- mell280
27/03/2026 17h10
Antes do PL da Misoginia, Soraya Thronicke já consolidava atuação em defesa das mulheres brasileiras
Relatora da proposta aprovada no Senado, senadora de MS reúne projetos contra feminicídio, violência doméstica e digital e de fortalecimento da Lei Maria da Penha
Em um cenário de aumento da violência de gênero e de recordes sucessivos de feminicídio no Brasil, o combate à misoginia e a defesa das mulheres têm ganhado ainda mais urgência no Congresso Nacional. Nesse contexto, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) se destaca atuação consistente em prol da proteção feminina, com uma série de projetos e relatorias voltadas ao enfrentamento da violência doméstica, do feminicídio, da violência digital e de outras formas de agressão que atingem diariamente milhares de brasileiras.
Como mais um passo dessa trajetória, o plenário do Senado Federal aprovou, no dia 24 de março, o Projeto de Lei nº 896/2023, sob relatoria da senadora, que inclui a misoginia entre os crimes previstos na Lei do Racismo. A proposta representa um marco no enfrentamento jurídico e cultural da violência motivada por ódio ou aversão às mulheres, reconhecendo que o desprezo e a hostilidade direcionados ao gênero feminino não são apenas manifestações culturais, mas podem se transformar em violência concreta e que precisam ser combatidos com rigor legal.
A aprovação do PL 896/2023 ocorre em um momento alarmante: o número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025, com 1.470 casos registrados de janeiro a dezembro, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então. Os dados equivalem a quatro mulheres mortas por dia, realidade que mostra como o feminicídio é consequência direta de uma sociedade ainda marcada pela misoginia, em que mulheres são violentadas, diminuídas e silenciadas.
Para Soraya Thronicke, o enfrentamento dessa realidade exige ação contínua e firme, tanto na legislação quanto na cultura. A senadora reforça que a aprovação do PL da Misoginia não é um ponto final, mas parte de uma caminhada permanente em defesa das mulheres.
“Essa aprovação é uma vitória necessária. O combate à violência contra a mulher precisa ser diário, firme e inegociável. A misoginia alimenta o feminicídio, a violência doméstica, o abuso e a tentativa de silenciar mulheres. Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade que muitas vezes se incomoda mais com a voz feminina do que com a violência cometida contra ela. Nosso dever é garantir leis mais duras, proteção efetiva e respeito, para que nenhuma mulher tenha que viver com medo”, avalia.
Trabalho contínuo com projetos estruturantes
A atuação legislativa da senadora Soraya Thronicke em defesa das mulheres vai além da relatoria do PL 896/2023. Ao longo do mandato, ela tem apresentado ou apoiado proposições voltadas a fortalecer a rede de proteção, ampliar mecanismos de segurança, endurecer punições contra agressores e garantir medidas efetivas para prevenir a reincidência da violência.
Entre os principais projetos relacionados ao combate à violência contra a mulher, destacam-se:
Combate à misoginia e ao ódio contra mulheres
PL 896/2023 (Relatoria) – Inclui a misoginia entre os crimes previstos na Lei do Racismo, fortalecendo o enfrentamento à discriminação e ao ódio de gênero.
Prioridade para pautas de proteção feminina no Senado
PRS 5/2025 – Dá precedência e prioridade de tramitação às proposições que tratam do combate à violência contra a mulher.
Enfrentamento à violência digital contra mulheres
PL 1033/2025 – Aumenta penas para crimes de violência digital praticados contra mulheres, reconhecendo o avanço desse tipo de agressão.
Bloqueio de bens de agressores
PL 1032/2025 – Prevê bloqueio imediato de contas bancárias e bens do agressor em casos de violência doméstica e familiar.
Feminicídio como crime autônomo
PL 1548/2023 – Atualiza e fortalece a tipificação do feminicídio, tratando-o como crime específico e autônomo.
Ampliação de delegacias especializadas
PL 1096/2022 – Determina que municípios com mais de 100 mil habitantes tenham Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
Mais agilidade nas medidas protetivas
PL 2450/2019 – Permite que a intimação das medidas protetivas possa ser entregue pelo defensor da vítima ou por agente policial.
Proteção patrimonial e combate à fraude em separações
PL 2452/2019 – Trata de fraude na partilha de bens em dissolução do casamento, ampliando proteção contra abusos econômicos.
Reforço na execução penal contra agressores reincidentes
PL 2083/2022 – Endurece medidas na Lei de Execução Penal para reforçar a proteção da mulher vítima, prevenindo reiteração de ameaças e agressões.
Defesa pessoal e prevenção
PL 1813/2021 – Prevê oferta de curso de defesa pessoal para mulheres.
PL 1928/2021 – Regulamenta comercialização e porte de spray de pimenta e arma de eletrochoque para defesa pessoal.
Depoimento com mais proteção e menos revitimização
PL 628/2022 – Aperfeiçoa procedimentos de depoimento de vítimas e testemunhas, especialmente em causas cíveis, com foco em acolhimento.
Aumento de pena em crimes sexuais com abuso de confiança
PL 2034/2022 – Prevê aumento de pena quando o crime contra a dignidade sexual ocorre com abuso de confiança.
Direito de acesso com cão protetor
PL 2325/2023 – Garante que mulheres em situação de violência doméstica possam ingressar e permanecer em ambientes coletivos acompanhadas de cão protetor.


