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Após viajar 14h de ônibus, Demônios da Garoa entregaram show animado


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29/03/2026 09h06

Após viajar 14h de ônibus, Demônios da Garoa entregaram show animado

Em comemoração aos 80 anos de carreira, artistas cantaram os maiores sucessos e empolgaram o público

Por Clayton Neves


 Depois de encarar cerca de 14 horas de viagem de ônibus, o grupo Demônios da Garoa subiu ao palco do Palácio Popular da Cultura, na noite deste sábado (29), com energia de sobra para uma noite que atravessou gerações no Palácio Popular da Cultura.

 
Comemorando os 80 anos de carreira, os músicos comandaram uma festa marcada pela nostalgia e a animação de um repertório que não deixou ninguém parado. “Eu gostaria de voltar de jatinho, mas não deu dessa vez porque estava quebrado”, brincou Ricardo Rosa ao comentar sobre a viagem de ônibus
 
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Com oito décadas de trajetória, o grupo segue como um dos maiores símbolos do samba brasileiro, responsável por eternizar canções que marcaram época. No palco, o público cantou junto clássicos como “Trem das Onze”, “Saudosa Maloca”, “Tiro ao Álvaro” e “Bandeira Branca”.
 
 
A apresentação também homenageou grandes nomes da música brasileira, como Milton Nascimento, Benito di Paula, Dorival Caymmi, Zeca Pagodinho, Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Jair Rodrigues. A mistura de repertório mostrou como a trajetória do grupo, hoje na terceira geração, acompanhou diferentes fases da música nacional.
 
 
Um dos momentos altos da noite veio com a fala de Ricardo Rosa, neto do fundador Arnaldo Rosa. No palco, ele relembrou a história da família dentro do grupo e destacou que o pai, que hoje canta ao seu lado, também dedicou décadas à formação. “São 80 anos de história. É muita coisa pra contar”, comentou.
 
O parceiro histórico do grupo, Adoniran Barbosa, foi lembrado com carinho. Ricardo contou que a música “Tiro ao Álvaro” chegou a ser censurada na época da ditadura militar por conta de palavras consideradas inadequadas.
 
Púbico fez até trenzinho durante a apresentação do grupo. (Foto: Direto das Ruas)
Ele revelou que quando a situação melhorou, Adoniran ofereceu a canção novamente e comentou que uma jovem cantora também tinha interesse em gravá-la. Tratava-se de Elis Regina.
 
 
Na reta final da apresentação, o clima virou carnaval com marchinhas que tomaram conta do palco e o convite dos músicos para a plateia se levantar e dançar. Teve até “trenzinho” improvisado no meio da multidão.
 
O encerramento veio no auge da animação, com “Trem das Onze”, o maior sucesso do grupo, cantado em coro por um público diverso, com muitos fãs de cabeça branca, cadeirantes e famílias inteiras celebrando juntas.

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