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Pneus superam 12 mil horas de trabalho em operação canavieira


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  • mell280

06/10/2026 07h16

Pneus superam 12 mil horas de trabalho em operação canavieira

Kassi Bonissoni


Na Fazenda Baixa Verde, em Barra do Bugres (MT), agricultor conduz uma operação de 5.600 hectares de cana-de-açúcar e aposta em equipamentos e componentes de alta qualidade para enfrentar uma das atividades mais intensivas do campo

 

 

Quem conhece a rotina de uma lavoura de cana-de-açúcar sabe que, durante a colheita, máquinas e equipamentos são levados ao limite. Na Fazenda Baixa Verde, em Barra do Bugres (MT), essa realidade faz parte do dia a dia de Altermar José Nodari, mais conhecido como Nico, produtor rural e diretor da propriedade.

Filho de produtor e nascido e criado na fazenda, ele acumula quase 40 anos de experiência com o cultivo de cana-de-açúcar. Ao lado do pai, dos irmãos e do sobrinho, participa da gestão da operação entre áreas próprias e arrendadas.

Toda a produção é destinada a duas usinas da região, a Barralcool e a Uisa. Embora seja uma empresa familiar, todos têm funções bem definidas. A divisão de responsabilidades acompanha as diferentes etapas da operação. Enquanto Nico concentra as atividades relacionadas à colheita e à manutenção dos equipamentos, o irmão e o sobrinho ficam responsáveis pelo preparo de solo, adubação e plantio.

O pai contribui principalmente com a experiência acumulada ao longo dos anos na administração da propriedade. A família também atua na pecuária em outro negócio, em uma área voltada à cria e recria de bovinos, local onde a outra irmã, médica veterinária, está à frente.

Uma região vocacionada para a cana

Localizada em uma das principais localidades produtoras de cana-de-açúcar de Mato Grosso, a Fazenda Baixa Verde está inserida em uma área reconhecida pelo potencial para a cultura. Para o agricultor, a experiência acumulada ao longo de décadas ajuda a entender as particularidades locais e também o nível de exigência ao qual os equipamentos são submetidos. “A região de Barra do Bugres, bem como os municípios vizinhos Nova Olímpia e Denise é muito especial para o cultivo de cana. Temos terras muito boas e uma produção importante na região”, destaca.

Essa intensidade também exige atenção especial à manutenção e à escolha dos componentes utilizados no campo. A fazenda conta atualmente com mais de 25 equipamentos destinados à logística do transporte, que precisam permanecer disponíveis durante praticamente toda a safra.

É nesse cenário que os pneus ganharam espaço na estratégia da propriedade.

A parceria com a Titan Pneus/Goodyear já dura mais de 20 anos. Inicialmente, a utilização estava concentrada nos caminhões e, posteriormente, avançou também para o maquinário agrícola.

Para Nico, a escolha está diretamente relacionada à resistência necessária para uma operação que não permite muitas paradas. “São pneus de ótima qualidade, que comprovam sua eficiência depois de muito tempo de uso. Eles suportam mais o trabalho pesado do manejo da cana-de-açúcar”, afirma.

Um dos exemplos citados pelo produtor está relacionado à durabilidade. Recentemente, dois pneus retirados de equipamentos da fazenda foram encaminhados para recapagem após acumularem aproximadamente 12 mil horas de trabalho. Segundo ele, os pneus não apresentavam danos estruturais, apenas desgaste da borracha provocado pelo uso. “Agora recapados, vou utilizar por mais 8 mil horas, no mínimo”, relata.

Na colheita, pneu também é produtividade

Durante a safra, a disponibilidade dos equipamentos é um dos pontos críticos da operação. Em média, na Fazenda Baixa Verde os equipamentos chegam a trabalhar durante aproximadamente oito meses sem parar, acumulando cerca de três mil horas de operação por máquina no período.

Nesse ambiente, uma falha de pneu pode significar mais do que uma necessidade de manutenção. Ela pode interromper uma operação que depende de sincronismo entre colheita, transporte e entrega da cana. “É preciso atenção o tempo todo. Na colheita da cana, os equipamentos são muito exigidos e de maneira alguma podem nos deixar na mão, reforça o produtor”, explica.

Superflot 3 acompanha o peso do transbordo

Entre os modelos utilizados na Fazenda está o Superflot 3, aplicado nas carretas de transbordo para o transporte da cana. A função desse equipamento exige pneus capazes de suportar cargas elevadas e, ao mesmo tempo, trabalhar em condições de solo que podem variar ao longo da operação. “Para nós, o Superflot 3 é o melhor. Ele aguenta mais peso e também tem contribuído para o ganho de eficiência operacional superior a 50% em horas trabalhadas em relação ao modelo anterior que utilizavam”, lembra Nico.

O Superflot 3, da Titan Pneus, foi desenvolvido para aplicações em caminhões de transbordo de até 30 toneladas e eixo trativo. Na medida 600/50-22.5, o modelo foi concebido como uma alternativa aos pneus radiais tradicionalmente utilizados nessas operações. A explicação está nas características específicas da colheita de cana-de-açúcar. O tráfego intenso, as cargas elevadas e as condições de operação exigem maior resistência dos pneus e dos equipamentos.

Segundo Alisson Ribeiro Amorim, Consultor Comercial da Titan Pneus, o projeto do Superflot 3 considera justamente essas condições. “É um pneu com talão reforçado, que não destalona, de fácil montagem e com tecnologia de alta capacidade de limpeza. Ele suporta até 5.150 kg por pneu, com menor compactação. Temos orgulho de produzir esse pneu no Brasil”, explica.

Outro diferencial está na região do talão, que conta com a tecnologia Trash Shield, desenvolvida para aumentar a proteção da carcaça durante a operação.  Para Nico, a escolha dos pneus não pode ser dissociada da realidade da propriedade. Uma fazenda com milhares de hectares de cana e dezenas de equipamentos precisa trabalhar com componentes capazes de acompanhar o ritmo da operação.

Nesse sentido, a experiência acumulada ao longo de quase quatro décadas no cultivo da cultura pesa na tomada de decisão. “Depois de tanto tempo trabalhando com cana, a gente aprende que precisa ter equipamento bom e pneu bom. Se ambos não aguentarem o trabalho, acabam prejudicando toda a operação”, resume.

Atendimento próximo

Além do produto de qualidade, o suporte técnico também faz parte da estratégia da Titan para atender os produtores da região. A empresa mantém um centro de distribuição em Cuiabá (MT), com foco em agilizar o atendimento e a disponibilidade dos produtos para Mato Grosso e estados próximos. A companhia também conta com equipe de campo para prestar suporte aos produtores. “O nosso foco é dar mais agilidade no atendimento ao cliente com reposição ágil ”, finaliza o Consultor Comercial da Titan.

 


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Ruralpress

 

 




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