24/09/2026 11h56
Justiça Eleitoral abre preparação das urnas à comunidade e reforça segurança do processo em Maracaju
Procedimento, previsto em edital, deve durar três dias na 16ª Zona Eleitoral em Maracaju.
A Justiça Eleitoral de Maracaju está apresentando à comunidade as etapas que envolvem a preparação e a segurança das urnas eletrônicas para as Eleições 2026. A iniciativa reúne representantes de instituições, entidades, imprensa e também pessoas ligadas aos partidos políticos, permitindo que o processo seja acompanhado de perto.
O juiz eleitoral Raul Ignatius Nogueira, titular da 2ª Vara da Comarca de Maracaju e responsável pela 16ª Zona Eleitoral, destacou que fez questão de abrir esse momento para a participação da comunidade.
“Eu fiz questão de convidar a comunidade e também representantes dos partidos políticos para que todos possam ter conhecimento de como é feito esse processo, como cada urna é preparada e de todas as etapas de segurança que envolvem a preparação. É importante que as pessoas conheçam o trabalho realizado pela Justiça Eleitoral e possam acompanhar de perto como a urna chega preparada e protegida para o dia da votação”, destacou o juiz.
Segundo Raul, o procedimento de preparação das urnas em Maracaju deve durar três dias, conforme consta no edital publicado pela Justiça Eleitoral, permitindo o cumprimento de todas as etapas previstas para a preparação dos equipamentos.
A chefe de cartório Shirley de Jesus Melo explicou aos participantes que a chamada carga da urna, ou inseminação, consiste na inserção dos dados necessários para que cada equipamento funcione especificamente na seção eleitoral para a qual foi destinado.
Entre as informações estão os dados dos eleitores daquela seção e a relação dos candidatos que estarão disponíveis para votação.
Segurança em várias etapas
Durante a apresentação, também foram explicadas as diferentes camadas de segurança utilizadas no processo eleitoral, desde a preparação dos sistemas até a lacração física das urnas.

Um dos pontos destacados foi que a urna eletrônica não possui conexão com a internet, Wi-Fi, Bluetooth ou rede de telefonia, funcionando de maneira isolada.
A segurança também envolve a assinatura digital dos sistemas e os lacres físicos, que protegem os compartimentos da urna e permitem identificar eventual tentativa de violação.
Outro procedimento apresentado foi a zerésima, documento emitido antes do início da votação para demonstrar que não há votos registrados na urna. Ao final da eleição, o equipamento imprime o Boletim de Urna (BU), com os resultados daquela seção.
O encontro contou com a participação do promotor Paulo Leonardo de Faria, do Ministério Público; do presidente do Rotary, Rogério Nodimatu; representantes do Sicredi, Valéria e Haroldo; Irineu Busatto, da Agrícola Kanada; Paula Beltramim, da Assema; Fernanda Balbuena, da OAB-MS Subseção Maracaju; além da jornalista Hosana de Lourdes.
A proposta da Justiça Eleitoral é aproximar a comunidade do processo e mostrar, de forma prática, que a segurança da votação é formada por diversas etapas de controle, fiscalização e proteção.




