25/09/2026 11h27
Black Friday 2026: 23,5 milhões de brasileiros pretendem comprar, aponta Serasa Experian
Para 2026, aproximadamente 23,5 milhões de brasileiros adultos demonstram interesse em comprar durante a Black Friday.
Segundo levantamento da Serasa Experian, entre esse público, 86,4% têm perfil de comprador online, percentual quase duas vezes superior aos 45,3% observados na população brasileira analisada. A diferença representa uma propensão 91% maior às compras pela internet.
O estudo também aponta que o consumidor associado à data se diferencia pela procura por descontos e pelo interesse em moda. A análise foi feita a partir de uma base de mais de 189 milhões de CPFs e compara as características do público com afinidade à Black Friday às da população brasileira presente na base da empresa.
Compras online e descontos
Mais da metade dos consumidores identificados com afinidade à Black Friday, 52,8%, apresenta perfil de caçador de descontos. Na população brasileira, essa proporção é de 18,4%. Com isso, o comportamento aparece 2,9 vezes mais entre o público associado à data.
A diferença também é observada no consumo de moda. Entre os consumidores da Black Friday, 58,4% apresentam perfil de compradores de artigos da categoria, ante 29,9% da população brasileira. Segundo o levantamento, isso representa uma propensão 95% maior.
O uso de múltiplos cartões apresenta uma distância menor entre os dois grupos. Esse comportamento aparece em 30,1% do público com afinidade à Black Friday e em 27,5% da população brasileira, diferença de 9,5%.
Para Giovana Giroto, CMO e vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, os dados mostram que o público da data não deve ser tratado como uma audiência homogênea. “Datas como a Black Friday mobilizam milhões de pessoas, mas isso não significa que todas elas tenham os mesmos interesses, comportamentos ou potencial de consumo”, reitera.
Renda
Apesar da forte associação com compras digitais e descontos, o público analisado está distribuído por diferentes faixas de renda. Ao todo, 53,5% possuem renda mensal de até R$ 4 mil, enquanto 46,5% estão acima desse valor.
A faixa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil concentra a maior parcela dos consumidores, com 27%. Em seguida aparecem aqueles com renda de até R$ 2 mil, que representam 26,5%.
Entre as faixas superiores, 18,1% recebem mais de R$ 10 mil por mês. Outros 15,1% estão entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, 7,9% entre R$ 6 mil e R$ 8 mil e 5,4% entre R$ 8 mil e R$ 10 mil.
A distribuição indica, de acordo com a pesquisa, que a audiência da Black Friday reúne consumidores com diferentes capacidades de compra. A influência prática disso pode ser vista desde a faixa de preço dos produtos procurados até formas de pagamento e estratégias promocionais adotadas pelo varejo.
PMEs crescem 1% em agosto, mas ritmo segue abaixo de anos anteriores
A movimentação financeira média real das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras cresceu 1,0% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O comércio foi o principal responsável pelo resultado, enquanto serviços permaneceram praticamente estáveis e infraestrutura registrou queda.
No acumulado de janeiro a agosto, a alta chega a 2,9%, segundo o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). O ritmo, no entanto, permanece abaixo do observado entre 2022 e 2024, em meio à desaceleração registrada nos últimos meses.
O indicador acompanha a movimentação financeira de empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões e considera cerca de 756 atividades econômicas dos setores de comércio, indústria, infraestrutura e serviços.
Comércio sustenta crescimento
Entre os setores acompanhados pelo índice, o comércio registrou crescimento de 1,3% em agosto na comparação anual. O avanço ocorreu tanto no atacado quanto no varejo, apesar da retração observada no segmento de veículos.
A indústria apresentou alta de 0,8% no período, impulsionada principalmente pela fabricação de papel, alimentos e produtos químicos. Apesar do resultado positivo, 12 dos 23 segmentos da indústria de transformação monitorados pelo levantamento registraram queda na comparação com agosto de 2025.
Nos serviços, a variação foi de 0,2%, após recuo no mês anterior. Atividades de saúde humana, serviços profissionais, científicos e técnicos, transporte e educação contribuíram para sustentar o resultado.
Já o segmento de alojamento e alimentação, que concentra grande número de micro e pequenas empresas, voltou a apresentar retração.
Infraestrutura recua 2,2%
A infraestrutura foi o único dos quatro setores a registrar queda em agosto, com retração de 2,2% na comparação anual. A construção civil continuou pressionando o desempenho, enquanto os serviços especializados para construção ajudaram a limitar uma queda mais intensa.
Para Beraldi, a desaceleração da inflação pode abrir espaço para novas reduções dos juros, mas os efeitos sobre a atividade das PMEs tendem a aparecer de forma gradual.
“Ainda que a desaceleração da inflação abra algum espaço para novos cortes de juros à frente, o efeito sobre a atividade tende a ser gradual e só deve ser sentido pelas PMEs adiante”, afirma.



