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Quando o silêncio adoece a alma: uma tragédia que nos obriga a refletir


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12/02/2026 13h10

Quando o silêncio adoece a alma: uma tragédia que nos obriga a refletir

Hosana de Lourdes


 A tragédia que chocou o país nesta semana, envolvendo um secretário municipal de Itumbiara (GO) e seus dois filhos, ultrapassa as manchetes policiais e nos empurra para uma reflexão profunda sobre a vida, a família e os limites emocionais do ser humano.

 
 
 
Diante de um episódio tão doloroso, não cabe julgamento precipitado. As circunstâncias ainda são investigadas, versões se misturam, dores são expostas — e, muitas vezes, aquilo que chega ao público é apenas a superfície de histórias complexas, silenciosas e adoecidas por dentro.
 
 
 
Mas há algo que precisa ser dito e refletido por todos nós: o quanto a ausência de Deus, do amor, do diálogo e do cuidado com a saúde emocional pode abrir abismos na vida de uma pessoa.
 
 
 
Vivemos tempos em que falar de sentimentos ainda é visto por muitos como fraqueza. Homens e mulheres adoecem calados. Casamentos entram em colapso sem mediação, sem escuta, sem acompanhamento psicológico. Famílias deixam de conversar. Pessoas passam a acreditar que são donas da verdade, que não há mais saída, que o fim é a única solução possível.
 
 
 
E é justamente aí que mora o perigo.
 
 
 
Nada justifica uma tragédia — e é preciso afirmar com clareza: ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, em hipótese alguma. Por mais dolorosa, confusa ou desesperadora que seja uma situação, existem caminhos, existem saídas, existem mil e uma formas de buscar ajuda, de recomeçar, de resolver conflitos sem que se chegue ao extremo irreversível da violência.
 
 
 
Quando falta espiritualidade para sustentar a alma, quando falta amor para equilibrar as decisões, quando falta diálogo para reconstruir pontes e quando falta ajuda profissional para tratar feridas emocionais, o ser humano pode se perder dentro da própria dor.
 
 
 
Também é preciso cautela e responsabilidade ao olhar para quem ficou. Não sabemos a realidade da esposa, da família, do casamento. Não sabemos o que é fato ou suposição. Estamos de longe — e a distância exige prudência. Julgar, nesse momento, apenas amplia o sofrimento de quem já está devastado.
 
 
 
O que permanece é uma dor irreparável e inúmeros pontos de reflexão para a sociedade:
 
 
 
• A importância da saúde mental
 
• O valor do diálogo dentro de casa
 
• O papel da fé nos momentos de desespero
 
• A necessidade de procurar ajuda antes do colapso
 
• O perigo de decisões tomadas no limite da emoção
 
 
 
Que essa tragédia não seja apenas mais uma notícia que o tempo apaga, mas um alerta para que famílias conversem mais, se abracem mais, busquem mais a Deus e cuidem mais umas das outras.
 
 
 
Que o amor sempre encontre espaço antes que a dor ocupe tudo.
 
 
 
E, neste momento de luto e consternação, que Deus conforte o coração de todos os familiares que ficaram, dando força para suportar uma perda tão profunda e inimaginável.
 
*Hosana de Lourdes é jornalista no portal tudodoms
 
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