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27/06/2026 14h16
Morto pelo Choque era investigado por execução de mulher
Conhecido como “Blindado”, João Vitor tinha mandado de prisão e era apurado por outro ataque na cidade
Por Bruna Marques
Morto durante confronto com policiais do Batalhão de Choque, João Vitor de Souza Rolon, conhecido como “Blindado”, de 20 anos, era apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho e investigado como autor do homicídio de Kátia Lima Chimenes, de 36 anos, executada com um tiro na cabeça na noite do dia 20, em Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande. Contra ele havia mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio.
Executada dentro de casa, mulher era acusada de vender drogas com o filho
Kátia foi assassinada na casa onde morava, na Vila Juquita. Segundo a polícia, o crime teria sido praticado por João Vitor e outro homem, que invadiram o imóvel pelos fundos. A motivação ainda é desconhecida e segue sendo investigada.
De acordo com o boletim de ocorrência, a PM (Polícia Militar) foi acionada após denúncias de disparos de arma de fogo. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram familiares da vítima e iniciaram os primeiros levantamentos sobre o caso.
O filho de Kátia, menor de idade, estava na residência no momento do crime. Ele contou que dois homens usando roupas escuras e capacetes se aproximaram da casa por uma área nos fundos do terreno, próxima à antiga estação ferroviária. Segundo o relato, um dos suspeitos entrou no imóvel pela janela da cozinha, enquanto o outro permaneceu do lado de fora.
Kátia estava na sala quando foi atingida pelo disparo. O companheiro dela também estava na residência e relatou à polícia que ouviu o tiro enquanto estava em um dos quartos. Ao sair para verificar o que havia acontecido, encontrou a mulher caída no chão.

Foto de Kátia Lima Chimenes circulou em grupos da cidade; A imagem contém inscrições atribuídas à facção criminosa Comando Vermelho (Foto: Direto das Ruas)
Ainda conforme o depoimento, um dos invasores apontou a arma em sua direção, mandou que ele abaixasse a cabeça e tentou efetuar um disparo. O homem afirmou ter ouvido o acionamento do gatilho, mas a arma teria falhado. Em seguida, o suspeito fugiu pela mesma janela usada para entrar na residência. A informação faz parte do relato prestado à polícia e será apurada durante a investigação.
Além do homicídio de Kátia, João Vitor também era investigado como executor de uma tentativa de homicídio registrada na última terça-feira, também em Maracaju. O ataque ocorreu por volta das 12h30, na Rua João Ferreira de Souza, no Loteamento Fortaleza I.
Na ocasião, um rapaz de 26 anos tentava dar partida em um veículo em frente à residência onde mora quando dois homens passaram em uma motocicleta e atiraram contra ele. Segundo relato da companheira da vítima, o jovem correu para dentro de casa após os disparos. Ele foi atingido no pescoço e no braço esquerdo, socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao hospital.
Os dois crimes investigados ocorreram em Maracaju e fazem parte de apurações conduzidas pela Polícia Civil.

Viaturas do Batalhão de Choque permanecem em frente ao imóvel onde ocorreu confronto (Foto: Rio Brilhante em Tempo Real)
Confronto – João Vitor foi baleado em frente à casa onde morava, na Rua Dr. Boaventura, no Bairro Manoel das Neves. Ele foi socorrido ao pronto-socorro do Hospital e Maternidade Associação Beneficente de Rio Brilhante, mas não resistiu.
João Vitor deu entrada na unidade de saúde às 10h30, pouco tempo depois de ser baleado. Enquanto uma equipe conduziu o homem para atendimento médico, outros policiais permaneceram no endereço onde ocorreu o confronto.
Conforme apurado pela reportagem, os policiais receberam uma denúncia anônima de que João Vitor havia acabado de receber um revólver calibre .38 em sua residência.
Diante da informação, a equipe se deslocou até o endereço informado, onde viu o jovem no portão da casa. Foi dada voz de abordagem, momento em que, segundo a versão policial, ele sacou uma arma de fogo e a apontou na direção da equipe.
Diante da situação, o comandante da equipe efetuou três disparos com o objetivo de cessar a ameaça. Após a ação, foi solicitado apoio da equipe policial de Rio Brilhante para preservar o local dos fatos.
Na sequência, a equipe do Batalhão de Choque levou João Vitor ao hospital para atendimento médico.
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