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Déficit de 2,5 GW na irrigação: como o Agro usa energia solar e baterias para blindar custos


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27/08/2026 04h50

Déficit de 2,5 GW na irrigação: como o Agro usa energia solar e baterias para blindar custos

assessoria


Filipe Cardoso, CEO da EletroBidu

Eletrificação das operações e déficit de capacidade impulsionam a busca por soluções para aumentar a eficiência no campo

Com um déficit de 2,5 GW já instalado na agricultura irrigada — volume que pode saltar para 4,2 GW até 2034 segundo a ABSAE —, o agronegócio brasileiro vive uma corrida contra o tempo. O impacto é direto no bolso: são mais de R$ 2,1 bilhões gastos anualmente apenas em eletricidade para irrigação. Diante dessa pressão sobre a produtividade, a geração solar aliada ao armazenamento em baterias deixou de ser um diferencial sustentável para se tornar a resposta estratégica definitiva para a previsibilidade de custos no campo.

Para Filipe Cardoso, CEO da EletroBidu, referência nacional em soluções de energia solar, o setor atravessa um amadurecimento na forma como encara o insumo energético. “Estamos presenciando a transição da energia como um custo operacional inevitável para a energia como gestão de risco. Em um agronegócio hiper-conectado e automatizado, garantir a própria fonte de energia e sua estabilidade é a única forma de blindar a operação contra a volatilidade das tarifas e a precariedade da rede em áreas remotas”, pontua.

A geração própria de energia solar pode ajudar a reduzir despesas em atividades como irrigação, ordenha, climatização de granjas, refrigeração e outras operações de consumo contínuo ou elevado. Além da redução da conta de luz, o sistema pode contribuir para substituir parte de uma despesa sujeita a reajustes tarifários por um investimento com custo mais previsível ao longo do tempo.

Sobrecarga também afeta cenário estadual

A pressão por eletricidade também aparece em São Paulo. Estudo da Unesp e do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), com base em dados da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), mostra que o consumo de eletricidade do setor agropecuário paulista passou de 2.880 GWh em 2012 para 3.799 GWh em 2021, alta de cerca de 32%. O levantamento aponta ainda que, entre 2017 e 2022, a eletricidade se tornou a principal fonte de energia utilizada pelo setor no estado, superando o óleo diesel.

Neste cenário, a EletroBidu surge como um parceiro do agronegócio brasileiro. Com mais de 30 anos de experiência, um exemplo é o projeto desenvolvido para o Sítio Novo Mundo, em Ibiúna (SP), que conta com 511 módulos fotovoltaicos e geração média de 28 mil kWh por mês. Segundo a empresa, a instalação proporciona uma economia anual estimada em R$ 336 mil.

O acesso a linhas de crédito rural também pode facilitar a adoção dessas tecnologias. O Plano Safra 2026/2027, por exemplo, prevê instrumentos de financiamento para sistemas de geração e armazenamento de energia renovável, reforçando o papel da infraestrutura energética na redução de custos e no aumento da segurança das propriedades rurais.

Baterias ampliam possibilidades

Além da geração solar, os sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS, na sigla em inglês) começam a ampliar as alternativas de gestão energética no campo. Segundo a consultoria Greener, o custo de um sistema de 500 kW/1.000 kWh caiu 53% entre 2020 e 2025, favorecendo novas aplicações da tecnologia.

No agronegócio, as baterias podem funcionar como fonte de energia de reserva para atividades críticas, como câmaras frias, incubadoras e sistemas de ordenha, além de armazenar excedentes da geração solar para utilização posterior. Dependendo do perfil da propriedade, também podem contribuir para reduzir a necessidade de acionamento de geradores a diesel e aumentar a flexibilidade do consumo.

“Para o produtor, a bateria agrega uma camada adicional de segurança e gestão. Ela permite armazenar energia quando há disponibilidade e utilizá-la no momento mais adequado para a operação. Com a queda dos custos da tecnologia, essas aplicações começam a fazer mais sentido econômico, especialmente em atividades nas quais uma interrupção de energia pode gerar perdas relevantes”, afirma Filipe Cardoso.

A combinação entre geração solar e armazenamento acompanha uma transformação mais ampla na forma como o agronegócio trata a energia. Mais do que uma despesa operacional, a eletricidade passa a ser considerada um elemento estratégico para a continuidade das atividades, a expansão da produção e a competitividade.

“O armazenamento ganha espaço no agronegócio em um momento de convergência entre necessidade e oportunidade. De um lado, cresce a demanda por energia para irrigação e eletrificação das operações; de outro, a rápida redução dos custos das baterias torna essa solução cada vez mais acessível. O resultado é uma tecnologia que aumenta a competitividade do produtor e fortalece a segurança energética no campo”, afirma Fabio Lima, diretor-executivo da ABSAE.

A tendência é que a gestão da energia ganhe cada vez mais espaço nas decisões estratégicas do agronegócio, acompanhando a eletrificação das atividades e a necessidade de produzir mais com eficiência, segurança e previsibilidade de custos.


 

Sobre a EletroBidu

A EletroBidu é uma empresa brasileira de soluções energéticas especializada em energia solar, armazenamento de energia (BESS) e infraestrutura para mobilidade elétrica. Com mais de 30 anos de atuação, já executou projetos em mais de 400 cidades brasileiras, atendendo mais de 30 mil clientes nos segmentos residencial, comercial, industrial e do agronegócio.

Com mais de 500 colaboradores e 10 escritórios distribuídos por Minas Gerais, Paraná e São Paulo, a empresa oferece também soluções em mercado livre de energia e operação e manutenção de usinas. É Integrador WEG 5 Estrelas desde 2018.

Saiba mais em: https://www.eletrobidu.com.br/

LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/eletrobidu-energia-solar/

 






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