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Indústria recua 0,6%: três medidas para as empresas fecharem o ano com custos sob controle


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  • mell280

31/10/2026 08h00

Indústria recua 0,6%: três medidas para as empresas fecharem o ano com custos sob controle

Daniela Silveira


Queda na produção de bens de capital e retração da atividade industrial reforçam a importância de revisar máquinas, renegociar contratos e medir o custo por unidade produzida

A produção industrial brasileira caiu 0,6% em agosto, na comparação com julho, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do IBGE, divulgada em outubro. Foi a terceira queda em quatro meses. Na comparação com agosto de 2025, o recuo foi de 1,2%, embora o setor ainda acumule alta de 0,8% nos oito primeiros meses do ano.

A desaceleração também aparece nos investimentos industriais. A produção de bens de capital, que reúne máquinas e equipamentos, caiu 4,1% em relação a agosto de 2025 e acumula retração de 5,3% no ano. Em setembro, o PMI industrial brasileiro recuou de 46,3 para 44,8 pontos, segundo a S&P Global. Leituras abaixo de 50 indicam contração da atividade. Nesse âmbito, as empresas precisam avaliar onde reduzir despesas, quais investimentos preservar e como evitar que a queda no volume comprometa as margens.

Para Dema Oliveira, fundador e CEO da Goshen Land, o primeiro passo é acompanhar o custo por unidade produzida semanalmente. Quando o volume cai, as despesas fixas passam a ser distribuídas por uma quantidade menor de produtos, o que pode reduzir a margem mesmo sem aumento dos gastos totais. “Antes de pensar em cortar pessoal ou suspender investimentos, a empresa precisa dividir o custo total da semana pelas unidades produzidas e repetir essa conta toda semana. Esse número ajuda a identificar se o problema está no volume, no desperdício ou no preço dos insumos”, afirma.

A segunda medida é aproveitar os períodos de menor demanda para revisar máquinas e equipamentos. A recomendação é identificar quais equipamentos são críticos para a operação e programar a manutenção nos momentos de menor utilização. Além de reduzir o risco de paradas inesperadas, o planejamento evita que reparos urgentes interrompam a produção justamente quando os pedidos voltarem a crescer.

A revisão dos investimentos também exige distinguir o que pode esperar do que ajuda a reduzir custos. Projetos destinados apenas a ampliar a capacidade produtiva podem ser reavaliados conforme a demanda e as condições de financiamento. Já iniciativas que diminuem o desperdício, reduzem o retrabalho ou evitam falhas em equipamentos essenciais merecem uma análise específica, considerando a economia esperada e o prazo de retorno. Adiar todo investimento indiscriminadamente pode preservar o caixa no curto prazo, mas também manter despesas desnecessárias na operação.

O terceiro passo é renegociar contratos com fornecedores e ajustar as compras à demanda confirmada. Rever prazos de pagamento, volumes mínimos e frequência de entrega pode diminuir a necessidade de capital de giro e evitar estoques parados. A medida ganha importância em um momento em que as fabricantes vêm reduzindo compras e estoques, segundo a pesquisa da S&P Global. O objetivo é manter o abastecimento sem comprometer recursos que poderiam ser usados em outras prioridades.

“Quem chega a dezembro com as máquinas revisadas, os custos monitorados e os contratos renegociados começa 2027 com mais condições de responder à retomada da demanda. Fazer a manutenção durante uma semana de menor movimento costuma ser menos prejudicial do que lidar com uma quebra em plena produção”, conclui Oliveira.

 

Sobre a Goshen Land

A Goshen Land é uma empresa especializada em expansão de negócios. Fundada por Dema Oliveira, ex-executivo da Samsung e da TIM, desenvolveu a metodologia das “7 Inteligências da Expansão” para apoiar empresas em estratégias de crescimento sustentável. Em 2025, mais de 600 organizações passaram por seus programas, que, segundo a empresa, contribuíram para a geração de R$ 3 bilhões em receitas entre os negócios atendidos. Entre as organizações que já participaram de suas iniciativas estão Unilever, Claro, TIM, Caixa Econômica Federal e Bradesco.

 

Dema Oliveira, CEO e fundador da Goshen Land

 




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