“Isso se chama produtividade”, resumiu Riedel.
 
Na avaliação do governador, produzir mais utilizando melhor a área disponível também trouxe reflexos ambientais. Segundo os números apresentados por ele durante a entrevista, Mato Grosso do Sul reduziu em 56% as emissões de carbono da agropecuária nos últimos 15 anos.
 
A mudança integra o caminho que o Estado pretende percorrer em direção ao balanço de carbono neutro em 2030.
 
Para Riedel, trata-se de um processo que reúne ganhos econômicos, sociais e ambientais.
 
Indústria leva transformação para dentro das cidades
A transformação da produção primária veio acompanhada pela expansão da indústria ligada ao agronegócio. E é justamente nesse ponto que a mudança começa a ser percebida para além das propriedades rurais.
 
Ao transformar a matéria-prima dentro do próprio Estado, a indústria movimenta fornecedores, serviços, comércio e empregos nos municípios onde se instala.
 
Riedel citou Sidrolândia como exemplo. Há cerca de dois anos, uma empresa implantou no município uma unidade para processamento de milho destinada à fabricação de etanol, DDG e outros produtos derivados do grão.
 
“Uma indústria como aquela traz emprego, renda, potencializa negócios e alavanca a economia”, afirmou.
 
Para o governador, é dessa conexão entre produção agropecuária, industrialização, serviços, comércio, emprego e educação que surgem os efeitos sociais do crescimento econômico.
 
A mesma lógica, acrescentou, precisa chegar ao pequeno produtor e aos assentamentos rurais.
 
Nesse caso, Riedel considera que uma das prioridades deve ser ampliar o acesso à infraestrutura, à tecnologia de produção e aos canais de comercialização, especialmente por meio das cooperativas.
 
A tecnologia, destacou, não precisa necessariamente estar associada a equipamentos sofisticados ou grandes investimentos.
 
Pode estar na melhoria de um processo simples dentro da propriedade, como a produção de silagem para o gado leiteiro durante o inverno ou a organização de uma capineira.
 
“O pequeno produtor pode se orgulhar de adotar novos processos. Isso é tecnologia e inovação”, disse.
 
O objetivo, segundo ele, é permitir que a agricultura familiar e os pequenos produtores também ganhem competitividade por meio do aumento da produtividade.
 
MS Ativo amplia parceria com os 79 municípios
Se a transformação econômica criou capacidade de investimento, parte desse recurso passou a ser utilizada em uma parceria direta do Estado com as prefeituras.
 
Riedel relacionou o atual MS Ativo ao programa MS Presente, desenvolvido durante o governo de Reinaldo Azambuja, candidato ao Senado nestas eleições.
 
Na época, Riedel era secretário e percorreu Mato Grosso do Sul ouvindo prefeitos e vereadores para identificar as principais demandas de cada município.
 
Essa experiência estabeleceu as bases de um modelo municipalista que continuou a avançar a partir de 2023.
 
O governador destacou que muitas dessas intervenções envolvem responsabilidades que originalmente seriam municipais. É o caso da pavimentação de bairros.
 
Nos últimos três anos o governo ouviu os 79 municípios e as ações realizadas contribuíram para incrementar a pavimentação nas cidades.
 
O estágio das demandas, porém, varia de município para município.
 
Há cidades que chegaram a 100% de pavimentação. Em outras, a necessidade agora é recapear ruas já asfaltadas. Há ainda localidades em que os prefeitos passaram a solicitar equipamentos específicos, praças ou estruturas de lazer.
 
Essa evolução, na avaliação de Riedel, mostra como as necessidades mudam conforme os problemas mais básicos vão sendo resolvidos.
 
Parceria vai além do asfalto
O governador ressaltou que o MS Ativo não se resume às obras urbanas.
 
O programa também envolve parcerias na saúde, no planejamento e financiamento de hospitais e na educação, por meio de iniciativas como o MS Alfabetiza e o MS Matemática.
 
Riedel mencionou ainda a abertura, pelo Estado, de vagas no ensino fundamental, apesar de essa etapa também estar entre as atribuições municipais.
 
A proposta, explicou, é utilizar a capacidade administrativa e financeira estadual para atuar em conjunto com as prefeituras.
 
“É essa capacidade de entender as dores dos municípios e trabalhar juntos para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
 
Saúde passa por processo de descentralização
Na saúde, Riedel apontou a regionalização como uma das principais mudanças estruturais em andamento.
 
O Hospital Regional do Pantanal, em Corumbá, integra essa estratégia.
 
Mato Grosso do Sul possuía anteriormente apenas um grande equipamento regional, o Hospital Regional de Campo Grande. Agora, o Estado avança para chegar ao quinto hospital dentro dessa nova arquitetura.
 
O processo começou por Ponta Porã, avançou para Três Lagoas e chegou a Dourados, onde o trabalho foi iniciado no começo deste ano. Corumbá representa mais uma etapa da expansão.
 
Em Campo Grande, Riedel afirmou que o Hospital Regional também passa por uma reformulação completa, chegando a 377 novos leitos.
 
A lógica é reduzir a concentração dos serviços e fortalecer estruturas capazes de atender pacientes mais perto das regiões onde vivem.
 
Para o governador, a velocidade do crescimento de Mato Grosso do Sul tornou necessário redesenhar a rede de atendimento.
 
Ele não negou que persistam dificuldades.
 
“Tem problemas, claro que tem, e não são poucos. Mas nós temos que entendê-los, buscar a solução e persegui-la, fazendo investimento para equacionar isso”, afirmou.
 
Para o governador, os gargalos existentes não são problemas encerrados, mas desafios que exigem planejamento, regionalização e continuidade dos investimentos.
 
Segurança mira avanço do crime organizado
Outra frente considerada prioritária pelo governador é a segurança pública.
 
Riedel classificou o avanço das facções criminosas como um dos grandes problemas enfrentados atualmente pelo país e afirmou que Mato Grosso do Sul adotou uma política de enfrentamento direto a esses grupos.
 
Segundo ele, a orientação transmitida às forças estaduais é impedir que organizações criminosas estabeleçam controle sobre áreas do território sul-mato-grossense.
 
“Não vamos permitir que um palmo do território sul-mato-grossense fique fora do alcance da mão forte do Estado, seja na segurança ou na política social”, declarou.
 
O governador disse que o Estado vem realizando investimentos em equipamentos, veículos e armamentos para as forças de segurança.
 
Também afirmou que existe uma programação de curto, médio e longo prazo para o efetivo e anunciou que, depois da eleição, haverá preenchimento de vagas em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.
 
Na visão apresentada por Riedel, a estratégia deve combinar presença do poder público, estrutura das forças policiais e políticas sociais para impedir que organizações criminosas ocupem espaços deixados pelo Estado.
 
Fotos: Saul Schramm
 
 
 
 
11 Progressistas
 




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