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7 em cada 10 mulheres trabalham 8 horas ou mais por dia no gerenciamento das propriedades rurais brasileiras


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  • mell280

05/05/2026 12h17

7 em cada 10 mulheres trabalham 8 horas ou mais por dia no gerenciamento das propriedades rurais brasileiras

Marcelo Mello


1% das propriedades rurais do país já são comandadas por mulheres, aponta estudo

A participação feminina no agronegócio brasileiro deixou de ser uma perspectiva futura para se consolidar como realidade estratégica. Dados do IBGE apontam que mais de 31% das propriedades rurais do país já são comandadas por mulheres; o percentual que chega a 53,8% na região Nordeste. Para Ana Paula Sodré, Diretora Jurídica do Grupo GIROAgro, uma das maiores empresas do setor de fertilizantes no país, o desafio agora é garantir que essa presença se expanda e se consolide em todos os níveis organizacionais.

“O avanço feminino no campo e na gestão é inegável e representa evolução para todo o setor. Valorizar a competência, a formação técnica e a capacidade de liderança independentemente de gênero é um passo essencial para que o agro continue crescendo de forma sólida, moderna e competitiva“, afirma Sodré. 

O protagonismo feminino também é contabilizado no dia a dia das produções brasileiras. 70% das mulheres do agro trabalham 8 horas ou mais por dia no gerenciamento das propriedades, demonstrando o papel cada vez mais ativo e estratégico na rotina e nas decisões do campo, segundo dados da 9ª Pesquisa ABMRA.

Um marco recente que simboliza esse momento é a concessão do World Food Prize, que é conhecido como o “Nobel da Agricultura”, à cientista brasileira Mariangela Hungria, primeira mulher do país a receber a premiação. A pesquisadora é engenheira agrônoma cuja principal contribuição foi promover estudos sobre a fixação biológica do nitrogênio, que permitiram a substituição dos fertilizantes químicos por técnicas orgânicas, aumentando a produtividade da soja no Brasil.

Para Sodré, o reconhecimento global reforça que competitividade no agro passa, necessariamente, por ciência, inovação e ampliação contínua do espaço para mulheres. Segundo a executiva, ampliar a participação feminina no agronegócio exige método e se estrutura em quatro pilares fundamentais: capacitação e portas de entrada reais, com trilhas de formação técnica e oportunidades concretas de aplicação; ambiente seguro e respeitoso, com liderança preparada e tolerância zero para assédio e discriminação; critérios transparentes de desenvolvimento e promoção, para que o crescimento não dependa de redes informais; e, por fim, pertencimento e rede, com espaços de troca, visibilidade de referências e escuta ativa.

No Brasil, onde o agronegócio representa uma das principais forças econômicas, essa transformação é particularmente significativa. A presença feminina no setor tem crescido de forma consistente, acompanhando a evolução tecnológica e a profissionalização das atividades ligadas ao campo”, finaliza a diretora. 

 



 


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