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Hector Fardin: "O debate deixou de ser a utilidade das stablecoins e passou a ser a velocidade de sua adoção por empresas e instituições financeiras"


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  • mell280

19/07/2026 09h00

Hector Fardin: "O debate deixou de ser a utilidade das stablecoins e passou a ser a velocidade de sua adoção por empresas e instituições financeiras"

Base Comunica


Co-founder & Chief Compliance Officer da Avenia análisa o cenário das stablecoins neste segundo semestre

 

 

 

Análise de Hector Fardin, Co-founder & Chief Compliance Officer da Avenia, emissora do BRLA:

“Entramos em uma nova fase das stablecoins. Hoje, um argentino que usa a Belo, cliente da nossa infraestrutura, consegue pagar via Pix no Brasil sem precisar ter CPF ou conta bancária local. Da mesma forma, um brasileiro pode quitar uma fatura de cartão emitido no exterior usando apenas um Pix. Em ambos os casos, por trás de uma experiência simples para o usuário, há uma infraestrutura baseada em stablecoins fazendo a liquidação internacional em segundos.

Para o segundo semestre de 2026, a tendência é que esse tipo de aplicação deixe de ser exceção e avance principalmente em pagamentos internacionais, remessas, tesouraria corporativa e integração entre sistemas financeiros.

O crescimento do mercado, combinado com o avanço regulatório em diferentes países, cria as condições para uma nova etapa de adoção. A discussão deixa de ser se stablecoins terão utilidade prática (elas já têm) e passa a ser com que velocidade empresas e instituições financeiras vão incorporá-las às suas operações.

A regulação será um dos principais catalisadores desse movimento. Mercados com regras claras, exigência de reservas, auditoria e supervisão criam a previsibilidade necessária para que investidores institucionais e grandes empresas participem dessa próxima fase.

O mercado global de stablecoins atingiu aproximadamente US$ 317 bilhões em 2026 e no Brasil, os dados da Receita Federal indicam que as stablecoins já representam a maior parte do volume declarado em criptoativos.

Na primeira parte de 2026, vimos um avanço importante nesse sentido, com diferentes mercados estabelecendo normas para emissores e prestadores de serviços relacionados a stablecoins. Esse movimento traz requisitos de transparência, reservas, auditoria e supervisão.

O segundo semestre deve marcar justamente essa transição: de uma tecnologia conhecida principalmente pelo mercado cripto para uma infraestrutura financeira cada vez mais integrada ao sistema tradicional."


 

 




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