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PMEs tem forte avanço do faturamento em março/26


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30/04/2026 14h20

PMEs tem forte avanço do faturamento em março/26

Klaus Gambarini


IODE-PMEs avançou 12,3% em março de 2026 na comparação anual Avanço reflete efeito calendário, uma vez que o mês de março/2026 contou com mais dias úteis quando comparado com o mesmo mês de 2025. Indústria puxa avanço do índice em março, com expansão de 20,7% no comparativo anual . Comércio volta ao campo positivo (12,4% YoY) após forte recuo no mês anterior. PMEs de Serviços, que foram o principal pilar de sustentação do mercado em 2025, registraram em março sua primeira alta (+2,3%) de 2026.

 

 

 

 

O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs) indica que a movimentação financeira média real das pequenas e médias empresas brasileiras avançou 12,3% em março, na comparação com o mesmo mês de 2025. O desbalanço de dias úteis entre os primeiros meses do ano favoreceu o resultado de março. Além disso, fundamentos econômicos mais favoráveis nos últimos meses, como a manutenção do desemprego em patamares historicamente baixos e o início de cortes da Taxa Selic, sustentaram um ambiente mais favorável no último mês, refletido no avanço do IODE-PMEs também no primeiro trimestre ante o mesmo período de 2026 (+4,5%).

O IODE-PMEs funciona como um termômetro da atividade econômica das empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões, acompanhando cerca de 750 atividades econômicas distribuídas entre os setores de Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços.

O comportamento da confiança dos consumidores brasileiros se mostra um importante indicador da atividade econômica das PMEs. Após recuos no primeiro bimestre, o índice medido pela FGV voltou ao campo positivo em março, o que, combinado a um mercado de trabalho resiliente — especialmente com rendimentos em alta —, impacta diversos segmentos das PMEs.

De toda forma, parte do forte avanço do faturamento real das PMEs observado no último mês pode ser explicada por um efeito calendário. Houve uma discrepância no número de dias úteis entre março de 2026 e o mesmo mês de 2025: enquanto março de 2025 contou com 20 dias úteis, março de 2026 teve 22. Esse aumento impacta diretamente o desempenho do índice, já que um maior número de dias úteis tende a impulsionar o faturamento mensal em diversas atividades. Assim, a comparação entre os dois períodos carrega um viés relevante. Quando se elimina este efeito, o avanço na movimentação média diária de contas a receber das PMEs em março de 2026 é bem mais moderado, com expansão de 2,1% em relação a março de 2025.

Analisando o desempenho do IODE-PMEs no acumulado dos primeiros três meses de 2026, identificamos um resultado positivo (+4,5% em relação ao mesmo período de 2025), com a boa performance da Indústria no período (+9,7% YoY) sustentando o desempenho do índice geral.

Particularmente em março, o principal destaque voltou a ser o desempenho das PMEs industriais, que avançaram 20,7% na comparação com o mesmo mês de 2025, fechando o primeiro trimestre do ano com avanço em todos os meses. O avanço mostrou-se bastante homogêneo entre os segmentos monitorados pelo IODE-PMEs: dos 23 subsetores da indústria de transformação, 19 registraram crescimento do faturamento real, com destaque para “produtos de couro”, “metalurgia” e “máquinas e equipamentos”.

O setor de Comércio interrompeu a trajetória negativa de 2026 e registrou seu primeiro resultado positivo do ano em março. O faturamento médio real das PMEs avançou expressivos 12,4% na comparação anual, revertendo a queda de 8,5% observada no mês anterior. A recuperação foi sustentada pelo equilíbrio entre o atacado (+14,3% YoY) e o varejo (+12,3% YoY). Dentro do varejo, o desempenho foi impulsionado especialmente pelos segmentos de “produtos farmacêuticos”, “artigos fotográficos” e “material de construção”, que lideraram o crescimento no período

O setor de Serviços, que foi o principal pilar de sustentação das PMEs em 2025, registrou em março sua primeira alta de 2026. O faturamento real avançou 2,3% na comparação anual, sinalizando uma retomada importante para o segmento. Esse desempenho foi impulsionado por resultados consistentes em áreas-chave, com destaque para as “atividades financeiras” e o segmento de “transporte’.

O setor de Infraestrutura também protagonizou uma virada em março, registrando avanço de 6,4% na comparação anual. O resultado marca a recuperação do segmento após o desempenho atipicamente fraco de fevereiro (-16% YoY). O retorno ao campo positivo foi impulsionado por atividades estratégicas da construção civil ligadas às PMEs, com destaque para “Obras de infraestrutura” e “Serviços especializados para construção”, que voltaram a apresentar expansão.

Em linhas gerais, o desempenho do mercado de PMEs no 1T2026 mostrou-se bastante volátil e abaixo das expectativas iniciais para o período. Ainda assim, o avanço consistente das PMEs industriais garantiu a manutenção do índice em patamar positivo (+4,5%), embora em desaceleração em relação ao 4T2025 (+6,4%). No curto prazo, o nível de incerteza para a evolução das PMEs permanece elevado, com destaque para a recente pressão inflacionária decorrente do aumento expressivo dos preços de combustíveis, reflexo da Guerra no Irã. Ainda assim, a recuperação da confiança dos consumidores e o avanço da renda das famílias devem permitir que o faturamento das PMEs siga em trajetória positiva nos próximos meses.

Sobre o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs)

Compreendendo a relevância das PMEs no desempenho econômico do nosso país, a Omie desenvolveu o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs), que acompanha as atividades econômicas das pequenas e médias empresas brasileiras. A pesquisa da scale-up Omie é um tipo de apuração inédita entre as empresas do segmento, atuando como um termômetro econômico das empresas com faturamento de até R$50 milhões anuais, além de oferecer uma análise segmentada setorialmente do mercado de PMEs no Brasil. Para elaborar os índices, a Omie analisa dados agregados e anonimizados de movimentações financeiras de contas a receber de mais de 170 mil clientes, cobrindo 750 CNAEs (de 1.332 subclasses existentes) – considerando filtros de representatividade estatística. Os dados são deflacionados com base nas aberturas do IGP-M (FGV), tendo como base o índice vigente no último mês de análise, com o objetivo de expurgar o efeito meramente inflacionário na série temporal, permitindo que se observe a evolução das movimentações financeiras em termos reais.

Sobre a Omie

Fundada em 2013 por Marcelo Lombardo e Rafael Olmos, a Omie tem o propósito de destravar o crescimento de todos os tipos de negócios, oferecendo um sistema de gestão inovador, completo e ilimitado, ancorada em quatro grandes pilares: Gestão, por meio do software; Educação, por meio da Omie.Academy; Finanças, por meio de linhas de serviços financeiros e soluções para apoio à gestão de PMEs; e Comunidade, por meio de um ecossistema que conecta clientes, fornecedores e prestadores de serviços. Líder do segmento, a empresa conta com mais de 26 mil escritórios contábeis parceiros, mais de 170 mil clientes, aproximadamente 1500 colaboradores e 130 unidades de franquias no país. Atualmente, o Omie processa mais de R$ 31 bilhões em notas fiscais emitidas por mês, representando um fluxo de cerca de 3,3% do PIB brasileiro.

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