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Como roubo e falhas em celulares corporativos prejudicam empresas


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22/06/2026 13h46

Como roubo e falhas em celulares corporativos prejudicam empresas

Carol Agacci


*Por Felipe Mendes, CEO do Grupo Pitzi e da Leapfone

 

 

 

Os celulares corporativos ganharam um papel maior dentro das empresas nos últimos anos. O que antes servia apenas para facilitar a comunicação hoje sustenta operações inteiras. Equipes comerciais, técnicos de campo, profissionais de logística, entregadores e áreas de atendimento dependem do aparelho para acessar sistemas, validar processos, acompanhar rotas e manter contato em tempo real com clientes e gestores. Ou seja, o smartphone deixou de ser um acessório corporativo e virou infraestrutura operacional. 
O Brasil possui cerca de 272 milhões de celulares ativos, média de 1,3 aparelho por habitante, o que mostra como passou a ocupar uma posição central na rotina das pessoas e das empresas. Quando esse dispositivo deixa de funcionar, seja por roubo, furto ou problemas técnicos, o impacto vai muito além da troca de um equipamento. 
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou 917.748 roubos e furtos de celulares em 2024, o equivalente a dois aparelhos levados por minuto. Apesar da queda de 13,4% em relação ao ano anterior, o volume continua elevado. A maioria dos casos ocorre em vias públicas, justamente onde muitas equipes corporativas atuam diariamente. 
Equipes em campo enfrentam desgaste, roubos e interrupções operacionais 
Profissionais que atuam fora do ambiente corporativo, como entregadores, promotores de vendas, técnicos de instalação, representantes comerciais e equipes de manutenção, dependem do celular para registrar atividades, consultar rotas, acessar sistemas corporativos, coletar assinaturas e se comunicar com clientes e gestores. 
O uso contínuo desses dispositivos acelera o desgaste dos aparelhos e aumenta a ocorrência de problemas relacionados à bateria, tela, desempenho e conectividade. Quando surgem falhas, as empresas precisam lidar com consertos, substituições temporárias, redistribuição de equipamentos e interrupções na rotina das equipes. Além disso, o uso intenso reduz significativamente o valor residual dos dispositivos, dificultando sua revenda e encurtando os ciclos de renovação tecnológica. 
Esses profissionais também estão mais expostos a roubos e furtos por passarem grande parte da jornada em deslocamento e utilizando o aparelho em vias públicas. Quando ocorre um incidente, o prejuízo não se limita ao valor do equipamento. A interrupção pode impedir o registro de entregas, atrasar atendimentos, comprometer a comunicação com clientes e reduzir a produtividade da equipe. 
Para restabelecer a operação, muitas empresas precisam mobilizar equipes de tecnologia, compras e operações para bloquear linhas, reconfigurar acessos e providenciar novos aparelhos. Algumas mantêm dispositivos de reserva em estoque, o que traz agilidade, mas também representa capital imobilizado. Outras acabam realizando aquisições emergenciais, gerando custos não planejados. 
A insegurança também influencia o comportamento dos profissionais. Levantamento do Datafolha aponta que 60% dos brasileiros evitam usar o celular enquanto caminham na rua por medo de assaltos, um cenário que afeta diretamente atividades que dependem de mobilidade e conectividade constante. 
Quando o celular executivo se torna um risco para a empresa 
Em cargos de liderança, o impacto de um incidente pode ser ainda mais sensível. Smartphones corporativos frequentemente concentram acesso a e-mails, plataformas estratégicas, sistemas financeiros, aplicativos internos e informações confidenciais. 
Nesses casos, a perda ou o roubo do aparelho não representa apenas uma interrupção operacional, mas também um risco relacionado à segurança da informação. A empresa precisa agir rapidamente para bloquear acessos, redefinir credenciais e garantir que dados corporativos não sejam expostos. 
Além da necessidade de resposta imediata, esses incidentes podem consumir horas de trabalho das equipes de TI, que precisam revisar acessos, monitorar possíveis tentativas de invasão, restaurar configurações e reforçar protocolos de segurança. Esse processo exige atuação rápida para reduzir vulnerabilidades e preservar a continuidade das operações. 
A gestão de dispositivos tende a seguir o caminho da locação 
Mesmo com a crescente dependência dos dispositivos móveis, muitas empresas ainda tratam sua gestão de forma secundária. No entanto, à medida que os celulares se tornam cada vez mais críticos para o funcionamento dos negócios, cresce também a necessidade de modelos que ofereçam previsibilidade, suporte e agilidade na reposição dos equipamentos. 
Assim como aconteceu com imóveis e automóveis, que migraram de um modelo centrado na aquisição para alternativas de locação amplamente adotadas pelo mercado, os dispositivos móveis também tendem a seguir essa transformação. Cada vez mais empresas buscam conveniência, previsibilidade e agilidade em vez de assumir integralmente a gestão dos ativos. 
Em vez de concentrar esforços na compra, manutenção e substituição dos aparelhos, organizações passam a avaliar soluções que garantam disponibilidade contínua, suporte especializado e maior previsibilidade de custos. Nesse contexto, a gestão de dispositivos corporativos deixa de ser apenas uma questão tecnológica e passa a ocupar um papel estratégico dentro das áreas de operação, segurança e eficiência empresarial. 
*Felipe Mendes, CEO do Grupo Pitzi e da Leapfone, startup pioneira no conceito de Phone as a Service e na oferta de smartphones como novos por assinatura. - E-mail: leapfone@nbpress.com.br.     
Sobre a Leapfone
Criada em 2021, a startup Leapfone é pioneira no conceito de Phone as a Service e na oferta de smartphones como novos por assinatura. Por meio de um pagamento mensal recorrente, o usuário tem acesso a aparelhos poderosos com direito a seguro, troca anual e assistência técnica. O objetivo da empresa é democratizar e facilitar o acesso dos brasileiros a smartphones de ponta, transformando a realidade do mercado de telefonia no país. Mais informações em: https://leapfone.com.br ou @leapfone. 
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Tel.: +55 21 98857-5330  
E-mail: leapfone@nbpress.com.br

 



 


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