07/09/2026 15h13
Riedel aponta emprego, educação e apoio social como caminhos para ampliar autonomia em MS
Leonardo Rocha
No 7 de Setembro, governador relaciona independência à capacidade de construir o próprio caminho; histórias de trabalhadores, estudantes e famílias mostram como educação, renda e proteção social entram nessa equação
No 7 de Setembro, o governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição, relaciona independência à conquista de autonomia por meio de emprego, renda, educação e oportunidades. Histórias de trabalhadores, estudantes e famílias mostram os efeitos de políticas públicas na vida cotidiana. O governador também reconheceu o desafio de ampliar a renda no Estado e apontou caminhos para o futuro.
Foi com R$ 20 dados pela mãe para comprar caderno e caneta que Geovana Ojeda decidiu voltar a estudar. Servente de pedreiro em Campo Grande, ela divide a rotina entre o trabalho, os filhos e a sala de aula. A escola, conta, acabou se transformando em um espaço que vai além da formação.
“Minha escola é meu ponto de terapia. Além de aprendizagem, é o momento que eu tenho o meu de descontração”, afirma. A existência de uma sala onde pode deixar os filhos enquanto estuda tornou possível conciliar maternidade e educação. Agora, Geovana pensa em seguir adiante e cogita cursos como Medicina ou Engenharia.
A trajetória ajuda a dar sentido concreto à ideia de independência defendida neste 7 de Setembro pelo governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição. Para ele, autonomia significa criar condições para que as pessoas possam crescer profissionalmente, sustentar suas famílias e perceber resultados no próprio esforço.
“Cada um de nós tem a sua trajetória. Tem gente aprendendo uma profissão. Tem mãe ralando pra reorganizar a vida. Jovens pensando agora no que vão fazer amanhã. E tanta gente lutando pra fazer o dinheiro chegar no fim do mês”, afirma Riedel.
Na visão do governador, a função do Estado nesse processo é criar condições para que as pessoas avancem sem perder de vista o lugar onde a vida cotidiana efetivamente acontece: os municípios.
Investimento nos municípios liga infraestrutura à vida cotidiana
Riedel sustenta que grandes obras e investimentos em rodovias precisam caminhar ao lado de ações locais em saneamento, saúde, qualidade de vida e estímulo ao empreendedorismo.
“As pessoas moram nos municípios”, resume. Segundo ele, o Estado tem ampliado investimentos em rodovias e grandes obras, mas precisa preservar a capacidade de atuar diretamente nas cidades.
A lógica defendida pelo governador procura aproximar desenvolvimento econômico de serviços públicos básicos. O saneamento aparece como um dos exemplos dessa relação. “É o básico, né? Mas não tinha”, afirma Riedel.
O conceito de autonomia adotado pelo governador, porém, não se limita à ideia de que cada pessoa deve resolver sozinha seus problemas. Ele reconhece que há momentos em que a renda deixa de ser suficiente e as famílias precisam de apoio para atravessar períodos de maior vulnerabilidade.
É nessa situação que se encontra Ana Patrícia Silva, dona de casa em Jardim e beneficiária do Mais Social. Para ela, o auxílio funciona como uma segurança quando o orçamento aperta.
“Toda vez que cai o meu Mais Social ali é um momento assim, meu com Deus. Porque já pensou se a gente não tivesse esse apoio, se a gente não tivesse essa ajuda, como seria a vida da gente?”, relata.
Para Riedel, políticas dessa natureza cumprem o papel de sustentar famílias enquanto elas buscam condições para reconstruir sua autonomia. “Independência não é deixar cada um por conta própria. É não deixar ninguém pra trás”, afirma.
Emprego cresce, mas renda ainda é desafio
O governador considera o emprego o principal instrumento de emancipação econômica das famílias. Segundo Riedel, Mato Grosso do Sul alcançou uma situação de pleno emprego e vem registrando crescimento da renda média do trabalhador.
Ele próprio, entretanto, aponta uma limitação: ter trabalho não significa necessariamente ter renda suficiente.
“Ainda tem muita gente trabalhando muito e vivendo com pouco”, reconhece.
Por isso, afirma que o desafio passa a ser fazer o crescimento econômico chegar com maior intensidade ao orçamento das famílias, combinando qualificação profissional, novas oportunidades e salários melhores.
A estratégia de criar um ambiente favorável a investimentos e produção, segundo o governador, deve ser acompanhada por mecanismos capazes de preparar trabalhadores para ocupar os empregos gerados.
Formação profissional amplia possibilidades para estudantes
A educação ocupa posição central nessa perspectiva. Riedel afirma que quase metade dos estudantes do ensino médio frequenta cursos profissionais e que mais de 90 mil alunos aprendem inglês na rede pública.
Segundo o governador, o Estado também alcançou o melhor desempenho escolar de sua história. Para ele, a combinação entre ensino regular e formação profissional aumenta as possibilidades de ingresso dos jovens no mercado de trabalho.
Pedro Paulo Martinês, estudante em Campo Grande, vê essa mudança na própria formação. Ele participa do PAP, projeto da Secretaria de Educação que permite concluir o ensino médio acompanhado de qualificação técnica.
“Eu já vou sair com o ensino médio, com uma formação e com o ensino técnico”, afirma. Para Pedro, além da formação, o projeto amplia a possibilidade de conseguir o primeiro emprego.
No ensino superior, Leandro Noemelio também relaciona a educação à mudança de perspectiva profissional. Ele conta que decidiu cursar Direito depois de ser provocado por um gestor da empresa em que trabalhava na área de vendas, em 2012.
Leandro afirma ter conseguido uma bolsa integral para Direito por meio do MS Supera. Agora, está concluindo a graduação e já se prepara para a prova da Ordem dos Advogados do Brasil.
As histórias de Geovana, Pedro e Leandro partem de momentos distintos da vida, mas convergem para a mesma questão: a possibilidade de transformar trabalho e estudo em instrumentos para ampliar escolhas.
Para Riedel, é esse o significado que a independência deve assumir na vida cotidiana. “Independência não é fazer tudo sozinho. É ter condições de seguir o próprio caminho e chegar cada vez mais longe.”
Eleição nacional
A dimensão nacional aparece também na articulação entre a disputa pelo Governo do Estado e a eleição presidencial. O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro destacou a relação com os representantes escolhidos pelos eleitores sul-mato-grossenses.
“Eu fico muito feliz com a escolha que o povo de Mato Grosso do Sul faz com seus representantes”, afirmou.
Riedel, por sua vez, relacionou a disputa estadual à defesa de uma mudança no comando do país. “Que a gente esteja unido por uma mudança que o Brasil precisa, acima de tudo. É hora de mudar o nosso Brasil. Renovar a nossa fé, a nossa união e mostrar a nossa força. Defender a nossa pátria, as nossas famílias e fazer valer a nossa liberdade. Vamos juntos!”, afirmou.
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