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IA aplicada à indústria ganha destaque em evento do IEEE na América Latina


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  • mell280

29/09/2026 13h23

IA aplicada à indústria ganha destaque em evento do IEEE na América Latina

Rita Siqueira




Empresa brasileira leva ao principal encontro regional do IEEE discussões sobre arquitetura de inteligência artificial, segurança e aplicação da tecnologia na modernização industrial


A inteligência artificial deixou de ser apenas uma tecnologia em fase de experimentação e passou a ocupar espaço nas discussões sobre operação, segurança e modernização da indústria. Esse foi um dos temas levados por uma empresa brasileira ao IEEE Rising Stars Latin America and the Caribbean 2026, realizado neste mês, em Quito, no Equador, com a participação de profissionais, pesquisadores e jovens talentos de tecnologia de diferentes países da região.

Fundado e liderado pelo engenheiro brasileiro Marcos Alves, o CEO da Hal.AI participou da programação como palestrante, mentor e jurado, levando ao encontro uma abordagem voltada à aplicação prática da inteligência artificial em ambientes industriais. Apresentado pelo IEEE como o maior evento da Região 9, que reúne América Latina e Caribe, o Rising Stars teve entre seus principais eixos inteligência artificial, transformação digital e tecnologias emergentes.

A participação brasileira colocou em discussão um ponto que começa a ganhar importância à medida que empresas avançam na adoção de IA: não basta implementar um modelo. É necessário pensar em como a tecnologia será integrada aos processos, quais controles serão utilizados e como os riscos relacionados à segurança e à tomada de decisão serão administrados.

Arquitetura de IA para modernizar a indústria

Durante o evento, Alves apresentou o workshop “Architecting the Future: Deep Tech and AI Integration for Industrial Modernization”, dedicado à arquitetura de sistemas de inteligência artificial, integração tecnológica e modernização industrial.

A apresentação abordou a IA industrial como um sistema de controle em malha fechada e discutiu a integração da tecnologia aos controles de operação e à governança. Entre os pontos tratados estiveram os riscos relacionados à injeção de prompts, vazamento de dados, ações incorretas e mudanças no comportamento dos modelos.

O workshop também teve uma abordagem prática. A proposta previa a criação de um agente de IA conectado a uma API pública e a configuração de uma automação capaz de consultar dados, aplicar regras e produzir documentos, sem a necessidade de escrever código.

“Quando falamos em IA aplicada à indústria, não basta pensar no modelo. É preciso olhar para todo o sistema: como a inteligência se conecta aos processos, quais controles existem e o que acontece quando a tecnologia toma uma decisão. Essa visão de arquitetura é fundamental para transformar a IA em uma ferramenta de operação”, afirma Marcos Alves, fundador e CEO da Hal.AI.

A discussão ganha relevância diante do avanço da adoção de inteligência artificial por empresas de diferentes setores. Para além dos ganhos de produtividade, a utilização da tecnologia em ambientes críticos exige atenção à governança, à segurança dos dados e aos mecanismos de supervisão das decisões tomadas pelos sistemas.

IA também como ferramenta para desafios concretos

A programação do evento também aproximou a inteligência artificial e outras tecnologias emergentes de problemas concretos. Alves participou como mentor e jurado do HackTech El Niño 2026, iniciativa voltada ao desenvolvimento de propostas para desafios humanitários associados ao fenômeno El Niño.

Como mentor, acompanhou as equipes durante o desenvolvimento dos projetos e, posteriormente, participou da banca responsável pela avaliação das soluções. A rubrica oficial considerou critérios como inovação, proposta de valor e sustentabilidade, viabilidade e escalabilidade, progresso da solução e comunicação do projeto.

“A mentoria trouxe uma perspectiva diferente da palestra. Em vez de falar sobre possibilidades de forma abstrata, tivemos contato com equipes tentando transformar ideias em soluções para problemas concretos. Esse processo mostra que inovação também depende da capacidade de testar, ajustar e colocar uma proposta de pé”, destaca Alves.

Para a Hal.AI, a participação reforça a presença brasileira em um debate que ultrapassa o desenvolvimento de novas ferramentas e passa a envolver arquitetura, integração, segurança e aplicação da inteligência artificial em diferentes setores.

“O Brasil tem profissionais, pesquisadores e empreendedores com experiência para participar dessas discussões em nível internacional. Estar em um evento como o Rising Stars, contribuindo tanto na parte técnica quanto na formação e avaliação de novos talentos, é uma forma de ampliar essa presença e levar a perspectiva brasileira para uma conversa que é cada vez mais global”, finaliza Alves.

Sobre Marcos Alves

Marcos Alves é fundador e CEO da Hal.AI, empresa brasileira de inteligência artificial que desenvolve sistemas agênticos com memória de longo prazo adaptativa. Alves é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). É Senior Member do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) e vencedor do prêmio máximo do IEEE Entrepreneurship Region 9, sendo reconhecido internacionalmente por sua excelência técnica e liderança no ecossistema de Inteligência Artificial.


 


Marcos Alves - Fundador e CEO da Hal.AI
Divulgação/Hal.AI
 

 


 
 




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