28/05/2026 06h30
Esclerose múltipla: diagnóstico precoce ajuda a reduzir avanço da doença
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No Dia Mundial da Esclerose Múltipla (30/5) especialista alerta para a importância de iniciar o tratamento o quanto antes
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 40 mil brasileiros convivem com esclerose múltipla, doença autoimune que afeta o sistema nervoso central e atinge principalmente o cérebro e a medula espinhal. A condição acontece quando o sistema imunológico passa a atacar a mielina, estrutura responsável por proteger os nervos e garantir a transmissão adequada dos impulsos nervosos. Apesar de ainda não existir cura, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado ajudam a controlar a progressão da doença e a reduzir o risco de sequelas mais graves.
De acordo com a radiologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Nathália Hatano, os sintomas são diversos e podem variar de acordo com a região do sistema nervoso afetada. Entre os sinais mais comuns estão visão embaçada, perda de força muscular, formigamento, dificuldades de equilíbrio, fadiga intensa, tontura e alterações na coordenação motora. “Em alguns casos, os sintomas iniciais podem ser vagos e transitórios, o que pode atrasar a procura por atendimento médico”, alerta.
Segundo a especialista, o grande desafio para o diagnóstico precoce é justamente essa variabilidade. Além disso, esses sintomas podem ser facilmente confundidos com outras condições tanto neurológicas quanto não neurológicas, como estresse, ansiedade, deficiências nutricionais ou doenças reumatológicas. “Muitos pacientes chegam a consultar diferentes especialistas (oftalmologistas, ortopedistas, clínicos gerais) por anos antes de chegarem ao neurologista e ao diagnóstico correto”, ressalta.
Quando esses sinais surgem de forma persistente ou recorrente, a recomendação é buscar avaliação médica o quanto antes. Isso porque a esclerose múltipla pode evoluir progressivamente quando não é identificada e tratada precocemente. “O acompanhamento desde as fases iniciais ajuda a reduzir crises inflamatórias, controlar sintomas e preservar a qualidade de vida dos pacientes”, explica a médica.
Exames de imagem
Os exames de imagem têm papel central no diagnóstico da doença, principalmente a ressonância magnética. Segundo Nathália, ela permite identificar lesões no cérebro e na medula espinhal causadas pelo processo inflamatório característico da esclerose múltipla. Além de auxiliar na confirmação do diagnóstico, a ressonância também é importante para acompanhar a evolução da doença e avaliar a resposta ao tratamento ao longo do tempo.
Em alguns casos, o médico pode solicitar exames com contraste para observar com mais precisão áreas de inflamação ativa. Outras avaliações complementares também podem ser indicadas para descartar doenças com sintomas semelhantes e garantir um diagnóstico mais seguro. “Quanto antes a doença é identificada e o tratamento iniciado, maior é a chance de preservar as funções neurológicas do paciente e retardar a progressão da doença”, diz a radiologista.
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