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O futebol feminino já é o presente. E as marcas que entenderem isso sairão na frente


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04/09/2026 06h00

O futebol feminino já é o presente. E as marcas que entenderem isso sairão na frente

Caroline Baptista


*Por Rodrigo Cerveira

Tem uma coisa que ainda me intriga: quando alguém fala que “o futebol feminino é o futuro do esporte”. Futuro? O futebol feminino já é o presente. Ele está acontecendo agora, enquanto ainda existe uma parcela do mercado debatendo se a modalidade tem potencial ou se é apenas uma tendência passageira.

Quem ainda não percebeu que o futebol feminino é uma das maiores oportunidades de negócio do esporte para os próximos anos talvez esteja olhando para o movimento pelo ângulo errado. Não se trata apenas de acompanhar uma agenda de diversidade ou seguir uma tendência. Trata-se de enxergar um mercado em crescimento, com audiência, engajamento e potencial de retorno para marcas.

Os números mostram esse avanço. Na Europa, partidas decisivas do futebol feminino já alcançam milhões de espectadores. Em algumas ligas, os investimentos em patrocínio também vêm crescendo de forma consistente, acompanhando uma transformação no comportamento do torcedor e no interesse comercial pela modalidade.

No Brasil, a oportunidade é ainda maior. O interesse pelo futebol feminino cresceu significativamente nos últimos anos, impulsionado pela maior exposição das atletas, pelo fortalecimento das competições e pela aproximação com novos públicos. As buscas online aumentaram, a presença nos estádios cresceu e as mulheres passaram a ocupar um espaço cada vez mais relevante na audiência.

Existe, porém, uma contradição nesse cenário: enquanto o público avança, muitas marcas ainda trabalham o futebol feminino com estratégias genéricas, sem explorar todo o potencial de conexão, relacionamento e construção de comunidade que a modalidade oferece.

A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, deve acelerar ainda mais esse movimento. As projeções apontam um impacto econômico de R$ 8,8 bilhões, com geração de empregos, movimentação do turismo e novas oportunidades para empresas, patrocinadores e toda a cadeia esportiva.

Ainda assim, algumas marcas continuam esperando o “momento certo” para entrar no futebol feminino. Mas a verdade é que esse momento já começou. Quem construir presença agora terá a oportunidade de participar do crescimento da modalidade, criar vínculos mais fortes com o público e ocupar um espaço que tende a ficar cada vez mais disputado.

O futebol feminino não precisa ser tratado como uma iniciativa de apoio ou de caridade. Ele precisa ser reconhecido pelo que já é: um negócio real, com audiência, potencial de crescimento e capacidade de gerar resultados para marcas que souberem investir de forma estratégica.

A boa notícia é que o futebol feminino continuará crescendo. As torcedoras estão nos estádios, nas redes sociais, consumindo conteúdo e fortalecendo a modalidade. O mercado está se formando. A oportunidade está diante de todos.

A pergunta agora é: quais marcas estarão presentes nessa próxima fase?

*Rodrigo Cerveira é sócio e CMO da Vórtx e co-fundador do Strategy Studio. Com 30 anos de experiência em estratégia, liderança e desenvolvimento de negócios globais e locais, é especializado em construção de marca e estratégia criativa. É formado em Publicidade e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero, com Extensão em Gestão pelo INSEAD (Instituto Europeu de Administração de Negócios).

 



 




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