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Grupo Borelli recebe Prêmio José Tardivo em segurança no transporte em 2026


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09/10/2026 13h00

Grupo Borelli recebe Prêmio José Tardivo em segurança no transporte em 2026

assessoria


Premiação ocorreu durante evento da Abiclor, que reuniu a indústria de cloro-álcalis para debater segurança no transporte e o panorama político e econômico do país

 

 

 

A 25ª edição do Prêmio José Tardivo 2026 consagrou o Grupo Borelli como grande vencedor do Prêmio José Tardivo, pelas boas práticas de Segurança, Saúde e Meio Ambiente no transporte de produtos do setor de álcalis, cloro e derivados, no período de agosto de 2025 a julho de 2026, coroando um dia de intensos debates no Encontro Anual de Distribuição e Transporte Seguro da Indústria de Cloro-Álcalis, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor) na última quarta-feira (07/10), em São Paulo. O segundo e o terceiro lugar, e Melhoria Contínua em 2026, ficaram com Ceslog e Herculano, respectivamente.

“Receber o Prêmio José Tardivo é motivo de muito orgulho”, diz Natália Borelli, Diretora Executiva de Finanças e Administração do Grupo Borelli.  “Esse reconhecimento é fruto do trabalho e da dedicação de toda a equipe Borelli e nos inspira a seguir construindo um futuro de segurança e excelência operacional."

Além de celebrar a excelência em segurança operacional no transporte de insumos químicos, o evento promoveu debates aprofundados sobre os atuais desafios e o futuro do setor no Brasil. Especialistas e líderes analisaram desde os gargalos logísticos até os cenários macroeconômico, político e regulatório.

"Participamos ativamente de diferentes elos fundamentais para o país, do tratamento de água e esgoto à indústria química”, Sérgio Santos, Presidente do Conselho Diretor da Abiclor. “Discutir o futuro da nossa indústria é também discutir saneamento, segurança, desenvolvimento e um futuro mais sustentável para o Brasil."

Mercado global de cloro-álcalis e ciclo de recuperação

Beatriz Lima, South America Associate Director Chlor-alkali Markets and Bleaching Chemicals, detalhou as tendências dos mercados global e regional de cloro e soda cáustica. A especialista destacou que altas taxas de juros, inflação e tensões geopolíticas atrasaram a retomada da demanda global da indústria de cloro-álcalis, adiando o próximo pico do ciclo para o período entre 2033 e 2034.

No tocante à dinâmica operacional, a executiva reforçou a função da soda cáustica como motor financeiro da unidade eletroquímica (ECU): "A soda cáustica é o que vai sustentar a recuperação da ECU nos preços nos próximos anos, ligada à indústria de manufatura, que é um dos setores que se recupera primeiro do que a indústria de construção civil. As pessoas deixam de comprar casas, mas não deixam de consumir alimentos, remédios e indumentária."

A apresentação também colocou em foco a conversão de tecnologias e o encerramento de operações locais por grandes empresas, a capacidade nominal do Brasil diminuiu, aumentando a necessidade de o país recorrer a importações, principalmente do Golfo dos EUA, para suprir a demanda de setores consolidados. "O Brasil aumenta a sua dependência de importações, tanto de soda quanto na cadeia dos vinílicos, tendo o Golfo dos Estados Unidos como principal fornecedor, mas mantemos uma demanda em crescimento carregada pelos novos projetos de papel e celulose", pontuou Beatriz.

Competitividade e panorama do complexo químico brasileiro

Em palestra sobre a "Indústria de Cloro-álcalis e Panorama do Complexo Químico Brasileiro", Verônica Lazarini Cardoso, diretora da LCA Consultoria Econômica, ressaltou a importância do setor para o país e o impacto do cenário internacional no mercado doméstico: "O Brasil foi um dos países mais afetados pelo tarifaço americano no ano passado." 

Segundo os dados apresentados, o Brasil abriga o 6º maior complexo químico do mundo (2% das vendas globais), sendo o 3º maior setor da indústria de transformação nacional em valor adicionado. O setor gera R$ 489 bilhões em receita de vendas e R$ 40 bilhões em tributos federais, além de empregar diretamente centenas de milhares de pessoas, com salário médio 56% acima da média nacional.

Verônica alertou, porém, para o déficit comercial expressivo do setor, com USD 58,6 bilhões em importações contra USD 10,5 bilhões em exportações (saldo negativo de USD 48,1 bilhões), ressaltando a perda de competitividade nacional. 

Ao analisar cenários até 2036, a especialista mostrou que, se a tendência atual prosseguir, a importação atingirá 68% do consumo. A estabilização da competitividade adicionaria 27 milhões de toneladas à produção doméstica (reduzindo a importação para 56%), enquanto a retomada do market share de 2005 injetaria 68 milhões de toneladas na produção nacional (baixando a dependência externa a 38%).

A especialista reforçou que a análise e o direcionamento estratégico são urgentes: "Diante de um rearranjo geopolítico e de um ambiente tão volátil, a discussão passa por pontos fundamentais: conhecer o próprio mercado e identificar os vetores capazes de provocar mudanças. A partir disso, cada segmento precisa definir seus vetores prioritários e direcionar estrategicamente seus investimentos".

