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Entre fumaça e gordura, um shot inesperado muda a experiência da carne


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19/01/2026 08h17

Entre fumaça e gordura, um shot inesperado muda a experiência da carne

Rodolfo Milone


Contraste sensorial entre gordura, defumação e dulçor cria combinações surpreendentes; cortes específicos realçam o sabor do coquetel alcoólico.

O churrasco brasileiro acaba de ganhar um novo protagonista e ele não está na grelha, mas no copo. O shot de Don Luiz, coquetel alcoólico de doce de leite, surge como uma harmonização inesperada para acompanhar cortes clássicos da brasa. 

Embora pareça ousado à primeira vista, a combinação tem base técnica. A gordura das carnes grelhadas reduz a percepção do dulçor e do álcool, enquanto a caramelização da superfície, como resultado da reação de Maillard, cria pontes aromáticas com o sabor lácteo e caramelado da bebida.  

“Eu costumo dizer que a reação de Maillard ama açúcar. Isso não é moda, é ciência”, explica a chef e churrasqueira Juliana Lima. “Quando a gente junta doce de leite com um corte gorduroso, ativa um contraste sensorial no cérebro que resulta em prazer imediato. A carne traz umami e gordura, e o doce entra equilibrando e realçando o sabor do corte.” 

O resultado é um contraste sensorial que lembra harmonizações internacionais, como bourbon com costelinha BBQ ou rum com cortes glaceados, agora reinterpretadas com um ingrediente profundamente brasileiro. 

 

Como inspiração, a Don Luiz destaca alguns cortes que potencializam essa experiência: 

 

Costela bovina 

A alta carga de colágeno e gordura se equilibra com o dulçor do coquetel alcoólico; a crosta caramelizada conversa diretamente com as notas de caramelo do doce de leite. “Se eu tivesse que escolher um ranking, a costela ficaria em primeiro lugar”, afirma Chef Ju Lima. “É uma carne suculenta, cheia de umami, que parece ter sido feita para acompanhar o coquetel.” 

 

Fraldinha / Asado de tira 

Cortes saborosos e suculentos, com fibras soltas, criam uma combinação similar à de molhos glaceados utilizados no churrasco americano. 

 

Linguiça artesanal 

O teor de sal e especiarias realça o dulçor da bebida, criando contraste direto e agradável no paladar. 

 

Carnes suínas (panceta, sobrepaleta, copa lombo) 

Por serem naturalmente adocicadas, encontram no coquetel alcoólico uma continuidade saborosa, quase como se a bebida funcionasse como um “molho invisível”. 

 

Queijo coalho na brasa 

O clássico nordestino ganha cara de sobremesa alcoólica, unindo sal, textura elástica e caramelização do queijo com o doce de leite. 

Além das combinações, o shot de Don Luiz pode ser inserido em diferentes momentos do ritual do churrasco: como aperitivo de boas-vindas, como intervalo entre cortes ou como um brinde final para encerrar a experiência gastronômica. 

Para quem quer reproduzir a harmonização em casa, Ju Lima sugere praticidade. “Cortes de grelha como contra-filé, assado de tira, maminha e alcatra são rápidos e fáceis, até na frigideira. Aqui em casa, ainda costumo adicionar um shot de café ao coquetel, que também harmoniza perfeitamente com carnes.” 

Don Luiz transformou uma memória afetiva em marca e, agora, em uma proposta de inovação gastronômica que une brasilidade, criatividade e técnica, ampliando as possibilidades do churrasco brasileiro. 

 


 

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