21/05/2026 08h09
De papelaria de bairro a negócio nacional: como empreendedora usou redes sociais e e-commerce para crescer
Raissa Specian transformou uma papelaria de Campinas (SP) em um negócio com vendas em todo o país e uma audiência de mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais
Entre pedidos, controle de estoque e gravações para redes sociais, Raissa Specian transformou uma pequena papelaria de bairro, em Campinas (SP), em uma operação com alcance nacional. Apostando em conteúdo digital, experiência do consumidor e e-commerce, a empreendedora expandiu o negócio para além da loja física e construiu uma audiência de milhões de seguidores nas redes sociais.
A história começou cedo. Ainda na escola, ela comprava e revendia canetas para colegas. Anos depois, em 2014, decidiu deixar o estágio para assumir, com a família, uma papelaria de bairro. Na época, o negócio tinha faturamento médio mensal de R$12 mil e dependia do fluxo local para crescer.
A virada começou quando Raissa passou a observar mudanças no comportamento do consumidor, principalmente o aumento do interesse por produtos mais personalizados e o consumo influenciado pelas redes sociais. A partir dessa leitura, decidiu reposicionar a loja e também ajustar a forma de expor os produtos no espaço físico. Itens que chamam mais a atenção das crianças passaram a ficar nas prateleiras mais baixas, enquanto produtos próximos ao caixa foram organizados para estimular compras por impulso. Ao mesmo tempo, passou a investir em um portfólio mais “fofo” e coordenado, com itens como cadernos, borrachas, canetas e apontadores em coleções completas. Com isso, os produtos deixaram de ser vistos apenas como itens escolares e passaram a ser percebidos como opções de presente, ampliando o valor agregado das vendas, com aumento de 30% no ticket médio.
Mesmo com a mudança, a operação física passou a representar entre 15% e 20% do faturamento total, o que reforçou a necessidade de buscar novos canais de venda. O primeiro movimento foi no digital, ainda sem planejamento estruturado.
Por insistência de uma funcionária, Raissa criou um perfil no Instagram e passou a postar diariamente. Os conteúdos eram simples, gravados na rotina da loja, mas tinham um diferencial: mostravam uso, contexto e despertavam desejo. A resposta veio rápido: em poucos dias, clientes começaram a procurar produtos vistos nos vídeos, alguns indo até a loja para comprar e outros pedindo envio para diferentes regiões do país. O primeiro pedido fora de Campinas foi enviado para Belém, no Pará.
Foi nesse momento que Raissa identificou uma mudança clara no hábito de consumo. O conteúdo gerava demanda, mas a estrutura do negócio ainda não acompanhava esse interesse.
Para capturar essa oportunidade, ela decidiu lançar o e-commerce em 2020, com cerca de R$7 mil em produtos retirados do estoque da própria loja. Sem equipe especializada ou grande investimento, o site nasceu como uma extensão do que já funcionava nas redes e, nos primeiros 6 meses, já representava cerca de 15% das vendas.
Na busca por mais controle e integração da operação, Raissa estruturou a loja virtual na Tray, plataforma de e-commerce da LWSA. A escolha permitiu organizar processos e, principalmente, usar dados para a tomada de decisão.
“Os relatórios viraram minha torre de controle. Consigo acompanhar o que está saindo mais, o que as pessoas procuram e ajustar o estoque com mais rapidez”, afirma.
Entre as funcionalidades que mais impactaram a operação, ela destaca o acompanhamento de estoque e os relatórios de busca sem resultado, que ajudam a identificar demandas não atendidas e orientar a reposição de produtos.
A pandemia acelerou esse processo. Com a restrição do varejo físico, o digital deixou de ser complementar e passou a ser central na estratégia. Raissa intensificou a produção de conteúdo, com ideias de kits criativos e atividades para crianças, o que resultou em um crescimento de 50% nas vendas online no período.
Ao longo dos anos, a presença digital acompanhou a expansão do negócio. Hoje, a marca mantém forte atuação nas redes sociais, com destaque para o Instagram, principal canal de conversão, onde reúne cerca de 558 mil seguidores, e para o YouTube, com mais de 1,6 milhão de inscritos.
O modelo atual integra diferentes frentes: duas lojas físicas, e-commerce e clube de assinatura. Parte relevante das vendas online se conecta ao físico, com cerca de 20% dos pedidos sendo retirados na loja.
Ao longo dos anos, Raissa estruturou a operação ao mesmo tempo em que a família crescia, e foi justamente o avanço do negócio que também trouxe mais conforto e flexibilidade para a rotina em casa. Hoje, ela consegue ter mais tempo de qualidade com os filhos, algo que se tornou uma das principais motivações para seguir expandindo a empresa.
Além de expandir o negócio, a empresária busca avançar na integração dos canais de venda e na experiência do cliente. A ideia é conectar melhor toda a jornada de compra, desde o pedido no site até o acompanhamento da entrega, com comunicações automatizadas e mais visibilidade sobre o status dos pedidos. A iniciativa reflete uma inspiração em grandes players do e-commerce e o objetivo de tornar a operação mais fluida e eficiente para o consumidor.
Sobre a Tray
A Tray, uma empresa LWSA, é uma ferramenta para vender produtos físicos na internet, seja em uma loja virtual, marketplace, redes sociais ou em outros canais de vendas. Sua missão é ajudar a digitalizar o varejo brasileiro, oferecendo recursos para o lojista vender, gerenciar e escalar o seu negócio. É uma solução que facilita o dia a dia, entregando tudo em um único painel. Para conhecer mais, acesse: https://www.tray.com.br/




