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Centro-Oeste se destaca no avanço da adoção de criptomoedas no Brasil


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  • mell280

18/08/2026 06h49

Centro-Oeste se destaca no avanço da adoção de criptomoedas no Brasil

assessoria


  • Adoção é impulsionada principalmente pelo agronegócio
  • Aumento de impostos é a principal preocupação, citado por 37% dos entrevistados do Centro-Oeste
  • Região também lidera o temor de um novo confisco do dinheiro guardado, mencionado por 29,3%

 

O 2º Pesquisa Nacional de Criptomoedas de 2026,  realizado pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha e patrocínio da Coinbase ABCripto e Hashdex, revela que 17,2% da população brasileira — quase 29 milhões de pessoas — possui ou já possuiu ativos digitais. “A intenção dessa pesquisa é colocar o Brasil no mapa global das criptomoedas, pois esta é uma das tecnologias definidoras da nossa era, e a gente não pode ficar para trás”, explica Felipe Sant Ana, co-fundador da Paradigma Education.

Realizada em maio de 2026 com 2.004 entrevistados em 137 municípios, a pesquisa mostra que o mercado amadureceu de forma significativa no último ano. Para se ter uma ideia, o conhecimento sobre criptomoedas subiu 10.1 pontos percentuais em relação a 2025, alcançado dois em cada três brasileiros (66,4%). O maior crescimento de conhecimento sobre cripto nos últimos 15 meses, por escolaridade, foi entre quem só tem o Ensino Fundamental. Entre aqueles que conhecem o tema, mas nunca investiram, a principal barreira continua sendo a complexidade do uso da tecnologia (77%) e a  falta de informação (42%).  

O levantamento também mostra uma mudança importante na percepção sobre os ativos digitais. As criptomoedas deixam de ser vistas apenas como instrumentos de investimento ou especulação e passam a ser cada vez mais associadas à sua utilidade na economia real, tendência reforçada pelo maior crescimento da adoção na região Centro-Oeste, impulsionado principalmente pelo agronegócio. A pesquisa também identificou uma redução da percepção de risco em relação ao setor e uma expansão da adoção entre brasileiros de menor renda. 

Para Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas, os resultados demonstram que o Brasil está a entrar numa nova fase de maturidade no mercado de ativos digitais. “O aumento da sensibilização para as criptomoedas e a expansão da adoção mostram que o mercado brasileiro está amadurecendo. O futuro das finanças está sendo construído através de pagamentos com stablecoins e da tokenização do sistema financeiro. Existe um enorme potencial para mais crescimento e adoção no Brasil. Em breve, cada vez mais brasileiros irão utilizar a tecnologia blockchain no dia-a-dia”.

Segundo o CIO da Hahsdex, Samir Kerbage, as apurações da pesquisa reforçam que o setor está deixando de ser nichado e está virando uma realidade no dia a dia do Brasileiro. “O aumento do conhecimento sobre criptoativos, a expansão da adoção entre diferentes perfis de renda e o avanço das aplicações no dia a dia mostram que o setor está deixando de ser um nicho para se consolidar como parte da realidade financeira dos brasileiros. À medida que educação, infraestrutura e integração com o sistema financeiro evoluem, o potencial de crescimento do mercado tende a ser ainda maior”.

Bancarização e Estratégias de investimento

A integração entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema cripto tem impulsionado a adoção. Entre os investidores, numa pergunta de múltipla escolha,  a principal porta de entrada para criptomoedas passou a ser o aplicativo do banco (83%), seguido de carteira própria (26%); 20% compram ativos diretamente em exchanges ou corretoras especializadas. O levantamento também aponta mudanças no comportamento financeiro dos brasileiros: a poupança perde atratividade como investimento de longo prazo e, entre os que conhecem criptomoedas, 43% acreditam que ações na bolsa oferecem maior potencial de retorno, seguidas pela poupança (30%) e pelas criptomoedas (24%).

A pesquisa também indica forte potencial de expansão do mercado: três em cada dez brasileiros familiarizados com criptomoedas pretendem investir nos próximos dois anos, percentual que sobe para 63% entre aqueles que já possuem ativos digitais.

Economia e Eleições

A inflação segue como a principal preocupação econômica dos brasileiros, principalmente na região Sudeste (43.1%). O Centro-Oeste lidera o medo de aumento de impostos (37%) e de um novo confisco do dinheiro guardado (29,3%).

A pesquisa destaca ainda que a regulação dos ativos digitais começa a influenciar o cenário político: 65,8% dos eleitores consideram importante votar em candidatos comprometidos com a proteção dos direitos dos usuários de criptomoedas.

Para Julia Rosin, diretora-presidente da ABCripto, “é natural que, conforme o usuário passa a confiar mais na tecnologia e a adotar os criptoativos no dia a dia, ele passe a exigir representatividade. O investidor não quer apenas usar cripto; ele quer ver suas escolhas respeitadas e pautadas no debate político, cobrando compromisso de candidatos que entendam e defendam quem já faz parte dessa nova economia.”

 

 





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