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Em Três Lagoas, hospital aproxima atendimento especializado de quem vive no interior


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  • mell280

26/09/2026 12h00

Em Três Lagoas, hospital aproxima atendimento especializado de quem vive no interior



Entre os dez melhores hospitais públicos do país, Magid Thomé reúne relatos de pacientes que encontraram diagnóstico, cirurgia e atendimento especializado longe da Capital
 
 
 
 
O Hospital Regional Magid Thomé, em Três Lagoas, ficou entre os dez melhores hospitais públicos do Brasil em 2026 e foi o único representante de MS e do Centro-Oeste. Relatos de pacientes como Jerônimo Ravagnani Despato, operado um dia após o atendimento por apendicite, mostram o impacto da regionalização da saúde promovida pela gestão Eduardo Riedel, que busca ampliar serviços especializados no interior e reduzir deslocamentos para grandes centros.
 
Jerônimo Ravagnani Despato conhece muitas cidades pelas janelas de um caminhão. Aos 61 anos, acostumado a cruzar o país pelas estradas, foi justamente em Três Lagoas que precisou interromper a rotina para procurar atendimento médico após sofrer complicações provocadas por uma apendicite.
 
No Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, o que mais chamou sua atenção foi a rapidez entre a chegada à unidade, o diagnóstico e a cirurgia.
 
“Fiquei impressionado. Fui atendido rapidamente, os médicos me explicaram tudo e, no dia seguinte, já estava operado. Viajo por muitas cidades e posso dizer que isso aqui é diferente. É um orgulho para nós, três-lagoenses”, conta.
 
A experiência relatada por Jerônimo ajuda a explicar por que o hospital de Três Lagoas passou a ocupar espaço de destaque nacional. A unidade ficou entre os dez melhores hospitais públicos do Brasil na premiação Melhores Hospitais Públicos do Brasil 2026 e foi a única representante de Mato Grosso do Sul e de toda a região Centro-Oeste entre as instituições mais bem avaliadas pelos próprios usuários do Sistema Único de Saúde.
 
Atendimento mais perto de casa
 
O reconhecimento ocorre em meio à estratégia de regionalização da saúde conduzida pela gestão do governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição. A proposta é ampliar a capacidade dos hospitais do interior, fortalecer a oferta de serviços especializados e reduzir a necessidade de deslocamento dos pacientes para os grandes centros.
 
Na prática, a lógica aparece em situações como a vivida por Jerônimo: diminuir o intervalo entre a procura pelo serviço, o diagnóstico e o tratamento e evitar que uma emergência médica seja acompanhada também pela necessidade de uma longa viagem.
 
“Na prática, a regionalização significa reduzir o tempo entre a procura pelo serviço, o diagnóstico e o tratamento”, afirma Riedel.
 
A proximidade também significa menos desgaste e despesas para famílias que, diante de uma emergência ou da necessidade de atendimento especializado, dependiam do deslocamento para outras cidades.
 
Nem sempre, porém, quem chega ao Magid Thomé é morador da região.
 
Márcio Aurélio Ananias, de São Paulo, estava visitando familiares em Mato Grosso do Sul quando passou mal. Longe de casa, procurou atendimento no hospital de Três Lagoas e afirma que a experiência mudou a percepção que tinha sobre a assistência oferecida pela rede pública fora das grandes capitais.
 
“Achava que os melhores atendimentos estavam apenas nas grandes capitais. Aqui fui acolhido, meu problema foi resolvido e recebi um atendimento nota mil. Sou eternamente grato”, relata.
 
Um hospital que cresceu com seus profissionais
 
A consolidação da unidade também foi acompanhada por quem trabalha diariamente dentro dela.
 
O supervisor administrativo Wellington Dutra chegou ao hospital poucos meses depois da inauguração. Sem experiência anterior na área da saúde, acompanhou a ampliação dos serviços e o processo pelo qual a unidade se tornou referência para Três Lagoas e municípios da região.
 
Para ele, a experiência modificou inclusive a compreensão sobre o papel de quem trabalha em um hospital, mesmo longe das salas de consulta e cirurgia.
 
“A minha trajetória cresceu junto com a do hospital. Hoje entendemos que cada profissional, independentemente da função, faz parte do cuidado e contribui para salvar vidas”, afirma.
 
Regionalização além das paredes do hospital
 
Para a gestão estadual, ampliar a oferta de atendimento especializado no interior significa aproximar o SUS da população e reduzir distâncias que, durante uma doença ou emergência, podem pesar sobre toda a família.
 
“Quando levamos atendimento de qualidade para o interior, reduzimos distâncias, damos mais dignidade às famílias e fortalecemos o SUS onde as pessoas vivem. Esse reconhecimento mostra que Mato Grosso do Sul está no caminho certo, com uma saúde mais próxima, humana e eficiente”, afirmou Eduardo Riedel.
 
A experiência do Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé mostra que a descentralização dos serviços não se resume à expansão física da rede. Ao aproximar equipes, exames, cirurgias e tratamentos especializados da população, a política também busca reduzir a pressão sobre os grandes centros e fortalecer a capacidade de atendimento dos municípios do interior.
 
Em Três Lagoas, esse processo alcançou projeção nacional com a presença do hospital entre os dez mais bem avaliados do país.
 
Mas, para quem chega à unidade sentindo dor ou precisando de uma resposta rápida, o resultado aparece de maneira mais concreta. No caso de Jerônimo, significou procurar ajuda em sua própria cidade, receber explicações dos médicos e estar operado no dia seguinte. Para Márcio, que estava longe de casa, significou encontrar atendimento quando precisou.
 
É nessa distância menor entre o paciente e o cuidado que a regionalização deixa de ser apenas uma estratégia administrativa e passa a fazer parte da experiência cotidiana de quem depende do SUS.
 
 
 




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