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Relato de ex-funcionários ajuda a preservar a memória do Banco do Brasil em Maracaju


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25/05/2026 06h20

Relato de ex-funcionários ajuda a preservar a memória do Banco do Brasil em Maracaju

Hosana de Lourdes


Agencia 0211-9 em Maracaju

 O Tudo do MS segue resgatando a história do Banco do Brasil em Maracaju, uma instituição que fez parte do desenvolvimento econômico, agrícola e comercial do município ao longo das décadas. Depois de contarmos um pouco sobre a instalação da agência e seus primeiros passos na cidade, fomos em busca de personagens que viveram essa história de perto: ex-funcionários que ajudaram a construir a trajetória do banco no município.

 
 
 
Encontrar esses pioneiros não foi tarefa fácil. Muitos contatos se perderam com o tempo, mas tivemos a alegria de localizar e conversar com Alberto Cruz Kuendig, ex-funcionário do Banco do Brasil em Maracaju, onde trabalhou até a aposentadoria. Atualmente morando fora do município, Alberto falou com a reportagem com carinho e compartilhou memórias, curiosidades e informações importantes sobre a instituição e sua presença em Maracaju.
 
 
 
Segundo Alberto, antes da instalação física do Banco do Brasil na cidade, os moradores e comerciantes da região dependiam de atendimentos realizados por representantes bancários e inspetores que vinham de Campo Grande em períodos específicos do ano, geralmente ligados ao calendário agrícola e pecuário.
 
 
 
Em seu relato, Alberto lembra que uma importante representação bancária era feita pela firma Manoel Rasslan e Irmãos, que desempenhou papel essencial na movimentação financeira da região antes da existência de bancos locais. “Os negócios dependiam de uma agência completa, e muitas vezes as pessoas precisavam ir até municípios vizinhos para utilizar serviços bancários”, relembra.
 
 
 
Ele também destacou que, em 1924, o Banco do Brasil abriu agência física em Campo Grande, ficando responsável pelo atendimento ao Sul do então Mato Grosso, incluindo Maracaju e os Campos de Vacaria. Os chamados inspetores viajavam longas distâncias para atender fazendeiros e comerciantes, analisando propostas de financiamento, especialmente voltadas à agricultura e pecuária.
 
 
 
Outro ponto lembrado por Alberto foi a criação da CREAI (Carteira de Crédito Agrícola e Industrial), setor implantado em 1937, no governo de Getúlio Vargas, responsável por impulsionar o crédito agrícola e industrial no país.
 
 
 
As viagens, segundo ele, eram verdadeiras expedições. Os funcionários saíam de Campo Grande de trem pela antiga ferrovia NOB até estações próximas, como Mendes ou Brilhante, e dali seguiam de carro, carroça e até a cavalo para chegar às propriedades rurais de Maracaju. “Uma viagem que hoje leva poucas horas, naquela época podia durar dias”, recorda.
 
 
 
Entre os relatos históricos, Alberto também destacou famílias pioneiras que ajudaram no fortalecimento econômico local e tiveram participação no crescimento do banco no município. Conforme relembra, a agência física do Banco do Brasil em Maracaju abriu oficialmente suas portas em 1940, no prédio onde atualmente funciona a Caixa Econômica Federal.
 
 
 
Alberto ingressou no Banco do Brasil em Maracaju em 1981 e acompanhou importantes transformações na estrutura da instituição, desde mudanças nos setores internos até o avanço da tecnologia e da modernização dos serviços bancários.
 
 
 
Outro nome que contribuiu com lembranças importantes para esta reportagem foi o de Valdeci Antônio Zaniboni, que também atuou como funcionário do Banco do Brasil em Maracaju por um período, antes de deixar a agência para assumir concurso público no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).
 
 
 
Ao relembrar sua passagem pela instituição, Valdeci fez menção a vários colegas de trabalho, destacando especialmente o senhor Waldemar, um dos funcionários mais antigos da agência, que permaneceu por muitos anos no banco e hoje está aposentado.
 
 
 
“Me recordo com carinho, foi um tempo de aprendizado, que acredito de contribuição para Maracaju e região. O Banco do Brasil segue hoje com muita tecnologia e renovado, mas servindo a população”, disse Valdeci Antônio Zaniboni ao Tudo do MS.
 
 
 
Entre as curiosidades levantadas pela reportagem durante esse resgate histórico, está uma das contas mais antigas identificadas pela equipe. Conforme apurado, uma das primeiras contas abertas na agência — figurando entre as 50 primeiras contas do Banco do Brasil em Maracaju — era a de número 19, pertencente ao saudoso Antônio Carlos Corrêa de Lima, um nome lembrado com respeito e importância na história local.
 
 
 
Outro ponto que chamou atenção nos relatos colhidos junto a funcionários e ex-funcionários ouvidos pela reportagem foi a lembrança frequente de um dos gerentes mais marcantes da história da agência em Maracaju: o senhor Castilho - Vervi Araújo Araujo Castilho, citado com carinho e reconhecimento por diferentes pessoas que conviveram com ele no Banco do Brasil foi gerente por um bom tempo em Maracaju.
 
 
 
Ao longo dos depoimentos e memórias compartilhadas, ficou evidente o papel do Banco do Brasil no desenvolvimento econômico de Maracaju, especialmente em períodos em que o crédito agrícola, a pecuária e o fortalecimento do comércio local dependiam diretamente da atuação da instituição.
 
 
 
“Ficamos muito felizes em conseguir esses contatos e ouvir um pouco mais dessa história tão rica, cheia de memórias e fatos que ajudam a contar o desenvolvimento de Maracaju”, destaca a reportagem do Tudo do MS.
 
 
 
Este é o primeiro de uma série de relatos especiais. Em breve, outros ex-funcionários também irão compartilhar histórias e lembranças de uma das instituições bancárias mais tradicionais do município.
 
 
 
Era esse o conjunto de relatos e curiosidades que a reportagem conseguiu levantar para relembrar parte da memória e da história do Banco do Brasil em Maracaju, Mato Grosso do Sul — uma trajetória que se mistura ao crescimento e desenvolvimento do município.
 

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