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Alta de casos de influenza no Brasil preocupa médicos e afeta principalmente crianças


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15/05/2026 09h25

Alta de casos de influenza no Brasil preocupa médicos e afeta principalmente crianças

DAIANE BOMBARDA Jornalista/Assessoria de Imprensa


Pediatra Dr. Christopher Shu explica os riscos, sinais de alerta e reforça a importância da vacinação e do tratamento precoce


O número de casos de influenza tem aumentado de forma significativa nas últimas semanas em diversas regiões do Brasil, acendendo um alerta entre profissionais de saúde, especialmente pelo impacto mais intenso entre crianças. Unidades de pronto atendimento e consultórios pediátricos já registram maior procura por sintomas típicos da infecção, como febre alta, tosse, dor no corpo e cansaço.

De acordo com o médico pediatra Dr. Christopher Shu, o cenário é compatível com períodos de maior circulação viral, favorecidos por mudanças de temperatura e maior permanência em ambientes fechados.

“O que estamos vendo é um aumento importante da circulação do vírus da influenza, principalmente entre as crianças, que acabam facilitando a transmissão dentro de casa”, afirma o pediatra.

Crianças estão entre os mais afetados

Embora a influenza possa atingir todas as faixas etárias, os quadros costumam ser mais intensos em crianças, sobretudo nas menores de 5 anos.

“Na criança, a influenza geralmente começa de forma súbita, com febre alta, prostração e dor no corpo. É um quadro que chama atenção porque derruba mesmo”, explica o médico.

Entre os sintomas mais comuns estão:

Febre alta de início repentino
Tosse persistente
Dor muscular
Cansaço intenso
Dor de cabeça, muitas vezes atrás dos olhos

O pediatra também alerta para sinais que indicam agravamento do quadro. “Respiração mais rápida, esforço para respirar, afundamento das costelas, sonolência excessiva ou piora após uma aparente melhora são sinais de alerta e exigem reavaliação médica imediata.”

Vacinação é principal forma de prevenção


A vacina contra a influenza segue sendo a principal estratégia para evitar formas graves da doença. Atualizada todos os anos, ela é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos prioritários, incluindo crianças.

“A vacina reduz significativamente o risco de complicações, internações e quadros mais graves. Mesmo quando não evita totalmente a infecção, ela torna a evolução mais leve”, destaca Dr. Christopher Shu.

Antiviral ajuda?

Nos casos com diagnóstico confirmado ou suspeita clínica de influenza, o tratamento pode incluir o antiviral à base de fosfato de oseltamivir, principalmente para grupos de risco.

“Ele pode ser, sim, um grande aliado no tratamento, especialmente quando iniciado de forma precoce. O fosfato de oseltamivir atua bloqueando a replicação do vírus no organismo. Quando começamos nas primeiras 48 horas e, idealmente, nas primeiras horas dos sintomas, conseguimos reduzir a duração do quadro e, principalmente, o risco de complicações”, explica o pediatra Dr. Christopher Shu.

O medicamento é disponibilizado gratuitamente pelo SUS, mediante prescrição médica.

Cuidados em casa fazem diferença

Além do acompanhamento médico, algumas medidas são fundamentais para a recuperação da criança:

  • Manter boa hidratação
  • Garantir repouso
  • Controlar a febre conforme orientação médica
  • Evitar contato com outras pessoas durante a fase mais contagiosa

“É importante também observar a evolução. Muitas vezes, após um pico de febre, a criança pode acordar suada e mais aliviada, o que pode indicar uma resposta do organismo”, afirma o especialista.

Momento exige atenção

Com o aumento dos casos, médicos reforçam a importância da vigilância por parte das famílias, principalmente diante dos primeiros sintomas.

“Esse é um momento de atenção, especialmente para quem tem crianças pequenas em casa. Procurar avaliação médica no início dos sintomas pode fazer toda a diferença”, orienta Dr. Christopher Shu.
 
 
 

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