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- mell280
06/02/2026 11h58
Obra de fábrica da Arauco chega quase à metade em área de 3,5 mil hectares
Cerca de 9,5 mil pessoas trabalham na construção; estrutura é tão grande que tem até 3 refeitórios
Por Maristela Brunetto e Mylena Fraiha
A obra da fábrica da Arauco em Inocência, projetada para ser a maior do mundo na produção de celulose, já chegou a 44% da estrutura projetada, com previsão de conclusão do empreendimento, estimado em US$ 4,6 bilhões, no final do ano que vem. Hoje, são 9,5 mil trabalhadores, mas o pico deve reunir cerca de 14 mil pessoas. É um empreendimento tão extenso, em área de 3,5 mil hectares à margem da MS-377, que só de refeitórios são três para receber o contingente de trabalhadores. A empresa chilena lançou hoje a obra de um ramal ferroviário de 47 quilômetros para o transporte da celulose para exportação.
Antes do evento, o gerente executivo de Projetos do Sucuriú, Leonardo Crociati, fez um “tour” com a imprensa, mostrando todo o canteiro de obras. Uma das estruturas que chama a atenção é a chaminé. Uma imensa torre, que chegará a 160 metros de altura, equivalente a um prédio de 40 andares, se destaca no meio do imenso canteiro de obras.
Ramal ferroviário é esperança para diminuir acidentes nas rodovias da celulose
Chaminé de 160 metros marca megaprojeto de celulose em Inocência
A empreitada contará com 47 quilômetros de trilhos, começando dentro da própria estrutura, no galpão onde ficará armazenada a celulose e se somando aos demais até chegar à malha da Ferronorte, que vem de Mato Grosso, rumo ao Porto de Santos. O ponto de travessia do Rio Paraná é uma ponte rodoferroviária em Aparecida do Taboado.
Estruturas que serão utilizadas para a produção da celulose ganhar forma em área de 3,5 mil hectares
Roncatti descreveu a localização de cada estrutura na fábrica, como depósitos para materiais químicos para o processo produtivo, como para branquear a madeira; tubulações; estação de tratamento de água, que poderá tratar 12 mil m³ por hora. A fábrica foi idealizada para aquela região para aproveitar água do Rio Sucuriú, que dá nome ao empreendimento, para o processo produtivo, com a devolução após o tratamento dos resíduos. Prédios administrativos também já começam a ganhar forma.
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Serão várias etapas de produção: receber a madeira cozida (submetida a tratamento químico em alta temperatura), movimentar o processo de prensagem (com 20 máquinas) e realizar o branqueamento. A elaboração resulta em uma polpa branca que passa pela secagem e forma a matéria final. A celulose será acondicionada em fardos e embalada para permanecer em um armazém antes do transporte por trem.
A água inicialmente terá um tratamento inicial, depois será aquecida em caldeiras para o uso na indústria e ao final será resfriada. A lógica é de reaproveitamento no processo industrial, com o máximo uso possível do recurso natural, menciona o gerente. Esse modelo de fábrica prevê o uso dos resíduos para a produção de energia, que permite movimentar todo o processo industrial e ainda venda de excedente. No caso da Arauco serão cerca de 200 MW excedentes, que poderiam atender cidade de 800 mil habitantes. Serão três turbos geradores.

Cerca de 9,5 mil pessoas atuam nessa fase da obra; pico terá 14 mil trabalhadores
A construção envolve uma logística gigantesca, com transporte de materiais, peças e equipamentos em cerca de 60 mil caminhões, com recebimento de produtos de 18 países. A matéria-prima, o eucalipto, virá de 400 mil hectares de áreas plantadas na região.
A capacidade de produção anual está estimada em 3,5 milhões de toneladas de celulose, co estimativa diária de 11 mil toneladas. Quando estiver operando, a fábrica deverá ter cerca de mil trabalhadores, além de outros dois mil ligados à logística e aproximadamente três mil às atividades florestais.
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