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Brasileiros demonstram confiança crescente em bancos digitais e no compartilhamento de dados, revela pesquisa


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19/04/2026 14h20

Brasileiros demonstram confiança crescente em bancos digitais e no compartilhamento de dados, revela pesquisa

Cintia Esteves


Estudo do Valometry, da agência anacouto, mostra que usuários preferem instituições exclusivamente digitais e gostam de compartilhar dados financeiros em troca de melhores serviços e benefícios

Os bancos digitais vêm ganhando cada vez mais espaço entre os brasileiros, especialmente entre os jovens e as classes de menor renda. A pesquisa “Branding Brasil Segmentos – Edição Financeiro”, conduzida pelo Valometry, ferramenta de gestão de branding da agência anacouto, aceleradora de negócios que atua da estratégia à execução por meio de campanhas 360º, revela que 79% das pessoas com renda familiar de até aproximadamente 2,3 salários mínimos afirmam utilizar mais os bancos digitais do que os tradicionais. 

 

 

 

 

A preferência também é marcante entre o público mais jovem: 82% dos entrevistados de 18 a 24 anos declararam optar por esse tipo de instituição. A pesquisa foi realizada entre julho de 2024 e abril de 2025, com a participação de 2.989 consumidores. O estudo mostra que 68% dos brasileiros se dizem dispostos a compartilhar dados financeiros em troca de melhores serviços e condições. “O número sinaliza uma mudança de comportamento: o consumidor está mais aberto a fornecer informações sensíveis quando percebe valor na troca. Transparência no uso dos dados e confiança na instituição são fatores decisivos”, afirma Ana Couto, CEO da agência anacouto, LAJE, Valometry e É,Faz&Fala. 

 

O estudo também concluiu que há uma disposição geral do brasileiro em aderir ao Open Finance, sistema que permite ao consumidor compartilhar seus dados financeiros para acessar produtos e serviços mais vantajosos. O serviço tem aprovação de 80% na classe AB, mas cai para 64% nas classes D e E. Na comparação entre as gerações, 75% da Gen Z e 74% dos Millennials dizem aceitar o Open Finance, enquanto entre os Baby Boomers a taxa é de 52%. Para muitos, esse processo parece técnico, distante e sem benefícios claros. Quando perguntados sobre o que faria com que usassem o serviço, os entrevistados citaram mais segurança e privacidade garantidas, benefícios financeiros e certificações que garantam transparência no uso dos dados.

Fonte: Pesquisa Branding Brasil Segmentos - Edição Financeiro

Modo digital

A maioria dos brasileiros com contas online prefere instituições exclusivamente digitais (65%), mesmo quando também mantém contas em bancos tradicionais. “Os bancos digitais são percebidos como mais justos, ágeis e próximos. Isso impacta diretamente nos indicadores de lealdade e satisfação”, afirma Couto. A pesquisa mostra que a maioria dos entrevistados utiliza soluções digitais sem resistência. Apenas 21% dos respondentes da classe AB ainda têm receio em relação à segurança e à confiabilidade dos bancos digitais, percentual semelhante ao observado nas demais classes.

Entre os meios de pagamento, o Pix lidera com folga em todas as faixas de renda e idade, seguido pelos cartões por aproximação. Quando o assunto é o envio de Pix, os aplicativos mais citados foram Nubank (31%), Caixa (10%), Mercado Pago (9%) e PicPay (8%). Ainda assim, 46% dos respondentes não souberam dizer qual aplicativo utilizaram na última transação, o que revela um uso cada vez mais automático e pouco refletido dessas ferramentas.

Apesar da digitalização, a interação humana segue valorizada. A figura do gerente de conta, muitas vezes associada a um modelo tradicional de atendimento, ainda tem espaço: 73% dos entrevistados da classe AB dizem gostar de ter um especialista acessível. Entre os Baby Boomers, com 61 anos ou mais, esse número ultrapassa 60%. Bancos como Itaú e Bradesco, por exemplo, conectam gerentes via aplicativos. Já fintechs como Nubank e Mercado Pago investem em camadas de atendimento automatizado, onde o suporte humano aparece nos momentos certos, e não como primeira barreira. “O consumidor quer agilidade no app e atenção humana quando a situação aperta. Marcas que integram canais com fluidez, sem criar fricções ou contradições, ganham lealdade cotidiana”, comenta  Ana Couto.

Fonte: Pesquisa Branding Brasil Segmentos - Edição Financeiro

Sobre o Valometry: O Valometry é uma ferramenta inovadora de gestão contínua de branding, idealizada por Ana Couto, precursora do branding no Brasil. A ferramenta auxilia empresas a priorizar e implementar ações que impactam diretamente seus resultados, permitindo que marcas de diversos setores avaliem e otimizem seus investimentos de forma estratégica. Com uma metodologia proprietária baseada nas ondas de valor, em dados e insights acionáveis, o Valometry e sua série de estudos fornecem insights valiosos sobre o valor do branding nos principais setores econômicos do país, apoiando empresas e profissionais de branding, marketing e comunicação a entender melhor o comportamento de compra dos consumidores, identificar oportunidades em seus mercados e fortalecer a jornada de preferência por suas marcas.

Sobre a agência anacouto: Há mais de três décadas, a agência anacouto impulsiona o valor de pessoas e organizações com uma metodologia proprietária que oferece soluções que integram marca, negócio, experiência, comunicação e crescimento a partir da estratégia corporativa das organizações. Fundada pela designer Ana Couto e formada por um time de especialistas renomados, a agência é referência em branding no Brasil, atuando como parceira estratégica de marcas como Itaú, Natura, CBF, Brastemp e Havaianas.  Com uma visão que compreende os desafios únicos dos principais setores econômicos do país, a anacouto acelera e transforma modelos de negócio, tendo atendido mais de 400 empresas e conquistado mais de 50 prêmios nacionais e internacionais. Seu ecossistema inclui a LAJE, plataforma de educação especializada em branding; o Valometry, ferramenta de gestão contínua que mensura o valor das marcas por meio de dados; e o Festival É,Faz&Fala., maior evento de branding, inovação e brasilidade que terá sua 2ª edição no segundo semestre de 2025.

 

 

  

 





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