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Rastreamento de celulares levou polícia até sequestradores de recém-nascida


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  • mell280

09/08/2026 11h00

Rastreamento de celulares levou polícia até sequestradores de recém-nascida

Ayla foi sequestrada aos 28 dias de vida e, desde quinta-feira, era procurada pela família em Campo Grande

Por Ana Paula Chuva e Helio de Freitas, de Dourados


 O rastreamento de sinais telefônicos foi o ponto de partida para a polícia chegar aos dois brasileiros presos com a bebê sequestrada aos 28 dias de vida e resgatada na madrugada deste domingo (9) em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A investigação acompanhou o deslocamento dos envolvidos de Campo Grande até Ponta Porã e, depois, identificou a passagem deles pela fronteira.

 
 
Segundo o relatório da investigação, o trabalho de rastreamento realizado por investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul permitiu acompanhar os sinais dos suspeitos até a cidade distante 313 quilômetros de Campo Grande. A partir daí, a equipe identificou que eles haviam seguido para o território paraguaio.
 
Com a informação em mãos, o caso passou a contar com a cooperação das forças de segurança dos dois países, por meio do Comando Bipartido. O cruzamento dos dados permitiu avançar no rastreamento e localizar o imóvel em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde a recém-nascida estava.
 
De acordo com o documento, os investigadores brasileiros solicitaram apoio ao Ministério Público do Paraguai para dar continuidade à análise dos sinais e informações telemáticas. O trabalho conseguiu apontar com precisão o endereço onde a criança era mantida.
 
 
Também houve apoio técnico do Departamento Antissequestro de Pessoas na obtenção de informações telemáticas complementares. Com o endereço identificado, equipes da Divisão Regional da Direção-Geral de Investigação Criminal e da Fiscalía paraguaia realizaram um mandado de busca por volta de 1h15 deste domingo.
 
No local, os policiais encontraram a bebê Ayla Emanuelly Pereira de Souza junto com Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa, ambos brasileiros que foram presos em flagrante.
 
Durante a operação, também foram apreendidos celulares, que serão submetidos a perícia para análise de chamadas e geolocalização, além de documentos e um veículo Lifan, modelo LF7132L, que teria sido utilizado no transporte da criança pela fronteira.
 
 
A recém-nascida foi encaminhada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero para avaliação médica. O relatório informa que ela não possuía registro civil, certidão de nascimento ou CPF no momento do resgate.
 
Rastreamento de celulares levou polícia até sequestradores de recém-nascida
Caso Ayla
 
Ayla estava sendo procurada desde quinta-feira, quando foi vista pela última vez pela família. A ocorrência sobre o desaparecimento foi registrada na manhã de sexta-feira (7).  Desde o início das investigações, familiares foram ouvidos na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) e equipes policiais realizaram diligências a partir das informações apresentadas durante os depoimentos.
 
Rastreamento de celulares levou polícia até sequestradores de recém-nascida
Polícia paraguaia na casa com a bebê Ayala, sequestrada na Capital (Foto: Divulgação)
 
Diferentes versões sobre as circunstâncias do desaparecimento surgiram ao longo da apuração, mas a Polícia Civil ainda não divulgou uma reconstrução completa da dinâmica do caso.
 
Segundo relato dado anteriormente pela mãe de Ayla, uma adolescente de 17 anos, ela teria sido atraída até uma casa após receber uma proposta de R$ 100 para cuidar de outro bebê. A jovem afirmou que foi ao endereço acompanhada da irmã, de 12 anos, e levou Ayla.
 
Conforme a versão apresentada pela adolescente, ela e a irmã teriam sido rendidas no imóvel e mantidas contra a vontade. A mãe afirmou ainda que, durante o período em que esteve no local, percebeu que o objetivo dos envolvidos seria ficar com sua filha.
 
 
A recém-nascida também passou a ser procurada por meio do Alerta Amber Brasil, sistema utilizado para ampliar a divulgação de desaparecimentos de crianças e adolescentes considerados de alto risco.
 
No sábado (8), um homem que não teve o nome divulgado foi preso pela equipe da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que presta apoio à DEPCA, responsável pela investigação do caso.
 
O homem preso é o proprietário da casa que teria sido emprestada a um conhecido para esconder a criança. A mãe e a irmã dele, que estiveram na delegacia, afirmaram que ele não tem envolvimento com o sequestro de Ayla. Segundo elas, o homem conhece o suspeito, mas não sabia para qual finalidade o imóvel seria utilizado.
 
 
 
Alerta emitido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (Foto: Clara Farias)
 
 
 




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