17/09/2026 04h20
CFO da Cora comenta os impactos da decisão do Copom para as PMEs
A decisão do Copom de cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,00% para 13,75% ao ano, reforça a continuidade do ciclo de calibração da política monetária e vem em linha com o consenso do mercado e com a mediana do Boletim Focus. Com o movimento, a taxa básica de juros chega ao menor patamar de 2026.
O cenário que deu suporte à decisão é mais favorável: a inflação de agosto veio negativa, a projeção do mercado para o IPCA de 2026 recuou para 4,9% e a atividade apresenta sinais de desaceleração gradual. Ainda assim, como esta foi a última reunião do Copom antes do resultado das eleições, o comitê manteve uma comunicação cautelosa sobre os próximos passos, especialmente diante de fatores como o calendário eleitoral, o petróleo próximo de US$ 100 e o risco de El Niño sobre os preços de alimentos no fim do ano.
Para pequenas e médias empresas, o efeito direto no curto prazo ainda é limitado. O custo do crédito permanece em patamar elevado, mantendo pressão sobre capital de giro e decisões de investimento. Na prática, muitas PMEs ainda tendem a priorizar caixa em vez de expansão.
A leitura do mercado hoje é que este pode ser o último corte do ano, com a Selic estacionando em 13,75% até dezembro. A confirmação dessa pausa nas próximas reuniões deve depender do comportamento do câmbio no período eleitoral e da resiliência da inflação de serviços.
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