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Mercado de escritórios do Rio de Janeiro reforça trajetória de recuperação no segundo trimestre de 2026


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  • mell280

22/07/2026 12h18

Mercado de escritórios do Rio de Janeiro reforça trajetória de recuperação no segundo trimestre de 2026

Fábio Borges


Estudo da Cushman & Wakefield aponta absorção líquida positiva de 15.186 m², nova redução da vacância para 24,44% e estabilidade dos preços pedidos

 

 

 

O mercado de escritórios de alto padrão do Rio de Janeiro manteve o movimento de recuperação observado desde 2025. De acordo com o estudo MarketBeat Office T2 2026, da Cushman & Wakefield, a absorção líquida atingiu 15.186 m² no segundo trimestre, superando o resultado do trimestre anterior e reforçando a retomada gradual da ocupação. O período também foi marcado por nova redução da taxa de vacância, que encerrou junho em 24,44%, e pela estabilidade do preço médio pedido, de R$ 79,11/m²/mês.

"O segundo trimestre reforça que a recuperação do mercado de escritórios do Rio de Janeiro continua acontecendo de forma gradual, mas consistente. O Centro vem concentrando esse movimento ao reunir oferta qualificada, preços competitivos e maior liquidez, enquanto a redução contínua da vacância mostra que o mercado segue absorvendo o estoque disponível. Ao mesmo tempo, a estabilidade dos preços demonstra um ambiente mais equilibrado, sustentado principalmente pela demanda dos setores de tecnologia e financeiro”, destaca Dennys Andrade, Head de Market Research & Business Intelligence da Cushman & Wakefield

Centro lidera recuperação do mercado

O Centro concentrou praticamente toda a atividade do trimestre e registrou absorção líquida de 17.572 m², consolidando sua posição como principal polo de liquidez do mercado corporativo carioca. Segundo a Cushman & Wakefield, o desempenho reflete a combinação entre preços competitivos, ampla oferta de espaços e o crescente interesse por edifícios de maior qualidade na região central. Enquanto isso, o Porto registrou absorção líquida negativa, influenciado por devoluções pontuais, e as demais regiões permaneceram praticamente estáveis.

Vacância continua em queda e reforça melhora dos fundamentos

A taxa de vacância recuou para 24,44%, mantendo a trajetória de queda observada desde o segundo semestre de 2025. O principal avanço ocorreu no Centro, enquanto a Orla permaneceu como a região mais restrita do mercado, com vacância de apenas 4,64%. Para a Cushman & Wakefield, o comportamento dos indicadores mostra que o mercado segue absorvendo gradualmente o estoque disponível e consolidando um processo consistente de recuperação.

Preços permanecem estáveis apesar das diferenças entre regiões

O preço médio pedido encerrou o trimestre em R$ 79,11/m²/mês, praticamente estável em relação ao início do ano. O estudo mostra que a estabilidade predominou no mercado, embora algumas regiões tenham registrado ajustes pontuais de acordo com sua dinâmica de ocupação. A Zona Sul continuou como a região mais valorizada, com preço médio de R$ 160,00/m²/mês, enquanto a Barra da Tijuca apresentou valorização ao longo do trimestre.

Tecnologia e setor financeiro continuam puxando a demanda

O volume total de áreas locadas chegou a 22.971 m², com todas as transações concentradas na região central da cidade. Os setores de tecnologia da informação e financeiro lideraram a demanda por escritórios, respondendo pela maior parte das ocupações registradas no trimestre e reforçando o protagonismo desses segmentos na recuperação do mercado corporativo do Rio de Janeiro.

Principais números do 2º trimestre de 2026

Mercado

Taxa de vacância: 24,44%

Absorção líquida: 15.186 m²

Absorção bruta: 22.971 m²

Preço médio pedido: R$ 79,11/m²/mês

Novo estoque entregue: 0 m²

Destaques do trimestre

Centro: absorção líquida de 17.572 m²

Orla: menor vacância do mercado (4,64%)

Zona Sul: maior preço pedido (R$ 160,00/m²/mês)

 


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