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Finados: data continua importante para a floricultura, apesar das mudanças nos hábitos de consumo


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27/10/2026 07h00

Finados: data continua importante para a floricultura, apesar das mudanças nos hábitos de consumo

Maura Padula


Crisântemos, kalanchoes e kalandivas seguem como os produtos mais procurados

Embora o hábito de levar flores aos cemitérios venha perdendo força ao longo dos anos, o Dia de Finados continua sendo uma data importante para o mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais, mantendo sua relevância para produtores, atacadistas e varejistas de todo o País.

No Ceaflor, maior mercado atacadista brasileiro de flores, plantas, insumos e acessórios para floricultura e decoração, a preparação para a data envolve planejamento antecipado, atenção às oscilações da demanda e estratégias para enfrentar os desafios da produção. Crisântemos, kalanchoes e kalandivas permanecem entre as variedades tradicionalmente associadas à data, mas há espaço para as violetas e outras flores envasadas.

                                                

O cenário, no entanto, exige decisões cada vez mais criteriosas dos produtores. O aumento dos custos de produção, somado à dificuldade de contratação de trabalhadores no campo e às oscilações climáticas, torna ainda mais complexa a definição dos volumes a serem cultivados para uma data sazonal.

É o caso de Yasuaki Shimano, da Flora Shimano, que reduziu em 30% a produção de crisântemos e em 10% a de kalandivas em relação ao ano passado. A decisão foi motivada principalmente pela elevação dos custos e pela incerteza na comercialização. “Para este ano, disponibilizamos 90 mil vasos apenas”, comenta.

A estratégia contrasta com a adotada pelo engenheiro agrônomo e produtor rural Caio Shiroto, da Flora Shiroto, que ampliou a produção de crisântemos para fazer jus ao elevado número de pedidos por parte dos clientes. A decisão acompanha a percepção de crescimento da procura por esses produtos e a oportunidade de suprir o mercado em uma data tradicional da floricultura.

“Mantemos sempre uma postura otimista. Ano a ano, aprimoramos o manejo para entregar um produto de qualidade superior. A filosofia do nosso negócio é garantir um excelente produto para que nossos clientes tenham sucesso nas vendas, gerando, como consequência, crescimento de demanda para o próximo ano”, afirma.

Shiroto ressalta, entretanto, que o cultivo de crisântemos destinados a Finados requer planejamento e controle rigoroso do calendário de produção.

Adaptação às novas demandas

As mudanças no comportamento dos consumidores também influenciam o planejamento do setor. A tradição de levar flores aos cemitérios permanece mais presente entre as gerações mais velhas, enquanto a redução desse hábito entre os mais jovens e o crescimento da opção pela cremação contribuem para transformar o perfil da demanda.

Diante desse cenário, produtores e comerciantes buscam ampliar as possibilidades de comercialização, tanto pela diversificação das variedades oferecidas quanto pela exploração de outros mercados e ocasiões de consumo. Violetas, antúrios e plantas verdes, por exemplo, ajudam a ampliar o portfólio associado à data.

Para o presidente do Ceaflor, Antônio Carlos Rodrigues, a capacidade de adaptação dos produtores é fundamental para manter a competitividade e atender às diferentes demandas do mercado.

“Finados continua sendo uma data relevante para o setor e mobiliza produtores de diferentes regiões do País. Ao mesmo tempo, acompanhamos mudanças nos hábitos de consumo e a busca por alternativas que permitam ampliar as oportunidades de venda. Nossos produtores trabalham para oferecer variedade e qualidade, conciliando as exigências do mercado com os desafios da produção”, afirma.

Mesmo diante das transformações culturais e dos custos crescentes, Finados permanece no planejamento anual da floricultura brasileira e o Ceaflor busca manter a oferta produtos que ajudam as famílias a expressar carinho, saudade e homenagem aos que já partiram.

Sobre o Ceaflor

Localizado em Jaguariúna (SP), na Rodovia Prefeito Aziz Lian (SP‑107), km 29,3, no principal acesso a Holambra pela Rodovia Campinas–Mogi Mirim (SP‑340), o Ceaflor é o mais completo mercado de flores da região. Inaugurado em 2019 e já ampliado duas vezes, reúne 450 empresas distribuídas em 946 pontos de venda, oferecendo flores de corte, flores em vaso, plantas ornamentais e uma ampla variedade de acessórios para floricultura, paisagismo e decoração.





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