- mell280
08/09/2026 09h00
47,1% dos brasileiros só cuidam da casa depois que o problema já aconteceu, revela pesquisa inédita
Levantamento com mais de 500 entrevistados mostra que 39,3% dos profissionais relatam reparo emergencial até o dobro mais caro do que a prevenção, e que 51,5% adiam reparos por falta de orçamento, não por desleixo
Uma pesquisa nacional encomendada pela Obramax ao instituto Opinion Box, com 509 entrevistas realizadas entre 12 e 21 de maio de 2026, revela que 47,1% dos brasileiros fazem manutenção residencial predominantemente de forma corretiva. Ou seja, só agem depois que o defeito já existe. O levantamento também ouviu 135 profissionais de obras e reformas (mestres de obra, eletricistas, encanadores, engenheiros), que confirmam o padrão pelo lado de quem executa o serviço.
5 números que resumem o comportamento do brasileiro com a própria casa
- 47,1% fazem manutenção predominantemente corretiva (só depois que o problema já existe); apenas 21,1% agem de forma preventiva
- 91,9% reconhecem que é comum adiar reparos e obras em casa
- Para 49,6% dos profissionais, o reparo emergencial custa o dobro (ou mais) do que custaria a manutenção preventiva
- 51,5% apontam a falta de orçamento, não desleixo, como principal motivo do adiamento
- Apenas 6,3% da população tem hoje reserva financeira e cronograma organizado para cuidar da casa
O custo de esperar: até o dobro, segundo 39,3% dos profissionais
O adiamento tem preço. Do lado do morador, o impacto no orçamento é sentido por quase todos. Para 47,8% das famílias, o gasto com reparo emergencial provoca um "impacto moderado", exigindo cortes de outras despesas, e para 19,7% chega a atrapalhar o pagamento de contas do mês. Já entre os profissionais entrevistados, o diagnóstico é direto sobre o tamanho dessa diferença de custo:
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Faixa de aumento de custo |
% dos profissionais que relatam |
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Custa o mesmo valor |
11,9% |
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Até 50% mais caro |
38,5% |
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De 51% a 100% mais caro (o dobro) |
39,3% |
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De 101% a 200% mais caro (o triplo) |
8,1% |
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Mais de 200% mais caro |
2,2% |
Entre a população em geral, 83,1% concordam que "adiar sempre acaba custando mais caro no final", uma percepção quase unânime, mas que na prática não se traduz em mudança de hábito.
Falta de dinheiro, não falta de consciência: 51,5% adiam por falta de orçamento
A pesquisa também derruba um estereótipo comum: o adiamento não é, na maioria dos casos, sinal de desinformação ou desleixo. Entre quem reconhece que costuma adiar reparos, os motivos mais citados são:
- Falta de orçamento/dinheiro — 51,5%
- Dificuldade em encontrar mão de obra de confiança — 22,6%
- Subestimar a gravidade do problema (achar que dá para esperar) — 14,1%
- Falta de tempo para acompanhar o serviço — 8,1%
- Receio da sujeira e do transtorno da obra — 3,0%
A dificuldade em achar profissional de confiança aparece de forma ainda mais forte quando a pergunta é direta. 77,8% dos brasileiros dizem ser difícil encontrar um profissional confiável para obras e reformas.
O que mais quebra em casa: infiltração e vazamento lideram com 46,1% cada
Entre os problemas mais recorrentes enfrentados pelos brasileiros nos últimos anos, o ranking é liderado por:
- Infiltração / umidade — 46,1%
- Problemas hidráulicos / vazamentos — 46,1%
- Problemas no telhado / calha — 34,0%
- Problemas elétricos — 33,8%
- Problemas estruturais (rachaduras) — 21,6%
Levando em conta a manutenção por sistema da casa, a climatização é o item mais negligenciado. 28,3% dos brasileiros nunca fizeram nenhuma manutenção preventiva nesse sistema, seguido da impermeabilização (21,7%), justamente os dois sistemas mais associados à infiltração e mofo, os problemas mais citados no estudo.
Manutenção como investimento: 71,9% dizem que ela valoriza o imóvel
Apesar do comportamento reativo, a maioria dos brasileiros reconhece o valor de manter a casa em dia. 71,9% acreditam que a manutenção preventiva valoriza o imóvel para uma futura venda ou locação. É esse descompasso entre percepção e prática (saber que compensa, mas não conseguir fazer) que a Obramax buscou entender com a pesquisa.
"Na prática, o cliente pessoa física costuma chegar sempre surpreso, sem saber a real causa do problema. Já o profissional chega com uma necessidade mais direta: suprir a execução de um trabalho que já está em andamento. Essa diferença mostra o quanto o planejamento preventivo ainda não faz parte da rotina de quem cuida da própria casa", afirma Rafael Sales, diretor comercial da Obramax.
Com os dados em mãos, a Obramax planeja usar o levantamento como base para orientar consumidores e profissionais do setor sobre a importância do planejamento preventivo. Ainda pretende aprofundar, em levantamentos futuros, recortes específicos sobre o custo da manutenção corretiva e o papel do profissional de confiança nesse processo.



