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Com diesel mais caro, Infios defende que cadeias de suprimentos no Brasil precisam repensar cada movimento de carga


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07/10/2026 11h23

Com diesel mais caro, Infios defende que cadeias de suprimentos no Brasil precisam repensar cada movimento de carga

Matheus Medeiros - Sing Comunicação de Resultados


Segundo Helcio Lenz, Managing Director da Infios para a América Latina, o desafio não é apenas reduzir o custo do transporte, mas eliminar deslocamentos desnecessários gerados por decisões tomadas antes mesmo de o caminhão sair do depósito

Com o preço médio do diesel S-10 atingindo R$7,13 por litro, alta de 2,3% em relação à semana anterior e a maior média desde maio de 2026, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), surge o alerta de que a resposta das empresas brasileiras não deve se limitar à otimização de rotas e negociação com transportadoras. Para Helcio Lenz, Managing Director da Infios na América Latina, a verdadeira oportunidade está em reduzir o transporte desnecessário antes mesmo de ele acontecer.

O executivo argumenta que o transporte rodoviário é fundamental para conectar produtores, fabricantes, centros de distribuição, varejistas e consumidores em um país de escala continental como o Brasil. Quando os custos de combustível sobem, o transporte se torna mais caro, mas as empresas mais afetadas não são necessariamente as que consomem mais diesel, e sim aquelas com menos flexibilidade para se adaptar quando a economia do transporte muda.

"As empresas mais expostas não são necessariamente aquelas que consomem mais diesel. São aquelas com menos flexibilidade para se adaptar quando o transporte se torna mais caro. Transportadoras menores, operadores que atendem áreas remotas ou de baixa densidade, e empresas que lidam com entregas críticas em relação ao tempo costumam ter menos opções para mudar rotas, transportadoras ou modais de transporte", explica o executivo.

Para a Infios, se mercadorias são movimentadas entre instalações porque o estoque foi posicionado no local errado, se pedidos são divididos desnecessariamente em múltiplos embarques, ou se uma entrega precisa ser acelerada por conta de uma decisão de planejamento anterior, o custo de transporte resultante pode ser consequência de algo que aconteceu bem antes na cadeia.

Por isso, as empresas devem analisar todo o fluxo de mercadorias, e não apenas o transporte de forma isolada. Uma melhor coordenação entre decisões de demanda, estoque, atendimento de pedidos e transporte pode criar oportunidades para consolidar embarques, reduzir viagens desnecessárias e otimizar o uso da capacidade disponível. "As empresas podem reduzir quilômetros desnecessários consolidando embarques, melhorando a utilização de veículos, evitando entregas expressas desnecessárias e fazendo melhor uso da capacidade disponível das transportadoras", explica Lenz.

Lenz complementa que as empresas também devem reavaliar continuamente rotas, transportadoras, modais de transporte, localizações de estoque e prioridades de entrega conforme as condições mudam. "Uma decisão que fazia sentido econômico quando o combustível era mais barato pode não ser mais a opção mais eficiente quando os custos de transporte sobem", afirma.

Outro ponto importante é o papel dos dados e da inteligência artificial na construção de cadeias de suprimentos mais adaptáveis. Segundo Lenz, o objetivo não é substituir a tomada de decisão humana, mas oferecer às equipes melhores informações para decidir com mais rapidez e coordenar essas decisões em toda a rede.

"Cada quilômetro importa. Mas cada quilômetro desnecessário importa ainda mais. As empresas brasileiras não podem controlar os preços globais do diesel, mas podem controlar a eficácia com que suas cadeias de suprimentos respondem a eles", finaliza o executivo.

Sobre a Infios

A Infios é uma líder global em Execução Inteligente de Cadeias de Suprimentos, comprometida em melhorá-las incansavelmente, todos os dias. Com a confiança de mais de 5.000 clientes em 70 países, a Infios ajuda organizações a migrar de operações fragmentadas e reativas para ações coordenadas e em tempo real em gestão de pedidos, armazéns e transporte. Seu portfólio de soluções adaptáveis permite que empresas de todos os portes simplifiquem operações, melhorem a eficiência e gerem resultados significativos. No centro de tudo está a Infios AI, inteligência de execução incorporada diretamente aos fluxos de trabalho operacionais. A Infios AI detecta disrupções, determina a melhor resposta e executa ações coordenadas entre sistemas, criando um ciclo contínuo de decisão-ação em que a execução acompanha o ritmo das mudanças. A Infios é uma joint venture da Körber, provedora internacional de tecnologia, e da KKR, empresa global de investimentos.

Saiba mais em: www.Infios.com

 

 


 

 

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