29/05/2026 13h50
ITCMD progressivo faz famílias anteciparem sucessão e imóveis de luxo viram opção de proteção patrimonial
Com a progressividade obrigatória do imposto sobre heranças e doações, famílias de alta renda aceleram estratégias de sucessão patrimonial para garantir maior previsibilidade de custos. Especialista explica que o mercado imobiliário de luxo virou alternativa para preservar patrimônio, organizar herdeiros e reduzir conflitos futuros, através da formação de holdings familiares.
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Maio, 2026 – A mudança nas regras do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), cobrado sobre heranças e doações, que começou a valer neste ano, já tem alterado a forma como famílias de alta renda organizam a sucessão patrimonial. Com a reforma tributária, a progressividade do tributo passa a ser obrigatória, o que significa que patrimônios maiores tendem a pagar alíquotas mais altas, respeitado o teto atual de 8% definido pelo Senado. Enquanto os estados ainda discutem a adaptação de suas legislações à nova regra de progressividade, famílias com patrimônio elevado se antecipam ao possível aumento do custo sucessório e avaliam estratégias para a transmissão patrimonial ainda em vida.
No mercado imobiliário de luxo, uma das alternativas usadas nesse planejamento é a holding patrimonial, empresa criada para concentrar bens da família e organizar a administração dos ativos. Nesse modelo, a sucessão pode ocorrer por meio da transferência de quotas aos herdeiros, com regras definidas ainda em vida, em vez da divisão direta dos imóveis em um processo de inventário.
“A holding não elimina imposto, mas permite planejamento e previsibilidade. O que mudou é que o custo da sucessão ficou mais relevante para famílias com patrimônio elevado. Quando o ITCMD passa a ser progressivo, antecipar a organização dos bens deixa de ser uma decisão apenas jurídica e passa a ser uma estratégia de preservação patrimonial”, afirma Bruno Cassola, especialista em mercado imobiliário de luxo.
Um dos estados que aparece nesse movimento pela liquidez e pela valorização do mercado residencial de alto padrão é Santa Catarina. No litoral norte, Balneário Camboriú manteve em abril o metro quadrado mais caro do Brasil, a R$ 15.185, seguida por Itapema, com R$ 15.179, segundo dados do FipeZap. Itajaí também aparece entre os cinco maiores valores do país, com R$ 13.166 por metro quadrado. A concentração de cidades catarinenses no topo do ranking reforça o uso do imóvel como ativo de preservação patrimonial, especialmente entre famílias que buscam segurança, valorização consistente e possibilidade de transmissão organizada.
Segundo Cassola, imóveis de luxo nessas cidades passaram a ser analisados não apenas como moradia ou investimento, mas também como parte de uma estratégia sucessória. “O comprador de alto padrão olha para liquidez, localização e capacidade de valorização ao longo do tempo. Quando esse imóvel entra em uma estrutura patrimonial bem feita, a família consegue definir regras de uso, venda, administração e sucessão. Isso evita que, no futuro, os herdeiros precisem discutir a divisão de um imóvel de alto valor em meio a um inventário”, explica.
A tendência é que o planejamento sucessório ganhe ainda mais espaço à medida que os Estados adaptem suas legislações à nova regra de progressividade. Conforme o especialista, isso também deve ampliar a demanda por ativos de maior valor. “Grandes fortunas não olham apenas o preço de compra. Elas avaliam o que aquele ativo representa em proteção patrimonial, sucessão familiar e preservação de capital. O imóvel de luxo no litoral de Santa Catarina ganhou esse papel porque combina valorização, escassez de localização e demanda constante”, afirma Cassola.
Corretor premiado e especialista em investimentos de alto padrão, Bruno Cassola é referência nacional, oferece consultoria personalizada e análises sobre o mercado imobiliário de Balneário Camboriú e da Praia Brava de Itajaí, no litoral catarinense. Mais informações em: https://www.brunocassola.com.br/.




