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Da análise de dados à implementação de novas tecnologias, ferramentas digitais passam a integrar arenas e transformam a forma como o esporte é vivenciado
Em um futebol cada vez mais conectado, a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a ocupar um papel estratégico na rotina de clubes e estádios. No Dia do Programador, celebrado em 13 de setembro, a evolução desse cenário ganha destaque com o avanço de soluções como inteligência artificial, reconhecimento facial e análise de dados, que vêm transformando desde o controle de acesso às arenas até a gestão e a experiência dos torcedores.
O movimento também acompanha recentes mudanças na legislação, como a Lei Geral do Esporte (14.597/2023), que tornou obrigatório, desde 14 de junho de 2025, o uso de reconhecimento facial para controle de acesso em estádios com capacidade superior a 20 mil pessoas.
No Brasil, entre as principais soluções, por exemplo, o sistema onboarding desenvolvido pela Imply Eleven Tickets, empresa referência em inovação tecnológica em estádios, permite o cadastro na plataforma de reconhecimento facial de forma segura e precisa, com 99,9% de precisão nas validações, sendo 98% dos cadastros faciais completos aprovados pela inteligência dos serviços de IA, sem necessitar de qualquer intervenção humana.
Os testes realizados não apontam sucesso nas tentativas de fraude ou falsidade ideológica. Além disso, a automação do sistema com uso de inteligência artificial ocasionou uma queda expressiva de chamados e atendimentos de SAC, bem como otimizou processos, reduzindo as validações realizadas por humanos em até 98%.
“Mais do que atender a uma exigência regulatória, a adoção de tecnologias como o reconhecimento facial e a inteligência artificial representa uma evolução na forma como os estádios são administrados e como o torcedor vivencia esse ambiente. Ao automatizar etapas que antes dependiam de validações manuais, conseguimos tornar o acesso mais ágil, preciso e seguro, ao mesmo tempo em que reduzimos as possibilidades de fraude. É um movimento que mostra como a tecnologia deixou de ser apenas um suporte e passou a ocupar um papel estratégico na construção de estádios mais inteligentes e conectados”, afirma Lucas Tadeu, Gerente de Desenvolvimento de Produto da Imply ElevenTickets.
Em conformidade com a Lei Geral do Esporte, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) fiscaliza regularmente os clubes, exigindo transparência e responsabilidade com os dados coletados. Logo, todas as tecnologias de cadastro e reconhecimento facial usadas nos estádios brasileiros precisam respeitar e seguir as regras da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
Nesse cenário, a tecnologia passa a ocupar um papel cada vez mais estratégico na transformação dos estádios brasileiros. “A combinação entre inteligência artificial, reconhecimento facial e sistemas automatizados não apenas contribui para o cumprimento das exigências previstas pela legislação, mas também cria processos mais eficientes, seguros e conectados. Com o avanço dessas soluções, a tendência é que as arenas deixem de ser apenas espaços para a realização de partidas e se consolidem como ambientes inteligentes, nos quais inovação, segurança e experiência do torcedor caminham lado a lado”, finaliza Lucas Tadeu.
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