16/04/2026 07h03
Dólar abre estável abaixo de R$ 5 com cautela no mercado e tensões geopolíticas no radar
Boletim sobre o câmbio — Elson Gusmão – diretor de Câmbio da Ourominas
O dólar abriu a sessão desta terça-feira (15) próximo da estabilidade, cotado ao redor de R$ 4,99. O ambiente é de cautela moderada, com investidores equilibrando fatores externos e domésticos. O fluxo estrangeiro segue positivo para ativos brasileiros, o que ajuda a sustentar o real, mas sem intensidade suficiente para provocar movimentos mais acentuados no câmbio.
Na agenda do dia, o foco recai sobre indicadores econômicos dos Estados Unidos, especialmente dados de atividade e inflação, que podem ajustar as expectativas para os próximos passos da política monetária do Federal Reserve. No Brasil, investidores monitoram o cenário fiscal e possíveis sinalizações do Banco Central.
No cenário internacional, fatores geopolíticos ganham peso no radar dos investidores. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende prolongar o cessar-fogo com o Irã, embora tenha indicado que o conflito está próximo de um desfecho.
Ao mesmo tempo, seguem as tensões no Estreito de Ormuz, onde permanece um bloqueio militar americano. Dados de monitoramento apontam embarcações alterando rotas, enquanto autoridades iranianas afirmam que petroleiros do país conseguiram atravessar a região. O Irã também elevou o tom ao ameaçar interromper o fluxo comercial no Mar Vermelho caso as restrições às suas embarcações continuem, o que mantém o mercado atento a possíveis impactos sobre o comércio global e os preços de energia.
Boletim sobre o ouro — Mauriciano Cavalcante – Economista da Ourominas
O ouro inicia o dia em leve queda no mercado internacional, com a onça troy cotada a cerca de US$ 4.835. O movimento reflete realização de lucros após altas recentes e menor demanda por ativos de proteção em um ambiente de maior apetite ao risco. No Brasil, o preço do ouro à vista (24k) é cotado ao redor de R$ 770, por grama.
Apesar da queda, o metal segue operando em patamar elevado, sustentado pelas incertezas no cenário internacional e pela cautela dos investidores diante das tensões geopolíticas. Episódios recentes envolvendo o Oriente Médio, incluindo riscos ao fluxo de petróleo em rotas estratégicas, continuam no radar e limitam perdas mais acentuadas do ouro.
O desempenho do ouro também segue atrelado às expectativas para a política monetária dos Estados Unidos. Sinais de que o Federal Reserve pode manter juros elevados por mais tempo tendem a pressionar o metal no curto prazo, ao aumentar a atratividade de ativos atrelados a rendimento. Por outro lado, qualquer indicação de flexibilização monetária reforça o suporte ao ouro no médio prazo.
Além disso, o comportamento recente indica um mercado ainda resiliente, com fluxo financeiro equilibrado e sem sinais de saída abrupta de capital. Assim, enquanto o maior apetite ao risco limita ganhos no curto prazo, o ambiente de incerteza global mantém o ouro como ativo relevante na estratégia de proteção dos investidores.
Sobre Elson Gusmão
Elson Gusmão é o Diretor de Operações da Ourominas, considerada uma das maiores empresas de ouro e câmbio do país. Formado em Gestão Financeira em 2016, está há mais de 8 anos na Instituição Financeira e DTVM. Faz análises sobre a cotação de câmbio de moedas e realiza comentários sobre as atualizações do mercado.
Sobre Mauriciano Cavalcante
Mauriciano Cavalcante é economista da Ourominas, uma das maiores empresas de compra e venda de ouro no Brasil. Bacharel em Negócios Internacionais e Comércio Exterior, o especialista comenta sobre a cotação do ouro e câmbio de moedas. Mauriciano também aborda sobre tendências do mercado nacional e internacional e sua correlação com o mercado cambial.
Sobre a Ourominas
A Ourominas (OM) possui anos de história e atuação. Ao longo desse período construiu uma sólida reputação, se consolidando como uma bem-sucedida instituição do mercado e referência no Brasil em serviços financeiros.
Atualmente a OM possui um portfólio diversificado de soluções financeiras no mercado de ouro ativo financeiro para exportação, investimento e consumo industrial, da qual é certificada na Americas Gold Manufacturers Association (AMAGOLD). E no mercado de câmbio de moedas estrangeiras para turismo e negócios internacionais, integra a Associação Brasileira de Câmbio (ABRACAM).
Em 2021, a OM foi a primeira Instituição Financeira da América Latina a possuir as certificações ISO 9001, 14001 e 45001, e em 2022, a OM foi a primeira Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) da América Latina a possuir a certificação Great Place to Work (GPTW).
Com uma estrutura completa de consultores especializados, oferece atendimento dedicado a diversos perfis de empresa ou pessoa física, moldando os produtos às necessidades dos clientes com qualidade, agilidade e baixos custos operacionais



