14/10/2026 08h00
A revolução das agências: quando estratégia passa a valer mais que execução
Quadra Creative Space aposta em relações mais estratégicas e de longo prazo para se diferenciar do modelo tradicional de agência.
Em um mercado no qual agências frequentemente acabam incorporadas à rotina de seus clientes como braços de produção, a Quadra Creative Space decidiu construir outro tipo de relação. Criada em 2024 por Amanda Brunholi e Ayrllys, a empresa fechou 2025, seu primeiro ano completo de operação, com aproximadamente R$ 1,2 milhão de receita bruta. Em 2026, já alcançou R$ 1,4 milhão até setembro e projeta chegar a R$ 2 milhões até o fim do ano.
Os números mostram crescimento, mas não são o principal objetivo dos sócios. Desde o início, a proposta da Quadra foi escolher com quem trabalhar e ocupar uma posição diferente na relação com os clientes: menos execução de demandas isoladas e mais participação nas decisões que definem o negócio.
A experiência anterior dos dois ajudou a construir essa visão. Amanda passou mais de duas décadas em marketing, vendas, treinamento e gestão de produtos na indústria farmacêutica. Ayrllys construiu carreira em design, ilustração, animação e criatividade, trabalhando inclusive com grandes agências e empresas.
Foi nesse percurso que os dois perceberam um padrão que não queriam reproduzir. Em muitos projetos, a estratégia acaba sendo constantemente alterada para acompanhar o concorrente, enquanto a agência recebe demandas que chegam filtradas por várias camadas internas da empresa e precisa apenas executar.
Para a Quadra, esse modelo produz uma relação pouco saudável para os dois lados. O cliente perde a oportunidade de contar com uma visão especializada e a agência passa a ser avaliada pela velocidade de produção, e não pela qualidade das decisões que ajuda a tomar.
Por isso, a empresa prefere projetos nos quais possa se debruçar sobre o problema antes de propor a solução. Branding, por exemplo, não é tratado apenas como identidade visual. Envolve entender o que uma marca precisa comunicar, como quer ser percebida e qual comportamento pretende provocar. A partir daí entram criação, experiência, conteúdo, design, vídeo e as demais ferramentas necessárias para materializar a estratégia.
A mesma lógica vale para os projetos de negócio. Em vez de simplesmente produzir uma campanha, a Quadra pode atuar na construção de uma experiência, na definição de um posicionamento ou na transformação da forma como um produto é apresentado ao mercado.
Essa escolha também significa dizer não a determinados tipos de trabalho. A agência quer construir relações de longo prazo, nas quais exista espaço para diálogo, confiança e respeito pelo tempo necessário para chegar a uma solução consistente.
O crescimento veio como consequência dessa escolha. Com um investimento inicial de aproximadamente R$ 30 mil, a Quadra fechou 2025 com seis integrantes, margem líquida próxima de 20% e uma carteira formada por seis clientes. Um deles, com contrato fixo, respondeu por aproximadamente 53% da receita anual. Hoje, a equipe tem oito pessoas.
A inteligência artificial passou a fazer parte dessa estrutura, acelerando atividades que antes consumiam dias e permitindo que a equipe dedique mais tempo àquilo que os sócios consideram insubstituível: entender pessoas, negócios, contexto e fazer escolhas.
A tecnologia, portanto, entra como ferramenta de execução, não como proposta de valor. A aposta da Quadra é justamente na combinação entre repertório humano e novas ferramentas. Ou, como resumem os sócios, a IA pode ser o “como”, mas as pessoas continuam sendo o “porquê”.
Para uma agência que pretende crescer mais de 70% em 2026, a diferenciação está em trocar quantidade por qualidade e escolher melhor os projetos nos quais sua experiência pode, de fato, fazer diferença.
Saiba mais: https://quadracs.com.br
Informações para a imprensa: Planta e Cresce | katizanatta@plantaecresce.com.br | (11) 99497-8523





