- mell280
14/09/2026 11h28
1 em cada 7 admissões em julho ocorreu em vínculos não típicos, aponta Caged
Modalidades que incluem trabalho temporário, aprendizagem, contratos intermitentes, profissionais vinculados ao CAEPF e jornadas de até 30 horas somaram mais de 307 mil admissões no mês
O mercado de trabalho brasileiro registrou 2.262.888 admissões em julho de 2026, segundo o Novo Caged. Desse total, 307.040 ocorreram em vínculos classificados como não típicos, o equivalente a 13,6% das admissões, ou aproximadamente uma em cada sete.
De acordo com o levantamento, são considerados não típicos os vínculos de aprendizes, trabalhadores intermitentes e temporários, além de contratados por meio do Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF) e profissionais com carga horária de até 30 horas.
O grupo reúne diferentes modalidades de contratação, entre elas o trabalho temporário. Nesse regime, a contratação ocorre por período determinado para atender a uma necessidade transitória, como aumento pontual de demanda, sazonalidade ou substituição de profissionais.
O movimento ocorre em um momento de estabilidade na expectativa de contratação temporária. Em julho, a ASSERTTEM (Associação Brasileira do Trabalho Temporário) projetou cerca de 620 mil contratos temporários entre julho e setembro de 2026, volume semelhante ao registrado no mesmo período de 2025. Segundo a associação, a Indústria deve responder por 45% das contratações projetadas, seguida por Serviços, com 35%, Comércio, com 15%, e outros setores, com 5%.
“Nem toda necessidade de contratação representa a abertura de uma posição permanente. Em determinados momentos, a empresa precisa ampliar a equipe para atender a uma demanda específica, por um período determinado. O trabalho temporário pode ser uma alternativa para essas situações, desde que esteja alinhado à necessidade da operação”, afirma Renato Mendes, especialista em mercado de trabalho e CEO da Mendes Talent.
Trabalho temporário mantém perspectiva de estabilidade
A projeção da ASSERTTEM para o terceiro trimestre ocorre após um segundo trimestre com aproximadamente 600 mil contratos temporários. No primeiro semestre de 2026, foram cerca de 1,4 milhão de contratos temporários, mantendo praticamente o mesmo patamar registrado no mesmo período de 2025.
Para o terceiro trimestre, a ASSERTTEM aponta a preparação da indústria para o último trimestre do ano entre os fatores que devem sustentar a demanda por trabalhadores temporários. A logística também aparece entre os segmentos com expectativa de maior volume de contratações, impulsionada pelo abastecimento dos centros de distribuição e pelas operações do comércio eletrônico.
No Caged, o conjunto dos vínculos não típicos registrou 307.040 admissões e 304.169 desligamentos em julho, resultando em saldo positivo de 2.871 postos.
O principal ponto para as empresas é antecipação. Quando há sinais de aumento da demanda por profissionais, começar o planejamento com antecedência amplia as possibilidades de encontrar os profissionais adequados e reduz o risco de chegar ao momento de maior necessidade sem mão de obra suficiente para atender a operação”, afirma Renato Mendes.
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