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Conflitos internacionais elevam pressão sobre o dólar e impactam a cadeia produtiva brasileira


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03/04/2026 04h36

Conflitos internacionais elevam pressão sobre o dólar e impactam a cadeia produtiva brasileira

Carolina Lara


A volatilidade cambial provocada por crises externas desafia a sustentabilidade de empresas que dependem de insumos estrangeiros e exige uma gestão financeira mais rígida para conter o repasse de preços

 

 

 

A escalada de tensões geopolíticas no cenário internacional voltou a pressionar o dólar e os custos do comércio global. Conflitos armados em regiões estratégicas, disputas comerciais entre potências e instabilidade em rotas energéticas têm provocado forte volatilidade cambial e aumento no preço de commodities. Dados do Banco Central mostram que a moeda americana manteve oscilações relevantes ao longo de 2025 e início de 2026, movimento que costuma ocorrer quando investidores buscam ativos considerados mais seguros em momentos de crise. Esse deslocamento de capital fortalece o dólar frente a moedas de países emergentes e amplia a pressão sobre economias dependentes de importação de insumos e energia.

Para a advogada tributarista e empresária Mayra Saitta, especialista em gestão empresarial e fundadora do Grupo Saitta, a valorização da moeda americana costuma ter efeito imediato sobre a estrutura de custos das empresas brasileiras. “Grande parte da indústria nacional depende de insumos importados ou de produtos cotados em dólar. Quando a moeda sobe por causa de conflitos internacionais, o custo de produção aumenta e isso acaba refletindo nos preços finais”, afirma. Segundo ela, períodos de instabilidade global costumam provocar uma combinação de fatores que pressionam simultaneamente câmbio, petróleo e cadeias logísticas.

Dependência de insumos e a vulnerabilidade industrial

O impacto é mais sensível em empresas que dependem diretamente da importação de componentes, máquinas ou matérias primas industriais. Dados da Confederação Nacional da Indústria indicam que cerca de 23 por cento dos insumos utilizados pela indústria brasileira são importados, o que torna o setor vulnerável a variações cambiais. Segmentos como indústria química, fertilizantes, eletrônicos, autopeças e equipamentos industriais estão entre os mais expostos, já que grande parte da matéria prima utilizada nesses setores é comprada no exterior. Quando o dólar sobe, o custo dessas compras aumenta imediatamente, pressionando margens e obrigando empresas a renegociar contratos ou revisar estratégias de precificação. “Muitas companhias são surpreendidas porque não estruturaram uma estratégia de proteção cambial. O resultado aparece rapidamente no caixa”, diz Saitta.

Gestão estratégica como barreira contra o risco cambial

Segundo a especialista, a volatilidade cambial exige das empresas uma gestão financeira mais estratégica e preventiva. Entre as medidas recomendadas estão a adoção de instrumentos de proteção cambial, como contratos de hedge, compras antecipadas em moeda estrangeira e diversificação de fornecedores internacionais. Outra medida importante é o acompanhamento constante de indicadores globais que influenciam o câmbio, como conflitos geopolíticos, preço do petróleo e decisões de política monetária dos Estados Unidos. “Planejamento financeiro não pode ignorar o risco cambial. Empresas que acompanham indicadores globais e estruturam proteção conseguem atravessar períodos de instabilidade com menos impacto”, explica.

Reflexos no consumo e a dinâmica do Porto de Santos

A valorização do dólar não afeta apenas empresas e cadeias produtivas. O impacto costuma chegar gradualmente ao consumidor brasileiro por meio do aumento de preços de diversos produtos e serviços. Quando insumos industriais ficam mais caros, fabricantes repassam parte desse custo para distribuidores e varejistas, o que acaba elevando o valor final para o consumidor. Produtos eletrônicos, alimentos que dependem de fertilizantes importados, combustíveis e itens industrializados costumam sentir esse efeito com mais rapidez. Segundo dados da Agência Internacional de Energia, tensões em regiões produtoras de petróleo também podem elevar o preço da commodity no mercado global, aumentando custos de transporte e logística. “Quando energia, combustível e insumos sobem ao mesmo tempo, toda a cadeia produtiva sofre impacto. Isso explica por que o consumidor percebe aumento em diversos produtos do dia a dia”, afirma Saitta.

Na Baixada Santista, onde está localizado o Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, os efeitos podem ser ainda mais diretos para empresas ligadas ao comércio exterior. De acordo com dados da Autoridade Portuária de Santos, o porto responde por cerca de um terço da corrente comercial brasileira. Negócios da região que dependem da importação de mercadorias, equipamentos ou matérias primas costumam sentir rapidamente a variação cambial, já que boa parte das operações logísticas e contratuais envolve pagamento em dólar. “Empresas que operam com importação via Porto de Santos precisam acompanhar o câmbio quase diariamente. Pequenas oscilações podem alterar significativamente o custo de uma operação”, diz.

De acordo com a advogada, momentos de instabilidade internacional exigem mais organização financeira, planejamento tributário e capacidade de adaptação por parte das empresas. Revisar contratos, diversificar fornecedores, analisar estruturas de custo e manter reserva financeira são estratégias que ajudam a reduzir impactos em períodos de volatilidade. “Conflitos internacionais estão fora do controle das empresas, mas a forma como elas se preparam para enfrentar esses impactos pode fazer toda a diferença. Gestão tributária, planejamento de custos e inteligência financeira ajudam a proteger o negócio e evitar que a volatilidade global comprometa a sustentabilidade da operação”, conclui.

Sobre Mayra Saitta

Advogada, contadora e empresária, Mayra Saitta é fundadora do Grupo Saitta, hub de contabilidade, direito empresarial, marketing e educação corporativa com atuação no Brasil, Estados Unidos e Europa. Nascida em Praia Grande (SP) e graduada em Ciências Contábeis e Direito, ela se especializou em Direito Empresarial e construiu uma trajetória marcada pela inovação em gestão e pela defesa do protagonismo feminino nos negócios. Em 2024, foi homenageada pela Câmara Municipal de Praia Grande com o diploma Graziela Diaz Sterque, em reconhecimento às suas contribuições à comunidade e ao desenvolvimento local.

Em 2025, lançou o livro A mente ágil do líder: como liderar com flexibilidade e propósito na era da inteligência artificial, no qual apresenta reflexões sobre liderança e transformação digital. Idealizadora do Saitta Day, evento que reúne empresários e especialistas para impulsionar o empreendedorismo na Baixada Santista, Mayra é reconhecida por unir visão estratégica, propósito e impacto social em sua atuação.

Para mais informações, acesse o site, linkedin ou pelo instagram

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Sobre o Grupo Saitta

Há 15 anos, o Grupo Saitta atua como um hub de soluções integradas em contabilidade, advocacia, marketing e educação corporativa, com sede em Praia Grande (SP) e presença em todo o Brasil, além de uma carteira de clientes nos Estados Unidos e Europa. 

Reconhecido pelo Método Saitta, modelo próprio de gestão de processos, o grupo se consolidou pela capacidade de unir eficiência operacional, rigor no cumprimento de prazos e uma gestão humanizada, que valoriza a parceria e o desenvolvimento conjunto entre empresas e profissionais.

Pioneiro na Baixada Santista ao criar um setor de Customer Success voltado à experiência do cliente, o grupo também promove mentorias e programas de capacitação para líderes e empreendedores, com foco em produtividade, gestão inteligente e posicionamento estratégico. Sua missão é clara, fortalecer empresas e inspirar vidas, conectando pessoas, propósito e performance.

 

  


 


 

 




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