Para impulsionar o setor, a LCA e a Macrotempo pautaram uma agenda de seis eixos estratégicos, com foco em competitividade, gás natural e infraestrutura: ampliação da oferta de gás natural; aumento da produtividade da nafta; fomento à capacidade instalada; aperfeiçoamento do ambiente regulatório; fiscalização e combate à falsificação; e desenvolvimento de infraestrutura produtiva e energética.

Cenário político, reformas e conjuntura econômica

Na palestra "Ecossistema de Política Industrial Brasileira aplicado à Cadeia Química", Leonardo Barreto, cientista político pela UnB e representante da Think Policy, analisou a interseção entre política e desenvolvimento industrial. Ele abordou a necessidade de estabilidade econômica e estrutural para a retomada das políticas industriais e debateu a tese de que a política brasileira alterna ciclos reformistas e desenvolvimentistas, em que cada ciclo frequentemente resulta em desencanto, acúmulo de crises sistêmicas e fortalecimento de dinâmicas populistas, com protagonismo do Congresso Nacional.

Ao traçar um panorama da conjuntura política e das eleições de 2026, Barreto examinou o desenho partidário e os resultados nos estados e no Congresso, chamando a atenção para o rearranjo de forças na Câmara e no Senado, nos quais partidos de direita e centro-direita ampliaram sua presença. Discutiu ainda os impactos sobre a governabilidade futura, o diálogo entre Executivo e Legislativo e as implicações para a aprovação das agendas regulatórias e industriais do país.

Saneamento e o impacto do Marco Legal

Luana Pretto, Presidente Executiva do Instituto Trata Brasil, apresentou o "Panorama do Saneamento no Brasil, o Marco do Saneamento e a importância do setor cloro-álcalis" e mostrou o abismo de cobertura no país: enquanto 90,9% da população tem acesso à energia elétrica e 90,3% à internet, apenas 84% possui água tratada e 56% dispõe de coleta e tratamento de esgoto. Isso significa que 33 milhões de brasileiros não têm água tratada e mais de 90 milhões carecem de serviços de esgotamento sanitário. "Muito mais gente tem acesso à internet do que à água tratada, que é um bem primordial para que a população possa se desenvolver", ressaltou.

Ela destacou que o Marco Legal do Saneamento impulsionou mais de 40 leilões de concessões e PPPs, com mais de R$ 420 bilhões em investimentos em curso e potencial de beneficiar mais de 100 milhões de brasileiros. "Desde a aprovação do Marco Legal, os projetos já em curso prevêem investimentos de mais de 420 bilhões de reais", destacou. 

Legislação do transporte, diversidade e descarbonização

A programação técnica contou com contribuições essenciais para a gestão logística e operacional do setor. Gil Menezes, Assessora Jurídica da NTC&Logística e da ABTLP, debateu os aspectos e desdobramentos jurídicos da "Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas" e ressaltou a obrigatoriedade da regulação: "O piso mínimo de frete segue sendo obrigatório para o transporte rodoviário remunerado de cargas. A ANTT deve publicar novas tabelas de forma ordinária ou, extraordinariamente, sempre que houver variação superior a 5% no preço do combustível, tanto para mais quanto para menos". Ela detalhou ainda que "a composição do piso mínimo atende ao autônomo ou àquele que trabalha de forma remunerada exclusiva. A metodologia não inclui despesas administrativas de uma empresa, de compliance, de lucro".

Mulheres no transporte e descarbonização

No painel "Mulheres no Transporte de Produtos Perigosos", Camila Florencio, coordenadora do movimento Vez e Voz e Gerente de Comunicação do SETCESP, ressaltou a relevância da inclusão e da valorização profissional das mulheres na cadeia logística e pautou os obstáculos da representatividade: "O que trava o avanço das mulheres no transporte de cargas? A falta de referências e de modelos inspiradores, porque ainda somos as primeiras em muitos cenários, incluindo as barreiras estruturais e as barreiras culturais.”

Encerrando os debates técnicos, Hermann Kielblock, Gerente Operacional do Grupo Borelli, apresentou o tema "Descarbonização no Setor de Transporte". "Descarbonizar o transporte não é apenas uma tendência, mas uma necessidade estratégica para o presente e o futuro. É uma agenda que passa pelo cumprimento das metas ESG, pela competitividade do setor, pelas exigências dos clientes e por outros fatores fundamentais para a sustentabilidade dos negócios. O transporte rodoviário de cargas é essencial para a economia do país e, ao mesmo tempo, parte da solução para os desafios climáticos".

Sobre a Abiclor

A Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor) representa o setor de cloro-álcalis, que é a indústria base de diversos produtos essenciais para a economia, além de estar diretamente ligada ao saneamento básico e à saúde pública do país. Com 45 associados, a Abiclor reúne algumas das principais plantas produtoras do Brasil, entre elas, Chemtrade, Chlorum Solutions, Katrium e Unipar e também espelha outros elos da cadeia, como fornecedores de equipamentos, distribuidores, transportadores e empresas de atendimento emergencial. A Abiclor atua para promover o avanço da indústria de cloro-álcalis em linha com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU, com foco na segurança e respeito às pessoas e ao meio ambiente. Mais informações em https://www.abiclor.com.br/.

 

Grupo Borelli recebe prêmio José Tardivo 2026 Beatriz Lima faz exposição sobre mercado global e nacional de cloro-álcalis Verônica Lazarini Cardoso fala sobre caminhos e perspectivas do setor


 


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