02/06/2026 06h25
Maracaju se destaca como referência no combate à violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul
O Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, lembrado em 1º de junho, reforça a importância da conscientização e do fortalecimento das ações de proteção às mulheres em Mato Grosso do Sul. Em Maracaju, a data também evidencia um trabalho que vem se consolidando como referência para outros municípios do Estado.
Em frente ao Paço Municipal, 13 girassóis foram instalados em homenagem às 13 mulheres vítimas de feminicídio registradas em Mato Grosso do Sul em 2026. O ato simbólico serviu para lembrar vidas interrompidas pela violência e chamar a atenção para a necessidade permanente de prevenção e enfrentamento desse crime.
Durante a mobilização, a primeira-dama Meire Calderan destacou a importância de fortalecer as políticas públicas voltadas às mulheres e de ampliar a conscientização da sociedade sobre o enfrentamento à violência.
Um dos principais destaques é a atuação da Coordenadoria Municipal da Mulher, coordenada por Jamaica do Carmo. O trabalho desenvolvido em Maracaju tem despertado o interesse de gestores de diversas cidades sul-mato-grossenses, que visitam o município para conhecer de perto a estrutura da rede de atendimento, os projetos desenvolvidos e as estratégias adotadas para acolhimento e proteção das vítimas. Recentemente Germino Roz prefeito de Batayporã veio com sua equipe conhecer a rede de apoio e o trabalho realizado em Maracaju.
A atuação integrada entre a Coordenadoria da Mulher, Polícia Civil, Polícia Militar, Poder Judiciário, Ministério Público e demais instituições tem fortalecido o enfrentamento à violência doméstica e ampliado o acesso das mulheres aos serviços de proteção e orientação.
Segundo a coordenadora Jamaica do Carmo, o combate ao feminicídio exige compromisso permanente, ação firme e responsabilidade coletiva. "Cada mulher que perde a vida para a violência representa uma falha que não podemos aceitar. Em Maracaju, trabalhamos diariamente para garantir acolhimento, proteção e oportunidades para que as mulheres rompam o ciclo da violência. Não podemos nos calar diante dessa realidade. É preciso denunciar, apoiar as vítimas e fortalecer cada vez mais a rede de proteção para salvar vidas", enfatizou.
Mais do que uma data de reflexão, o 1º de junho reforça a necessidade de manter ações permanentes de conscientização, prevenção e acolhimento. Em Maracaju, o reconhecimento estadual da rede de proteção demonstra que o trabalho conjunto pode servir de exemplo e contribuir para a redução dos índices de violência contra a mulher em todo Mato Grosso do Sul.
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