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Mato Grosso do Sul se consolida como referência nacional em desenvolvimento sustentável, afirma Artur Falcette


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10/07/2026 00h12 - Atualizado em 10/07/2026 00h17

Mato Grosso do Sul se consolida como referência nacional em desenvolvimento sustentável, afirma Artur Falcette

Hosana de Lourdes


Mato Grosso do Sul se consolida como referência nacional em desenvolvimento sustentável, afirma Artur Henrique Leite Falcette
O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Henrique Leite Falcette, destacou que Mato Grosso do Sul vive um momento de transformação econômica e social, tornando-se referência para o Brasil em desenvolvimento sustentável, geração de renda e transição energética. A palestra foi realizada durante a 6ª edição do Conexão para Transformar, em Maracaju.
 
Ao abordar o tema “Oportunidades e Transformações da Rota Bioceânica para Maracaju e Mato Grosso do Sul: integração, competitividade e desenvolvimento”, Falcette afirmou que, apesar dos gargalos estruturais que ainda comprometem a competitividade do Brasil, Mato Grosso do Sul demonstra que é possível construir um modelo de crescimento baseado em planejamento, inovação e sustentabilidade.
 
“O Brasil enfrenta desafios estruturais importantes, mas Mato Grosso do Sul, ao lado de alguns outros estados, mostra que existe um modelo de desenvolvimento que pode servir de referência para o País”, afirmou.
 
Entre os indicadores apresentados, o secretário destacou que Mato Grosso do Sul é atualmente o terceiro estado brasileiro com a menor taxa de pobreza extrema, além de estar entre os que mais elevaram a renda média da população nos últimos anos. Segundo ele, esse avanço fortalece o consumo interno e prepara o Estado para enfrentar os desafios impostos pela reforma tributária.
 
“O aumento da renda da população é fundamental. Quanto maior o poder de compra dos sul-mato-grossenses, maior será nossa capacidade de manter o crescimento econômico e reduzir os impactos das mudanças no sistema tributário”, explicou.
 
Outro ponto enfatizado foi a posição estratégica de Mato Grosso do Sul diante das principais demandas globais. Para Falcette, as grandes disputas geopolíticas da atualidade giram em torno de dois temas centrais: produção de alimentos e energia.
 
“Nós somos um dos maiores produtores de alimentos do Brasil e também um estado que avançou de forma consistente na transição energética”, destacou.
 
Segundo o secretário, 94% da matriz de energia elétrica de Mato Grosso do Sul já é composta por fontes renováveis, colocando o Estado entre os mais avançados do país no processo de descarbonização da produção.
 
Durante a apresentação, Falcette também mostrou a evolução da matriz produtiva estadual. Nos últimos 15 anos, Mato Grosso do Sul recuperou mais de 5 milhões de hectares de pastagens degradadas, incorporando essas áreas à agricultura, à produção de bioenergia e a novas atividades econômicas.
 
A mudança permitiu ao Estado diversificar sua economia. Antes fortemente dependente da pecuária e da soja, Mato Grosso do Sul ampliou sua participação na produção de milho, cana-de-açúcar, etanol, bioenergia, carne suína e carne de frango, fortalecendo sua competitividade e reduzindo a dependência de poucas cadeias produtivas.
 
Para o secretário, esse conjunto de ações coloca Mato Grosso do Sul em posição privilegiada para aproveitar as oportunidades abertas pela Rota Bioceânica, ampliando mercados, atraindo investimentos e consolidando o Estado como um dos principais polos de desenvolvimento econômico sustentável do Brasil.
 
 
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